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Anticoncepcional de uso contínuo diminui a fertilidade?

Anticoncepcional de uso contínuo diminui a fertilidade?

Muitas mulheres utilizam anticoncepcional de uso contínuo no Brasil. Contudo, muitas delas ainda têm receios sobre a relação desse método com a fertilidade. Em parte, isso ocorre porque os anticoncepcionais evoluíram com o passar do tempo e nem sempre as pessoas acompanham essas mudanças. Os medicamentos sempre são aprimorados para que provoquem menos efeitos colaterais.

Afinal, o uso desses medicamentos interfere na capacidade reprodutiva ou isso é apenas um mito? Gostaria de esclarecer essa dúvida? Então continue acompanhando nosso post!

Como funciona a pílula anticoncepcional?

Primeiro, é necessário entender como é a ação do anticoncepcional de uso contínuo no organismo feminino.

As pílulas anticoncepcionais são compostas por estrogênios e progesterona ou apenas por progesterona. Com a ingestão desses hormônios, seus níveis circulantes estarão maiores do que os níveis habituais durante um ciclo menstrual normal. Assim, esse aumento fará com que os fenômenos naturais que ocorrem para favorecer a gravidez não ocorram mais, reduzindo a chance de gravidez para próximo de zero.

Quais são os principais efeitos adversos?

Os efeitos adversos dependem principalmente da resposta individual de cada paciente. Assim, cada uma irá responder de uma forma. Logicamente, pílulas que contêm maior quantidade de hormônios têm uma tendência de apresentar mais efeitos adversos. Pílulas mais modernas também podem apresentar menos efeitos adversos. Os mais comuns são:

O anticoncepcional de uso contínuo prejudica a fertilidade?

Agora que já esclarecemos como esse método funciona, você deve estar se perguntando se a infertilidade também é classificada como um efeito adverso, principalmente se a administração perdurar por vários anos, como é o caso de muitas mulheres.

A resposta é não. Independentemente do tipo de anticoncepcional utilizado ou do tempo de tratamento, ao parar de utilizar o fármaco, a mulher já se encontra apta para engravidar. O anticoncepcional de uso contínuo tem a capacidade de parar a ovulação por um período, porém trata-se de um processo reversível assim que a mulher cessa o uso do remédio.

Um fator importante que pode contribuir para a construção desse mito é a possível sensação de controle sobre o ciclo menstrual. Quando a mulher utiliza o anticoncepcional de uso contínuo, imagina que, assim que parar de utilizá-lo, vai engravidar instantaneamente. Porém, cada mulher tem seu tempo e depende do seu ciclo biológico o prazo que o organismo leva para se estabelecer e estar apto para uma gravidez.

Existe outra situação importante. Muitas vezes, a mulher para de utilizar o medicamento, mas o casal tem outros fatores de infertilidade, o que impede a gravidez. Nesses casos, o casal deve procurar auxílio de especialista para investigar o que pode estar causando a infertilidade.

Procure um médico para avaliar qual é o melhor anticoncepcional para você. Hoje, esses medicamentos oferecem muitas vantagens para controlar determinados sintomas que a mulher possa sentir ao longo do ciclo menstrual.

Compreendeu qual a relação dos anticoncepcionais com a fertilidade? Gostou do nosso conteúdo? Então descubra quais drogas e medicamentos podem causar infertilidade em outro post que preparamos!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências