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Blastocisto na reprodução assistida

Blastocisto na reprodução assistida

As técnicas de reprodução assistida são indicadas para os casais que possuem alguma dificuldade para engravidar, seja por um motivo de infertilidade conjugal, relação homoafetiva ou produção independente. Entre elas, a fertilização in vitro (FIV) é a única em que o embrião se desenvolve em laboratório antes de ser transferido para o útero materno: uma das etapas mais importantes da FIV.

Um dos estágios do desenvolvimento embrionário é o blastocisto, uma das fases indicadas para a transferência dos embriões ao útero, porém alguns embriões não chegam até essa fase de desenvolvimento. Por isso, a reprodução assistida é um processo individualizado e que considera as características de cada casal.

A investigação dos fatores de infertilidade e a indicação da melhor técnica são ambos processos feitos de forma individualizada. Isso é fundamental para aumentar as chances de gravidez.

Vamos mostrar, neste texto, como ocorre o desenvolvimento do blastocisto na reprodução assistida. Boa leitura!

O que é um blastocisto?

O embrião é formado a partir da união entre o óvulo e o espermatozoide, passando por sucessivas divisões celulares (chamadas clivagens). O blastocisto é um dos estágios do embrião, quando se implanta no endométrio, evento que dá início à gravidez.

Nesta fase, que ocorre entre o 5º e o 7º dia após a fecundação, o embrião possui centenas de células. A parte interna do blastocisto irá formar os órgãos e os tecidos do corpo humano, enquanto a parte externa será importante para a formação da placenta.

Como o blastocisto se forma na reprodução assistida?

As técnicas de reprodução assistida são divididas em 3 tipos: a relação sexual programada (RSP), a inseminação artificial (IA) e a FIV. As duas primeiras são de baixa complexidade e o seu processo de fecundação acontece na tuba uterina da mulher, como em uma gestação natural.

Na FIV, a fecundação acontece em laboratório e os embriões formados se desenvolvem por 2 a 7 dias antes de serem transferidos para o útero da mulher, como veremos a seguir.

Como é realizada a transferência de blastocistos na FIV?

O processo de reprodução assistida na FIV começa com a estimulação ovariana. Nessa fase, a paciente recebe medicação hormonal para estimular o desenvolvimento de mais folículos ovarianos. Desse modo, ao invés de apenas um óvulo ser liberado na ovulação como ocorre em uma gestação natural, um número maior será coletado na FIV, aumentando as chances de sucesso da técnica.

Ao atingirem o tamanho ideal, os folículos ovarianos são coletados, assim como o sêmen do parceiro. Os espermatozoides também passam por um preparo seminal para selecionar os de maior qualidade. Com os gametas do casal prontos, a fecundação é realizada em laboratório por meio da técnica ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide). Ela possibilita que o gameta masculino seja inserido diretamente no óvulo.

Desenvolvimento embrionário na FIV

Após a fecundação, os embriões formados são encaminhados para uma incubadora, onde o desenvolvimento embrionário é acompanhado pela equipe de embriologistas. O ambiente visa ser o mais semelhante possível das condições do sistema reprodutor feminino.

Nessa fase, o embrião passa por sucessivas divisões celulares, sendo possível identificar se o desenvolvimento está de acordo com o esperado ou não.

Transferência embrionária na FIV

Os embriões de maior qualidade e probabilidade de sucesso na implantação, são selecionados para serem transferidos para o útero da paciente. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o número de embriões transferidos deve estar de acordo com a idade da mulher, sendo:

O embrião pode ser transferido em D2, D3 ou em D5 (blastocisto). Cada caso deve ser tratado de forma individual, considerando as características do casal e a qualidade dos gametas e dos embriões formados.

O procedimento da transferência embrionária é rápido e indolor. Os embriões são inseridos no útero da paciente por um cateter e os viáveis que não forem utilizados são criopreservados para um próximo ciclo ou gravidez futura.

O termo blastocisto se refere a um dos estágios de desenvolvimento embrionário na FIV, que ocorre por volta do 5º dia após a fecundação. Ele também é conhecido como D5 e, assim como o D2 ou D3, é uma das possíveis estratégias de transferência embrionária.

Nesse texto, o objetivo foi explicar o estágio de blastocisto, uma das possíveis estratégias para a transferência na FIV. Siga o link para saber mais sobre a técnica e quando ela é indicada.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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