O que é transferência embrionária na FIV?

Por Equipe Origen

Publicado em 05/10/2026

A transferência embrionária é a etapa final da fertilização in vitro e marca o momento em que o embrião é colocado no útero, dando início a uma fase de grande expectativa.

A reprodução assistida tem possibilitado que muitas pessoas e casais realizem o desejo de ter filhos, mesmo diante de dificuldades reprodutivas que, no passado, limitavam bastante as chances de gravidez.

Entre as técnicas disponíveis, a fertilização in vitro (FIV) é uma das mais conhecidas. Ainda assim, é comum que algumas etapas do tratamento gerem dúvidas, especialmente aquelas que concentram maior carga emocional.

Neste texto, vamos explicar o que é transferência embrionária na FIV, etapa final do tratamento, quando o embrião é depositado no útero. Antes disso, faremos um breve panorama das principais fases da FIV, para que todo o processo faça sentido. Ao final, você também entenderá quando é realizado o exame de beta-hCG para saber se o ciclo resultou em gravidez.

Continue a leitura e saiba mais sobre a FIV!

Reprodução assistida e a fertilização in vitro

A reprodução assistida constitui um conjunto de técnicas desenvolvidas para auxiliar pessoas e casais que encontram dificuldade para engravidar. Essas dificuldades podem estar relacionadas a fatores femininos, masculinos ou a ambos, e cada tratamento é indicado de acordo com o diagnóstico e o histórico reprodutivo.

A FIV é uma dessas técnicas e é considerada de alta complexidade pelo fato de a fecundação ocorrer fora do corpo, em laboratório, assim como o cultivo embrionário. Após a formação dos embriões e o cultivo embrionário, um ou mais deles podem ser transferidos para o útero.

Transferência embrionária na FIV

A transferência embrionária na FIV é o procedimento em que o embrião, formado em laboratório da união do óvulo com o espermatozoide, é colocado cuidadosamente dentro do útero. Essa etapa representa o encerramento do ciclo da FIV e o início de uma fase marcada por expectativa, cuidado e acompanhamento.

É importante destacar que a transferência embrionária não garante, por si só, que a gravidez ocorrerá. O embrião precisa se implantar no endométrio, camada interna do útero, e começar seu desenvolvimento.

A implantação do embrião depende de múltiplos fatores, como a qualidade embrionária, a receptividade do endométrio e características individuais da mulher.

Quais são as etapas da FIV até a transferência embrionária?

Para compreender melhor a transferência embrionária, é importante conhecer, de forma resumida, as principais etapas da FIV:

1. Estimulação ovariana

O tratamento geralmente começa com a estimulação ovariana, por meio de medicamentos hormonais, com o objetivo de promover o desenvolvimento de múltiplos folículos. Essa etapa é cuidadosamente monitorada por exames de ultrassom e dosagens hormonais.

2. Coleta dos óvulos e sêmen

Quando os folículos atingem o desenvolvimento adequado, realiza-se a coleta dos óvulos, procedimento feito em ambiente controlado, com sedação, para maior conforto da paciente.

Ao mesmo tempo, o homem faz a coleta de sêmen, que passa pelo preparo seminal para que os melhores espermatozoides sejam selecionados.

3. Fertilização em laboratório

Os óvulos coletados são fertilizados em laboratório com os espermatozoides selecionados por uma técnica chamada injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).

4. Desenvolvimento embrionário

Após a fertilização, os embriões passam por alguns dias de desenvolvimento em laboratório, sendo cuidadosamente avaliados.

5. Transferência embrionária

Finalmente, chega-se à transferência embrionária na FIV, quando o embrião é colocado no útero.

Como é feita a transferência embrionária?

A transferência embrionária é, em geral, um procedimento simples, rápido e indolor. Ela não costuma exigir anestesia e é realizada em ambiente ambulatorial.

De forma geral, o procedimento acontece da seguinte maneira:

  • a paciente é acomodada em posição ginecológica;
  • um cateter fino e flexível é introduzido pelo colo do útero;
  • o embrião é cuidadosamente depositado dentro da cavidade uterina, sob orientação por ultrassom.

Todo o processo é feito com delicadeza, buscando minimizar qualquer desconforto. Após a transferência, costuma-se recomendar um período curto de repouso, seguido da retomada gradual das atividades habituais, conforme orientação médica.

Em alguns casos, a transferência pode ocorrer no mesmo ciclo da coleta dos óvulos (transferência a fresco). Em outros, os embriões podem ser todos congelados (freeze-all) e transferidos em um ciclo posterior. A indicação é personalizada.

Quantos embriões são transferidos?

O número de embriões transferidos depende de diversos fatores, como idade, histórico reprodutivo, qualidade embrionária e recomendações médicas baseadas em critérios de segurança. O objetivo é equilibrar as chances de gravidez com a redução do risco de gestação múltipla.

Essa decisão é sempre discutida de forma individualizada entre a equipe médica e a paciente ou o casal, respeitando as regras do CFM, diretrizes técnicas e as particularidades de cada situação.

O que acontece após a transferência embrionária?

Após a transferência embrionária na FIV, inicia-se o período conhecido como “fase de espera”, ou analogamente ao conceito de eternidade, o tempo entre a transferência e o resultado do beta-hCG, que pode ser emocionalmente desafiador. Durante esse tempo, o embrião, se encontrar um endométrio receptivo, pode se implantar e iniciar o desenvolvimento da gestação.

É comum que sejam prescritos medicamentos hormonais para suporte da fase lútea, auxiliando na preparação e manutenção do endométrio. A adesão correta às orientações médicas é fundamental nessa etapa.

Quando fazer o beta-hCG?

Uma das dúvidas mais frequentes após a transferência embrionária é sobre o momento certo para realizar o exame de beta-hCG, teste que detecta o hormônio produzido no início da gestação.

De forma geral, o beta-hCG é indicado entre 9 e 12 dias após a transferência embrionária, dependendo do estágio de desenvolvimento do embrião transferido. Realizar o exame antes desse período pode levar a resultados inconclusivos ou gerar ansiedade desnecessária.

Mesmo diante da expectativa, é importante aguardar o momento adequado e seguir as recomendações médicas.

Para saber mais sobre a FIV e compreender o tratamento de forma completa, convidamos você a ler o conteúdo institucional da clínica sobre FIV – fertilização in vitro. Você também pode acompanhar informações e conteúdos educativos no Instagram da Origen.

Importante Este texto tem apenas caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. Atualizamos nosso conteúdo com frequência, mas o conhecimento médico e a ciência evoluem rapidamente, por isso alguns conteúdos podem não refletir as informações mais recentes. Dessa forma, a consulta médica é o melhor momento para se informar e tirar dúvidas. Além disso, podem existir diferenças plausíveis baseadas em evidências científicas nas opiniões e condutas de diferentes profissionais de saúde.
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