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Varicocele e reprodução assistida

Varicocele e reprodução assistida

A varicocele é considerada a principal causa da infertilidade masculina, e como geralmente não apresenta sintomas, muitas vezes só é diagnosticada quando o casal não consegue engravidar e busca uma investigação para descobrir a causa.

Esta é uma doença que se caracteriza pela dilatação das veias do cordão espermático, bem semelhante às varizes. Entre outras consequências, a varicocele provoca o aumento da temperatura dos testículos, o que pode prejudicar a espermatogênese — a produção de espermatozoides.

É por este motivo que a varicocele está relacionada à infertilidade masculina, e dependendo do grau da doença, mesmo após o tratamento, o paciente só consegue engravidar sua companheira por meio das técnicas de reprodução assistida.

Entenda mais sobre a doença e como a reprodução assistida pode auxiliar estes pacientes:

Varicocele

A varicocele é uma doença que pode atingir homens de todas as idades, mas é mais comum na puberdade. Se acontece na vida adulta, principalmente após os 30 anos de idade, suas consequências podem ser mais graves.

Não se sabe com precisão quais são as causas da doença, mas a principal teoria está relacionada a falhas nas válvulas internas do cordão espermático. Essas falhas causam refluxo sanguíneo que, por sua vez, provoca a dilatação das veias.

O fato de as veias estarem dilatadas provoca uma alteração no fluxo do sangue na região dos testículos, e isso faz com que a temperatura aumente. Este aumento de temperatura causa prejuízos à espermatogênese, fazendo com que o homem possua menos gametas em seu sêmen, ou gametas de menor qualidade.

A doença se apresenta em três graus diferentes, de acordo com determinadas características. Para identificar o grau, pode ser necessária a realização de alguns exames, sendo o mais simples e mais comum chamado de manobra de Valsalva.

Este procedimento é realizado no próprio consultório médico, e consiste em obstruir as passagens de ar da boca e do nariz e em seguida realizar uma expirada forçada. Isso provoca uma pressão no abdômen e faz com que as veias dilatadas fiquem evidenciadas.

Outra forma de diagnosticar a doença é por meio de palpação, também em consultório. Se estes dois procedimentos não forem suficientes para o diagnóstico, um ultrassom com doppler ou um espermograma podem ser solicitados.

Sintomas

Um dos grandes fatores preocupantes em relação à varicocele é a falta de sintomas em grande parte dos casos. Isso faz com que a doença seja diagnosticada em estágios mais avançados e dificulte o tratamento.

Quando há sintomas, os principais são:

A infertilidade é considerada um sintoma, já que é por causa deste problema que grande parte dos pacientes descobre a varicocele. A espermatogênese é fundamental para a fertilidade masculina, que é prejudicada pela alteração na temperatura dos testículos.

Tratamento e reprodução assistida

O tratamento da varicocele só é indicado quando existe a dor. Em outros casos, recomenda-se um acompanhamento constante.

Quando necessário, o tratamento é feito de forma cirúrgica, podendo ser por meio de embolização ou a microcirurgia subinguinal.

É comum que a fertilidade seja recuperada após o tratamento, mas isso não acontece em todos os casos. Se o paciente permanece infértil, é possível recorrer à reprodução assistida.

Atualmente existem três técnicas de reprodução, mas uma delas é mais indicada para homens diagnosticados com varicocele — a fertilização in vitro (FIV).

As outras técnicas existentes são a relação sexual programada, que não é indicada para casos de infertilidade masculina; e a inseminação intrauterina, que pode ser realizada se o médico considerar uma boa opção após a investigação da infertilidade do casal.

Porém, a FIV é o método mais eficaz e mais indicado para casos de infertilidade grave. Ela consiste na fecundação em laboratório, após a coleta dos gametas masculinos e femininos. Por meio da FIV é possível preparar o sêmen e selecionar apenas os gametas mais saudáveis e com maior capacidade de fecundação.

Além disso, realiza-se a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), fazendo com que menos gametas sejam necessários para melhor resultado. Nesse procedimento, um único espermatozoide é injetado dentro de cada óvulo para a formação dos embriões.

Os embriões formados são cultivados por até sete dias, e em seguida alguns deles são transferidos para o útero da mulher. Se houver embriões excedentes, eles são criopreservados e podem ser utilizados em outra tentativa.

Uma grande vantagem da FIV para pacientes diagnosticados com varicocele é que é possível realizar procedimentos complementares para aumentar as chances de se alcançar uma gestação bem sucedida e um bebê saudável, como o teste genético pré-implantacional (PGT).

Para mais detalhes sobre a doença e suas causas, sintomas, tratamentos e outras informações, leia nosso conteúdo sobre varicocele aqui no site.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências