Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Trombofilia: quais são os sintomas?

Trombofilia: quais são os sintomas?

A trombofilia está associada a alguns casos de aborto de repetição, além de poder provocar uma série de complicações durante a gestação. Trata-se de um quadro que favorece o surgimento de coágulos sanguíneos, os quais podem ocasionar a obstrução de veias e artérias.

Quer saber o que é trombofilia, quais os sintomas da doença e por que esse quadro pode levar à infertilidade da mulher? Acompanhe este texto e tenha mais informações sobre o assunto!

O que é trombofilia?

A trombofilia é uma condição caracterizada pela predisposição ao desenvolvimento da trombose que, por sua vez, é definida pela formação de coágulos de sangue ou trombos. Na prática, esse problema pode levar ao entupimento de veias e artérias.

O quadro pode ser hereditário ou adquirido. No primeiro caso, a origem é genética, isto é, a pessoa nasce com propensão para o surgimento de eventos trombóticos. A trombofilia hereditária pode estar associada, entre outras causas, à deficiência dos inibidores da coagulação, como proteína C, proteína S e antitrombina. O risco de manifestar o problema aumenta conforme o avanço da idade e a interação com outros fatores predisponentes.

Já a trombofilia adquirida pode se desenvolver a partir de diferentes condições clínicas, como:

Outra causa da trombofilia adquirida é a síndrome antifosfolipídica (SAF). Segundo estudos, trata-se de uma desordem sistêmica e autoimune que apresenta altos níveis de anticorpos antifosfolípides. A SAF foi, inicialmente, identificada em pacientes com lúpus eritematoso e tem sido, desde então, associada a condições tromboembólicas que afetam diversos órgãos.

Quais os sintomas da trombofilia?

A principal manifestação da trombofilia é a ocorrência de trombose venosa profunda. O problema é mais comum nos membros inferiores do corpo e pode apresentar os seguintes sintomas:

Outros sintomas importantes da trombofilia estão relacionados às complicações obstétricas. Mulheres com esse problema devem acompanhar o quadro e tomar os devidos cuidados, uma vez que as consequências incluem:

Além da trombose venosa profunda e das complicações na gestação, a trombofilia pode levar a outras intercorrências graves, como: embolia pulmonar — marcada por dificuldades na respiração e falta de ar intensa; e acidente vascular cerebral (AVC), que pode ocasionar a perda brusca de movimentos, assim como alterações na visão e na fala. Ambos os quadros podem ser fatais.

Quais as consequências da trombofilia para a fertilidade feminina?

Como vimos nos sintomas da trombofilia, o quadro pode provocar uma série de complicações na gravidez. Uma das principais consequências para a fertilidade feminina são os abortos de repetição, ocasiões que geram frustração às tentantes, além do doloroso sentimento de perda.

A trombofilia pode provocar os abortamentos recorrentes devido à oclusão de vasos do endométrio, que dificulta a fixação embrionária. A formação de coágulos também pode obstruir a passagem do sangue e privar o embrião de nutrientes e de oxigênio, elementos vitais para o seu desenvolvimento.

Alguns fatores podem agravar o risco do surgimento de trombose e merecem atenção, especialmente no caso das mulheres que estão na tentativa de engravidar, como: obesidade, tabagismo e outras drogas.

Como a reprodução assistida atua nos casos de trombofilia?

Na ausência de sintomas da trombose venosa, mulheres portadoras de trombofilia podem não ter conhecimento de sua condição. Dessa forma, a suspeita de que existe algum problema surge somente diante da dificuldade para engravidar ou dos abortos recorrentes.

A avaliação do histórico da paciente e dos fatores de risco associados à trombofilia ajudam a identificar a doença. Para confirmar o quadro, é necessário realizar exames de sangue.

Vários estudos tentaram demonstrar uma associação entre a presença de trombofilias e falha de implantação em ciclos de tratamentos como FIV (fertilização in vitro), entretanto não existe ainda uma confirmação científica dessa associação. Em alguns casos, anticoagulantes são administrados após a transferência embrionária.

Outros cuidados devem ser tomados pela paciente com trombofilia, como: controle de peso, por meio de alimentação saudável e prática de atividades físicas; uso de meias de compressão; abstinência de cigarro; controle de outras condições crônicas, como diabetes e pressão arterial.

Você já tinha conhecimento sobre o que é a trombofilia? Leve informação a outras pessoas que ainda desconhecem a gravidade do problema. Faça isso compartilhando este post em suas redes sociais!

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências