Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Avaliação da reserva ovariana: conheça os exames

Avaliação da reserva ovariana: conheça os exames

A fertilidade feminina está ligada a diversos fatores e um dos mais importantes é a reserva ovariana, ou seja, a quantidade de óvulos presentes nos ovários. Os ovários começam a se desenvolver ainda quando a menina está em formação, no útero da mãe.

Os oócitos ficam armazenados dentro de pequenas bolsas cheias de líquido, os chamados folículos ovarianos.

Durante sua vida intrauterina, uma menina pode chegar a ter 3 milhões de folículos, porém essa quantidade diminui naturalmente até o momento do nascimento e ao longo da vida da mulher. Além dessa redução natural, a reserva ovariana pode ser prejudicada por doenças ou condições que aceleram essa perda de gametas femininos.

Por isso, a avaliação da reserva ovariana é uma etapa fundamental da investigação da infertilidade feminina. Continue a leitura para saber mais.

O que é avaliação da reserva ovariana e por que ela é importante

Se dentro do útero a menina tem cerca de 3 milhões de folículos contendo oócitos, quando ela nasce essa quantidade diminui para cerca de 1 milhão. Já na ocasião da menarca (primeira menstruação), que ocorre na puberdade, a reserva ovariana tem cerca de 300 mil folículos.

Durante esse período, em cada ciclo, uma quantidade de folículos ovarianos fica disponível para o crescimento, mas apenas um se desenvolve, devido à ação dos hormônios, até que se rompe e libera o óvulo maduro para ser fecundado. Os folículos, mesmo que não se desenvolvam, não serão aproveitados.

Assim, a reserva ovariana da mulher vai se esvaindo até se esgotar na menopausa (última menstruação), por volta dos 50 anos de idade. Além dessa diminuição natural, existem doenças e condições que podem diminuir o número de óvulos presentes nos ovários, como a menopausa precoce e endometriose nos ovários.

Exames de avaliação da reserva ovariana

Existem alguns exames utilizados para avaliação da reserva ovariana. Os principais deles são:

Contagem de folículos antrais

Por meio de uma ultrassonografia transvaginal é possível contar os folículos antrais, pequenos folículos que estão em uma fase pré-ovulatória, ou seja, que não iniciaram seu crescimento ainda, mas que podem responder aos hormônios para se desenvolverem. Nesse exame são contabilizados os folículos que têm entre 2 e 10 mm de diâmetro, presentes nos dois ovários.

Com base na quantidade identificada, é possível estimar a reserva ovariana da mulher e seu potencial reprodutivo, bem como saber qual seria a provável resposta da paciente à estimulação ovariana, realizada em tratamentos de reprodução assistida. A contagem de folículos antrais é considerada um dos principais métodos para avaliar a reserva ovariana.

Dosagem de FSH

A dosagem do hormônio folículo-estimulante (FSH), realizada por meio de exame de sangue, no 2º ou 3º dia do ciclo, também pode ser usada para estimar a reserva ovariana. Quanto menor o valor, maior é a reserva ovariana.

Hormônio antimülleriano

O hormônio antimülleriano é produzido pelos folículos em crescimento, por isso sua dosagem, também verificada por meio de exame de sangue, é considerada um dos meios mais eficazes de estimar a reserva ovariana. Nesse caso, quanto maior o valor, maior é a reserva ovariana.

Reserva ovariana e reprodução assistida

Os exames utilizados para a avaliação da reserva ovariana são importantes, em primeiro lugar, para auxiliar no diagnóstico da infertilidade, quando esta está relacionada aos ovários, como ocorre em casos de menopausa precoce e de endometriomas.

Além disso, a avaliação da reserva ovariana é uma ferramenta fundamental para que o médico possa predizer a resposta da paciente ao tratamento de estimulação ovariana, passo inicial das principais técnicas de reprodução assistida, como a relação sexual programada (RSP), a inseminação intrauterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV).

As pacientes com maior reserva ovariana tendem a responder melhor a essa estimulação. Durante a estimulação ovariana, a mulher administra hormônios para que mais óvulos se desenvolvam e amadureçam naquele ciclo.

Todo o processo é acompanhado por meio de ultrassonografias periódicas, até que os folículos estejam no tamanho ideal para que se possa seguir para a próxima etapa da técnica de reprodução assistida de escolha.

A avaliação da reserva ovariana, portanto, ajuda o médico a definir e ajustar a dosagem dos hormônios, evitando uma má resposta, que pode diminuir as chances de sucesso da técnica de reprodução assistida.

Ela também permite saber se a mulher tem tendência a desenvolver a síndrome de hiperestimulação ovariana, possível complicação desse processo de estimulação dos ovários.

A contagem de folículos antrais, uma das formas mais utilizadas para estimar a reserva ovariana, é realizada por meio de ultrassonografia pélvica transvaginal, pois esse método permite ótima visualização dos ovários. Para saber mais sobre esse exame, toque aqui.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x