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Adiar a maternidade, uma possibilidade viável

Adiar a maternidade, uma possibilidade viável

Falar sobre as conquistas da mulher na sociedade ao longo das últimas décadas parece clichê, pois ela já está à frente de grandes empresas e ocupa cargos de extrema relevância.

A mulher já quebrou o tabu do sexo casual. Essa mudança teve origem, há vários anos, na possibilidade de controle da natalidade pelo uso de anticoncepcionais, que foi revolucionário e ampliou o poder da mulher sobre seu próprio corpo.

A novidade é a possibilidade de retardar o envelhecimento de seus óvulos, o que garante a fertilidade independentemente da idade.

Da mesma forma, seja em nome da carreira, seja por não ter encontrado o parceiro ideal, o congelamento de óvulos surge como alternativa para as mulheres que desejam postergar a gravidez sem que haja prejuízo à fertilidade.

Adiando a maternidade pela técnica de congelamento de óvulos

O congelamento de óvulos – técnica disponível há pouco tempo que oferece resultados extremamente positivos – tem sido alternativa para um número cada vez maior de mulheres que se dedicam à construção de uma carreira sólida.

Adiar a gravidez é fácil, pois há uma série de métodos contraceptivos bastante eficazes atualmente. No entanto, postergar demais pode se tornar um problema, pois, após os 35 anos, existe uma redução gradativa e natural da quantidade e da qualidade dos óvulos, que pode levar à infertilidade.

Segundo o médico Selmo Geber, “o congelamento surge como uma boa opção para uma gravidez tardia e bem-sucedida no caso de mulheres que, em nome da carreira e do crescimento profissional, têm adiado o sonho da maternidade”.

Taxas de sucesso

A técnica já alcança 40% de sucesso – percentual de gravidez alcançada com a FIV a partir de óvulos congelados –, um dado que transmite segurança e tranquilidade às mulheres que desejam se submeter ao procedimento.

“Atingimos uma taxa quase equivalente aos procedimentos realizados com óvulos frescos. Um número surpreendente”, comemora Selmo Geber.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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