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Você sabe o que é orquite?

Você sabe o que é orquite?

Orquite é o nome dado à inflamação que pode acometer um ou ambos os testículos. Quando a inflamação afeta também o epidídimo, órgão adjacente formado por túbulos que armazenam os espermatozoides, é chamada de orquiepididimite. Quando está restrita ao epidídimo, é conhecida por epididimite.

Você sabe quais são as principais causas da orquite? Conhece quais sintomas a inflamação nos testículos pode apresentar no homem? Então não deixe de acompanhar nosso post. Vamos esclarecer melhor o quadro clínico, o diagnóstico e o tratamento da doença!

Quais são as causas?

As causas da inflamação nos testículos são várias:

Quais são os sintomas?

Os sintomas associados à orquite podem variar de leve a grave. Os pacientes podem experimentar o início rápido da dor e inchaço, ou os sintomas podem aparecer gradualmente. O principal sintoma da orquite é a dor testicular, que pode irradiar para a virilha. Outros sintomas comuns são:

Na orquiepididimite, os sintomas podem surgir e progredir de forma mais gradual. Já a epididimite causa inicialmente dor em uma determinada área, além de inchaço na parte de trás do testículo durante vários dias.
Mais tarde, a infecção aumenta e se espalha, atingindo todo o testículo. Dor ou queimação antes ou após a micção também podem ser observadas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de orquite pode ser estabelecido após a investigação do histórico clínico e a realização de um exame físico completo. No entanto, estudos de imagem e testes laboratoriais podem ser feitos para avaliar e excluir outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes aos da orquite.

O ultrassom dos testículos afetados também pode ser solicitado para excluir outras condições, como torção testicular, abscesso ou epididimite, que possuem também sintomas similares.

Caso o médico ache necessário, por meio do exame retal, ele pode verificar a próstata para avaliar se a infecção a comprometeu também. Uma amostra de secreção extraída da uretra pode ser obtida para identificar quais bactérias são responsáveis ​​pela infecção. Exames de sangue e de urina podem ser solicitados, dependendo dos sintomas do paciente.

Existe tratamento para orquite?

Sim. Existe tratamento e cura para a orquite, que na maioria dos casos não deixa nenhuma sequela, quando seguidas as recomendações indicadas pelo médico especialista.

Cuidados gerais, como repouso, compressas geladas e medicação analgésicas são fundamentais para o tratamento da orquite. Outras medidas dependerão da origem da inflamação. Por exemplo, em caso da etiologia ser bacteriana, antibióticos serão prescritos por certo tempo, de acordo com a extensão e o microrganismo causador.

Esperamos que nosso post tenha esclarecido o que é orquite, quais são suas causas, manifestações e tratamento.

Gostou deste conteúdo? Ainda tem alguma dúvida? Então não deixe de comentar. Queremos sua participação!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


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