Amenorreia tem relação com infertilidade?

Por Equipe Origen

Publicado em 24/04/2026

Amenorreia é um dos principais sinais de alterações no sistema reprodutor feminino e requer avaliação e tratamento, principalmente quando há intenção de gravidez.

Ter atenção aos sinais de alterações no funcionamento do próprio corpo é importante para contar com avaliação médica precoce e assumir condutas preventivas. A amenorreia, por exemplo, não deve ser ignorada, especialmente quando persiste por vários meses.

A amenorreia pode ter causas variadas, que vão desde fatores hormonais até condições médicas mais complexas. Além disso, em muitos casos, ela pode estar associada à infertilidade feminina. Sendo assim, as mulheres que estão tentando engravidar precisam estar atentas a essa situação.

Leia nosso artigo inteiro, entenda o que significa amenorreia, quais são as possíveis causas e como agir para recuperar a fertilidade!

O que é amenorreia?

Amenorreia é a ausência de menstruação por um período igual ou superior a três ciclos consecutivos. Ela pode ser classificada em dois tipos:

  • amenorreia primária, quando a mulher nunca menstruou, mesmo após os 15 anos de idade;
  • amenorreia secundária, quando há interrupção dos ciclos menstruais por mais de três meses em mulheres que já menstruavam regularmente.

Outra irregularidade menstrual que requer atenção é a oligomenorreia. Nesse caso, a menstruação não chega a ser interrompida, mas os ciclos ocorrem em intervalos mais longos que o normal, superiores a 35 dias.

Embora nem todo quadro de irregularidade menstrual tenha alguma causa ligada à infertilidade, a ausência da menstruação geralmente indica que algo está interferindo no ciclo ovulatório e, consequentemente, na capacidade de engravidar.

O que significa infertilidade?

O termo infertilidade, no campo da medicina reprodutiva, descreve a dificuldade ou incapacidade de um casal engravidar após 12 meses de tentativas (período com prática regular de relações sexuais e sem o uso de métodos contraceptivos) em mulheres abaixo dos 35 anos ou 6 meses, se acima desa idade.

A infertilidade feminina, de modo geral, pode ter diversas causas: problemas na ovulação, doenças do útero, endometriose, obstrução das tubas uterinas, entre outras. Dentre esses, os fatores ovulatórios estão entre os principais.

Assim, quando a mulher apresenta amenorreia, é importante investigar se ela está relacionada a problemas na ovulação, que é uma etapa imprescindível para que a fecundação aconteça.

Amenorreia pode ser sinal de infertilidade?

Nem toda mulher com amenorreia é infértil, mas a menstruação irregular, seja ausente ou infrequente, costuma ser um sinal de alerta de que o ciclo reprodutivo não está ocorrendo adequadamente.

Veja alguns possíveis fatores que podem justificar a relação entre amenorreia e infertilidade:

Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

A SOP é a causa mais comum de anovulação crônica (ausência de ovulação) e amenorreia secundária. Nessa condição, há um desequilíbrio hormonal caracterizado por excesso de hormônios masculinos, o que afeta o desenvolvimento dos folículos ovarianos e a ovulação.

Alterações hormonais

Além da SOP, os níveis dos hormônios que regulam o ciclo reprodutivo podem ser alterados por outras disfunções endócrinas, como as doenças da tireoide, suprarrenal ou por níveis elevados de prolactina. Fatores como estilo de vida podem afetar de forma significativa o equilíbrio hormonal.

Obesidade, magreza excessiva, prática exagerada de exercícios físicos e estresse são exemplos de condições que podem alterar o funcionamento do hipotálamo, glândula que participa do eixo endócrino responsável pelo estímulo à ovulação.

Baixa reserva ovariana

A redução da reserva ovariana (conjunto de óvulos guardados nos ovários) ocorre naturalmente devido ao avanço da idade. Sendo assim, em algum momento entre os 40 e 45 anos, é normal que os ciclos menstruais comecem a se alterar.

Há também, em alguns casos, a possibilidade de falência ovariana prematura. Quando os ovários perdem precocemente sua função (antes dos 40 anos), há interrupção da produção hormonal e da ovulação, resultando em amenorreia e infertilidade. Isso pode ocorrer devido a alguns tratamentos médicos, síndromes genéticas ou causas idiopáticas (desconhecidas).

Sinequias uterinas (Síndrome de Asherman)

Na maioria das vezes, a amenorreia está associada a disfunções na ovulação. No entanto, há também os casos em que a função ovulatória é regular, mas o fluxo menstrual é obstruído. Isso ocorre na síndrome de Asherman, condição em que o espaço interno do útero é tomado por faixas de tecido cicatricial, que geralmente surgem após cirurgias ou infecções.

O que fazer quando há amenorreia e infertilidade?

Ao identificar irregularidades menstruais, é importante buscar avaliação médica especializada. O ginecologista solicitará exames hormonais e de imagem para identificar a causa do problema. Dependendo do diagnóstico, o ciclo menstrual e a ovulação podem ser normalizados com medicamentos hormonais e mudanças no estilo de vida.

Quando a amenorreia está relacionada a causas mais complexas, como baixa reserva ovariana, ou o casal apresenta outros fatores de infertilidade concomitantes, as técnicas de reprodução assistida são opções. Nesse cenário, é feita uma avaliação completa da fertilidade conjugal e o plano de tratamento é personalizado, podendo incluir diferentes técnicas, por exemplo:

A amenorreia nem sempre está associada a uma condição complexa. Em muitos casos, condutas simples ajudam a restaurar os ciclos menstruais e a fertilidade. Ainda assim, ela não pode ser negligenciada, visto que é um possível sinal de alteração no sistema reprodutor.

Confira ainda o texto sobre infertilidade feminina e entenda as demais causas relacionadas!

Importante Este texto tem apenas caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. Atualizamos nosso conteúdo com frequência, mas o conhecimento médico e a ciência evoluem rapidamente, por isso alguns conteúdos podem não refletir as informações mais recentes. Dessa forma, a consulta médica é o melhor momento para se informar e tirar dúvidas. Além disso, podem existir diferenças plausíveis baseadas em evidências científicas nas opiniões e condutas de diferentes profissionais de saúde.
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