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Acolhimento do casal infértil: saiba mais sobre o assunto

Acolhimento do casal infértil: saiba mais sobre o assunto

A vontade de ter filhos está nos objetivos de muitos homens e mulheres. Em geral, acreditamos que, após alguns meses de tentativas, a gravidez vai acontecer. Mas essa não é a realidade de alguns casais. A longa espera por um resultado positivo começa a gerar ansiedade e frustração, sendo necessário o acolhimento do casal infértil.

Há um número crescente de casais com dificuldade para engravidar em todo o mundo. Os motivos estão relacionados a fatores, como: tendência de adiar a gravidez por um longo período, aumento da incidência de infecções sexualmente transmissíveis, entre elas a clamídia e a gonorreia, ou mesmo fatores ambientais e o estilo de vida.

Além desses exemplos, diversas doenças e condições também podem afetar a quantidade e a qualidade dos gametas ou dificultar a fecundação e o desenvolvimento do embrião.

Os sintomas de infertilidade nem sempre são perceptíveis e despertam a atenção. Em alguns casos, a dificuldade para engravidar é o principal motivo que leva o casal a investigar a fertilidade. O ideal é procurar ajuda médica se a gravidez não acontecer após 12 meses de tentativas sem o uso de métodos contraceptivos.

Ao chegar nesse ponto, muitos casais já estão fragilizados e estressados devido à demora para engravidar. Por isso, o acolhimento do casal infértil também faz parte do processo da reprodução assistida.

Continue a leitura para descobrir a sua importância e como ele é realizado desde a investigação da infertilidade até o tratamento.

Qual a importância do acolhimento do casal infértil?

Após meses ou até anos tentando engravidar é inevitável que o casal se sinta fragilizado e frustrado. A pressão social para ter filhos e o sentimento de culpa por não conseguir ou por ter passado por abortamentos são ainda mais intensos entre as mulheres.

Nesse momento delicado o acolhimento do casal infértil é fundamental para que essa etapa seja a mais humana possível, visando o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes. O processo da reprodução assistida é único para cada casal, por isso, o acolhimento é importante para diminuir as incertezas e fornecer um suporte emocional durante essa fase.

Como é feito o acolhimento do casal infértil?

Todo o processo de investigação da infertilidade e do seu tratamento são individualizados, sendo definido de acordo com as necessidades de cada caso. A seguir, vamos mostrar como é feito o acolhimento do casal infértil, das etapas iniciais até a indicação do melhor tratamento.

Confira!

Primeira consulta com um especialista em reprodução assistida

A infertilidade atinge homens e mulheres com a mesma proporção. Por isso, tanto o homem, quanto a mulher devem passar por uma avaliação da sua saúde reprodutiva. Todo o processo, desde a recepção na clínica, é pensado para criar um ambiente confortável e acolhedor para o casal tentante.

Em alguns casos, o casal pode estar há anos tentando engravidar, chegando na clínica de reprodução assistida fragilizados e receosos. Sabemos que um paciente com o estado emocional abalado tem mais dificuldade para entender as informações médicas e até esquecê-las, o que pode causar uma falha de comunicação.

Durante a primeira consulta com um especialista em reprodução assistida é feita uma entrevista inicial com anamnese. O seu objetivo é avaliar o histórico clínico do casal e levantar possíveis doenças ou condições que podem estar relacionadas com a infertilidade para serem investigadas.

O acolhimento do casal infértil é realizado desde a primeira consulta. Além de tirar todas as dúvidas, esse encontro também é um momento de escuta, onde o casal pode falar sobre as suas expectativas e desejos.

Investigação da infertilidade

Os exames mais solicitados na investigação da infertilidade feminina são a ultrassonografia pélvica e a avaliação da reserva ovariana. A partir deles, é possível avaliar a qualidade e a quantidade dos óvulos e o sistema reprodutor como um todo.

Para os homens, o espermograma é o principal exame para analisar a infertilidade masculina. Com base em vários critérios macro e microscópicos, podemos avaliar a qualidade e a quantidade de espermatozoides do paciente.

Caso seja necessário, exames complementares podem ser solicitados. A partir do diagnóstico da investigação da infertilidade conjugal, podemos indicar o melhor tratamento.

Indicação do melhor tratamento para o casal

As possibilidades de tratamento devem ser apresentadas para que a escolha seja feita em conjunto com os pacientes. De acordo com a causa da infertilidade, o tratamento medicamentoso ou cirúrgico pode ser suficiente para que o casal engravide naturalmente. Do contrário, a reprodução assistida é indicada.

Entre as técnicas temos a relação sexual programada (RSP), a inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV). Cada uma é indicada para casos diferentes de infertilidade.

O acolhimento do casal infértil é muito importante durante o processo de reprodução assistida. A dificuldade para engravidar provoca um desgaste físico e psicológico, que pode causar conflitos, angústias, ansiedade e até depressão. Por isso, o tratamento humanizado visa tornar esse processo menos difícil para, assim, aumentar as chances de o casal engravidar.

De forma geral, falamos mais sobre os aspectos técnicos da infertilidade do que os seus impactos emocionais, o que pode gerar dúvidas sobre essa parte do processo. Por isso, deixe a sua pergunta aqui nos comentários!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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