Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Adenomiose: conheça as possibilidades de tratamento

Adenomiose: conheça as possibilidades de tratamento

A adenomiose é uma alteração frequentemente diagnosticada em mulheres com mais de 40 anos que já tiveram filhos. No entanto, nos últimos anos tem sido registrada sua presença em mulheres durante a fase reprodutiva.

Ainda que seja benigna, provoca diferentes sintomas que podem impactar a qualidade de vida das mulheres portadoras, sendo necessário um plano de tratamento clínico ou cirúrgico, de acordo com cada caso.

Para saber como a adenomiose interfere na fertilidade e quais são os tratamentos disponíveis, continue a ler este texto.

O que é adenomiose?

A adenomiose é a presença de tecido endometrial na camada intermediária muscular do útero chamada de miométrio.

O crescimento do tecido endometrial no miométrio estimula a formação de pequenas bolsas, levando ao aumento do fluxo menstrual, que pode ainda ser prolongado, cólicas, dor durante as relações sexuais (dispareunia), inchaço e pressão abdominal, impactando a qualidade de vida das mulheres portadoras.

Historicamente a adenomiose foi identificada a partir de relatos histológicos após a histerectomia (cirurgia para a retirada do útero). Porém, com a evolução da tecnologia de imagem, alguns exames como a ultrassonografia e a ressonância magnética (RM), tornaram possível a sua identificação.

Por outro lado, o cenário epidemiológico também mudou e, embora o principal fator de risco seja idade superior a 40 anos e multiparidade, é cada vez mais diagnosticada em mulheres jovens, com manifestação de dor, podendo estar associada à infertilidade em alguns casos, ainda que possa ser somente uma coincidência.

Diferentes estudos relatam sinais de adenomiose a partir da realização de exames de ultrassonografia, assinalando uma prevalência de cerca de 20,9% na população em geral, enquanto os valores variam de 10% a 35% nos relatos histológicos após a histerectomia.

Apesar do aprimoramento dos métodos diagnósticos a conscientização ainda é baixa. Além disso, em algumas pacientes, a adenomiose coexiste com outras condições ginecológicas, como endometriose e miomas uterinos, sugerindo que possa ser somente uma situação de coincidência.

Entre 15% a 57% dos casos leiomiomas uterinos e adenomiose coexistem no mesmo útero e mulheres com as duas condições têm maior probabilidade de dor pélvica. Um conjunto de dados cirúrgicos também demonstra a prevalência de adenomiose em mulheres com endometriose, em percentuais que variam entre 20% a 80%, de acordo com a pesquisa realizada.

Embora a relação com infertilidade ainda não seja claramente estabelecida e questionada por diversos autores, alguns estudos sugerem a possibilidade de redução nas taxas de implantação: devido a possíveis mudanças na receptividade endometrial resultando em falhas na implantação e abortamento. Esses estudos, entretanto, carecem de confirmação.

Outras teorias para associar a presença da adenomiose com infertilidade são:

Quando apresenta um ou poucos focos localizados em diferentes pontos do miométrio a adenomiose é classificada como focal, ou como difusa se numerosos focos espalharem. Geralmente ocorre predominantemente na parede posterior do útero.

Como a adenomiose é tratada?

O tratamento da adenomiose apenas se tornou possível com a introdução de novos compostos médicos e de técnicas cirúrgicas minimamente invasivas e tem como propósito a redução dos sintomas provocados pela doença.

Medicamentos hormonais, por exemplo, podem ser prescritos como opção para controlar sintomas como fluxo menstrual abundante e cólicas. Eles possibilitam o equilíbrio dos níveis hormonais, resultando em uma diminuição dos sintomas.

Se os sintomas impactarem a qualidade de vida ou não houver resposta ao tratamento clínico, o tratamento cirúrgico é a melhor opção. No entanto, é indicado apenas quando a mulher deseja engravidar e, eficaz, nos casos em que a adenomiose não penetrou profundamente no miométrio. O objetivo é a eliminação do tecido ectópico por ablação endometrial, normalmente realizada por vídeo-histeroscopia cirúrgica.

Esse tratamento, entretanto, não tem comprovação científica de sua eficácia, devendo ser considerado apenas em casos selecionados e considerando-se a relação de risco-benefício.

Mulheres que não podem ou desejam ser submetidas à cirurgia têm como opção a embolização da artéria uterina (EAU), um procedimento não cirúrgico também recomendado quando não há a intenção de engravidar. Nele, uma substância esclerosante é injetada nas artérias uterinas para obstruir o fluxo sanguíneo.

Quando indicado em casos que a adenomiose está associada ao fator de infertilidade, o tratamento por FIV é realizado em diferentes etapas e prevê a fecundação de óvulos e espermatozoides em laboratório e a transferência dos embriões formados para o útero, aumentando, dessa forma, as chances de a gravidez ocorrer: é a técnica de reprodução assistida que apresenta os percentuais mais altos de gravidez bem-sucedida por ciclo de realização.

Toque aqui e saiba mais sobre a adenomiose.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências