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Ciclo de vida dos folículos ovarianos: conheça as etapas

Por Equipe Origen

Publicado em 20/02/2024

Os folículos ovarianos são fundamentais para a fertilidade feminina. Os ovários, de modo geral, têm importante papel no processo reprodutivo, pois é neles que ocorre o desenvolvimento, o amadurecimento e a liberação dos óvulos. Também são esses órgãos que produzem os hormônios estrogênio e progesterona, que preparam o útero para a gravidez, além de terem outras funções para manter a saúde da mulher.

Os ovários fazem parte do trato reprodutivo superior feminino, onde ocorrem os processos de ovulação, fertilização do óvulo e implantação do embrião. Todos esses eventos precedem a gravidez. Os demais órgãos envolvidos nessas etapas da reprodução são as tubas uterinas e o útero.

Atuando em conjunto: os ovários desenvolvem os folículos e liberam o óvulo; as tubas uterinas coletam o óvulo e o transportam para o lugar onde a fertilização acontece e, se houver fecundação, a tuba transporta o embrião para a cavidade uterina; o útero acolhe, sustenta e protege o embrião, depois feto, durante toda a gravidez.

Continue a ler e entenda o que são os folículos ovarianos, qual é o ciclo de vida deles e a relação com a fertilidade e a infertilidade feminina!

O que são folículos ovarianos?

Os folículos são pequenas estruturas que ficam dentro dos ovários. Dentro de cada folículo, pode existir um ovócito primário, que poderá amadurecer para ser ovulado.

O agrupamento total de folículos recebe o nome de reserva ovariana e se forma ainda durante a vida intrauterina, ou seja, durante o desenvolvimento do feto feminino. Ao nascer, a menina tem milhões de folículos ovarianos, mas esse número passa por drástica redução ao longo da vida, esgotando-se na fase da menopausa.

O ciclo de vida dos folículos ovarianos se dá em ritmo decrescente — diferentemente dos homens, que podem produzir novos espermatozoides até em idade avançada, com 60 anos ou mais.

Nas mulheres, o esgotamento da reserva ovariana normalmente ocorre a partir dos 45 anos, aproximadamente. Entretanto, após os 35 anos, a fertilidade já começa a diminuir, pois, além da quantidade, a qualidade dos óvulos também reduz com o envelhecimento ovariano, aumentando os riscos de formar embriões frágeis e com alterações cromossômicas.

Por essas razões, a idade materna avançada está mais associada a problemas reprodutivos como falhas de implantação do embrião no útero e abortamento de repetição.

O que acontece com a reserva de folículos ovarianos durante a vida da mulher?

No nascimento, a menina tem uma reserva ovariana contendo milhões de folículos. Grande parte deles sofre atresia folicular, que é um processo de degeneração ou apoptose celular (morte celular programada).

Na puberdade, quando os ciclos menstruais se iniciam, os ovários guardam cerca de 400 mil folículos. A redução desse número ocorre continuamente ao longo da vida reprodutiva, pois, em cada ciclo, um grupo de folículos ovarianos começa a se desenvolver, mas somente um deles se torna dominante e conclui seu processo de desenvolvimento.

Dentre as centenas de milhares de folículos ovarianos, são bem poucos que chegam a ovular. Somente cerca de 500 deles amadurecem e liberam um óvulo, os demais sofrem atresia.

O desenvolvimento e o amadurecimento folicular acontecem sob estímulo dos hormônios FSH (folículo-estimulante) e LH (luteinizante), que são secretados pela hipófise, glândula situada na base do cérebro.

Na metade do ciclo menstrual, aproximadamente 2 semanas após o início da menstruação (em um ciclo de 28 dias), o folículo dominante passa por um processo de maturação final, em resposta ao aumento súbito da concentração de LH. Entre 36-40 horas depois desse pico de LH, a parede do folículo se rompe e o ovário libera um óvulo maduro — é o evento que chamamos de ovulação.

O folículo ovariano continua com papel importante na fertilidade após se romper, pois ele se transforma em uma glândula temporária que recebe o nome de corpo-lúteo. Essa é a glândula produtora dos hormônios estrogênio e progesterona.

Qual é a relação entre o ciclo de vida dos folículos ovarianos e a infertilidade feminina?

Já esclarecemos que a fertilidade feminina tem uma redução acentuada após os 35 anos, isso tem relação com a perda de folículos ovarianos e com a diminuição da qualidade dos óvulos. Hoje, com o adiamento da maternidade, muitas mulheres acima dessa idade buscam ajuda na reprodução assistida.

Há também outras condições associadas à perda de folículos ovarianos e à infertilidade, como falência ovariana prematura ou menopausa precoce; endometriose no ovário (endometrioma); cistos ovarianos de algumas etiologias.

Além disso, determinadas doenças não acarretam redução da reserva ovariana, mas prejudicam a função ovulatória, tais como síndrome dos ovários policísticos (SOP), hipotireoidismo ou hipertireoidismo, hiperprolactinemia, entre outras — inclusive, fatores do estilo de vida, como obesidade, estresse e exercícios físicos em exagero, podem alterar a ovulação.

Diante da infertilidade, recomendamos uma avaliação completa do casal com médicos especialistas em medicina reprodutiva. Na reprodução assistida, há várias técnicas que podem ajudar a superar a anovulação, como a estimulação ovariana associada à relação sexual programada ou à inseminação artificial.

Quando a reserva de folículos ovarianos está baixa, podemos utilizar protocolos avançados de estimulação ovariana, como o duo ou TetraStim, em um tratamento com fertilização in vitro (FIV). Embora as taxas de êxito sejam boas, a idade materna continua sendo um fator determinante. O ideal, portanto, é ter um diálogo claro com o médico para saber quais são as possibilidades de tratamento e as chances de sucesso em cada caso.

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