Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

A estimulação ovariana reduz a vida fértil da mulher?

A estimulação ovariana reduz a vida fértil da mulher?

A estimulação ovariana é uma etapa essencial dos tratamentos de reprodução assistida para casais inférteis. No entanto, muitas tentantes ficam inseguras quanto aos efeitos dessa técnica e questionam sobre o risco de terem sua vida fértil reduzida — dúvida esta que vamos esclarecer ao longo do post.

Primeiramente, vale recordar o que significa o período de vida fértil da mulher: a menarca, termo correspondente à primeira menstruação, marca o início das funções reprodutivas e ocorre, normalmente, entre os 10 e 13 anos — embora possa acontecer antes ou depois dessa idade. A partir disso, com a liberação cíclica de estrogênio, o corpo da menina passa por várias transformações, como desenvolvimento das mamas e crescimento de pelos pubianos.

A menarca indica que o corpo feminino já passa por ciclos ovulatórios, portanto uma gravidez pode acontecer. Desse momento até a menopausa, a mulher se encontra na menacme e está em plena vida fértil. Entre os 35 e 40 anos, as chances de gravidez estão diminuídas, devido à redução natural da reserva ovariana, isto é, número de óvulos armazenados e piora na qualidade dos óvulos. Daí em diante a possibilidade de gravidez diminui até cessar.

Após esse período surge o climatério, com o fim dos ciclos menstruais e o fim das chances de uma concepção por métodos naturais.

Agora, continue a leitura para descobrir de que forma a estimulação ovariana impacta a fertilidade da mulher!

O que é estimulação ovariana?

A estimulação ovariana é um tratamento que tem o objetivo de induzir o desenvolvimento de múltiplos folículos com posterior ovulação e liberação de vários óvulos, em um mesmo ciclo, a fim de aumentar as chances de fecundação. O procedimento pode ser realizado tanto em tratamentos simples, como a relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial (IA), quanto na fertilização in vitro (FIV), considerada de alta complexidade.

Nos ciclos ovulatórios não estimulados (naturais), vários folículos ovarianos são recrutados, mas apenas um deles se desenvolve e se torna dominante até a eclosão para liberar o óvulo (ovulação).

O número varia conforme o protocolo utilizado para o tratamento desejado e a reserva ovariana. Nos ciclos de tratamentos de baixa complexidade, o desejado é que se desenvolvam 3 folículos, para reduzir o risco de gravidez gemelar, uma vez que a fertilização ocorre no corpo da mulher (in vivo). Na FIV, não há um limite de óvulos a obter, pois o controle para evitar gestações múltiplas é feito no momento da transferência dos embriões para o útero da paciente.

Na estimulação ovariana são administrados medicamentos hormonais com ação semelhante à dos hormônios que participam do ciclo ovulatório natural. O crescimento dos folículos é estimulado pelo FSH — hormônio folículo-estimulante — e monitorado com ultrassonografias e dosagem hormonal. Quando eles atingem o tamanho adequado, é a vez de administrar gonadotrofina coriônica humana (hCG), que induz a maturação final dos óvulos e a ovulação.

A estimulação ovariana reduz a vida fértil da mulher?

Não, a estimulação ovariana não diminui o tempo de vida fértil da mulher. A dúvida pode surgir em razão do maior número de folículos recrutados para o desenvolvimento, o que representaria a aceleração do esgotamento da reserva ovariana. No entanto, em ciclos reprodutivos naturais diversos folículos estão disponíveis para se desenvolverem, mas somente um se torna dominante e chega à ovulação. Os demais folículos que não crescem são perdidos.

A diferença da estimulação ovariana é que existe um aproveitamento maior dos folículos, isto é, mais folículos crescem ao invés de serem perdidos. Por isso, a estimulação não gasta mais óvulos, não diminui o tempo de vida reprodutiva e não acelera a menopausa.

Qual é o efeito da estimulação ovariana na fertilidade feminina?

A estimulação ovariana tem justamente o efeito de aumentar as chances de gravidez, não o de reduzir sua vida fértil. Com essa técnica, distúrbios ovulatórios são contornados e os ovários conseguem cumprir melhor sua função no sistema reprodutor. Na FIV, a técnica ainda ajuda a obter um alto número de embriões, os quais podem ser utilizados em mais de um ciclo de tentativa de gravidez, sem que a paciente precise passar novamente pela estimulação.

Vale pontuar que a RSP e a IA são indicadas em casos leves de infertilidade e desde que a mulher tenha menos que 35 anos e tubas uterinas desobstruídas. Na RSP, após a estimulação ovariana, o casal é orientado a manter relações sexuais nos dias em torno da ovulação prevista. Na IA, uma amostra de sêmen é introduzida no útero da paciente no dia da liberação dos óvulos.

Por sua vez, a FIV é indicada para diversos casos de infertilidade, dos simples aos mais graves. Nesse tipo de tratamento, a estimulação ovariana é a primeira etapa do processo. Depois disso, deve-se realizar a coleta dos gametas, fertilização em laboratório, cultivo embrionário e transferência dos embriões para o útero da paciente. A complexidade da FIV é proporcional às suas elevadas taxas de sucesso.

Leia também nosso texto institucional sobre estimulação ovariana e compreenda os detalhes dessa técnica!

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x