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As principais causas da infertilidade masculina

As principais causas da infertilidade masculina

Embora seja pouco comentada, a infertilidade masculina tira a noite de sono de muitos casais. Ela pode ser provocada por vários fatores.

É claro que ninguém gosta de lidar com esse tipo de situação e, justamente por isso, uma das principais medidas preventivas é conhecer as causas.

Se você ficou curioso e quer saber o que pode estar dificultando esse momento mágico da sua vida, está no lugar certo. Conheça, a seguir, as principais doenças e o tratamento específico para cada uma delas.

1. Varicocele

Essa está entre as doenças mais comuns quando o assunto é a infertilidade masculina. Ela acontece sempre que ocorre uma dilatação e tortuosidade nas veias que são responsáveis pela drenagem dos testículos, ou seja, que drenam o sangue da região dos testículos.

Se você pensa que essa alteração é bobagem, saiba que ela leva a um aumento da temperatura dos testículos e, por consequência, interfere diretamente na produção e qualidade dos espermatozoides. Motivos de sobra para ficar de olho, concorda?

Nesse caso, o melhor procedimento é a intervenção cirúrgica.

Para saber mais sobre a varicocele e se aprofundar mais nos detalhes do tratamento, clique aqui.

2. Infecções

Algumas infecções genitais podem ser tão fortes que comprometem o sistema reprodutor do homem. Então é bom ficar de olho.

As mais comuns são a clamídia e a gonorreia, que podem atingir os órgãos do aparelho reprodutor do homem e da mulher.

Essas infecções, principalmente se não tratadas, podem alterar a produção e qualidade dos espermatozoides, assim como levar a processos obstrutivos no trato reprodutor masculino. Ambas as alterações podem dificultar o processo de fecundação.

O tratamento é diferente dependendo de cada caso, por isso procure o urologista ao perceber pequenas alterações ou os mais breves sintomas.

Também falamos mais profundamente a respeito das principais doenças e infecções que afetam o casal. Leia mais a respeito clicando aqui.

3. Azoospermia

A azoospermia é a ausência de espermatozoides no sêmen, uma situação que é um fantasma para muitos homens. Ela pode ser detectada pelo exame chamado espermograma.

Ela pode ser ocasionada por vários fatores e entre os mais comuns estão os problemas genéticos, endócrinos, estruturais, obstrutivos e maus hábitos de vida. A azoospermia pode ser causada por uma alteração diretamente no testículo, na produção dos espermatozoides (Azoospermia Não Obstrutiva) ou por algum processo obstrutivo que impeça a saída dos espermatozoides no ejaculado (Azoospermia Obstrutiva), apesar de serem produzidos normalmente pelos testículos. O exemplo típico de azoospermia obstrutiva são os casos de homens que realizaram vasectomia.

A melhor maneira de resolver o problema é fazer os tratamentos de fertilização in vitro ou a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), que é quando eles são captados dos testículos por meio de uma cirurgia.

4. Criptorquidia

Essa é uma doença com uma particularidade: ela é congênita, ou seja, existente desde o nascimento.

Para quem não sabe o que significa, ela representa uma descida incompleta dos testículos ao escroto, fazendo com que eles fiquem no canal inguinal ou região abdominal.

A melhor maneira de resolver o problema é com cirurgia ainda na infância.

Ainda assim, alguns homens podem sofrer com uma concentração menor dos espermatozoides ou até mesmo com uma ausência deles no sêmen, mesmo após a correção cirúrgica, pois existe uma associação genética entre a criptorquidia e a infertilidade.

5. Fatores hormonais

Em alguns casos de infertilidade masculina, o fator causador pode ser uma alteração na produção de hormônios importantes para a produção dos espermatozoides.

É sempre importante que uma adequada avaliação hormonal seja realizada, dependendo da gravidade da alteração do sêmen apresentada pelo homem.

6. Outros fatores

Embora não seja especificamente uma doença, não poderíamos deixar de abordar os hábitos de vida. Aqueles costumes pouco saudáveis também podem influenciar diretamente na produção de espermatozoides. Alguns exemplos são: tabagismo, alcoolismo, consumo de drogas ilícitas, uso de anabolizante, obesidade e estresse.

Portanto, é bom investir em um estilo de vida saudável, pois assim diminuem consideravelmente as chances de lidar com a infertilidade masculina.

Agora que você já conhece as principais causas da infertilidade masculina, fique de olho nos sintomas e trate assim que perceber alguma alteração. Assim você vive com mais qualidade de vida e vivencia a aventura que a paternidade pode trazer.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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