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Coito programado: 7 perguntas e respostas comuns sobre o assunto

Coito programado: 7 perguntas e respostas comuns sobre o assunto

Casais com dificuldades para engravidar precisam da ajuda da medicina. Em alguns casos, ajustes simples podem fazer toda a diferença. A técnica do coito programado é o que se pode considerar um pequeno auxílio. Por isso é considerada uma técnica de baixa complexidade.

Em uma primeira consulta, seu médico indicará os exames para avaliar as possíveis causas da infertilidade feminina e masculina que o casal deverá fazer. Com esses resultados, será possível escolher o tratamento mais indicado para o caso.

O coito programado é considerado uma técnica tradicional e pouco invasiva que pode aumentar a chance de fecundação nos casais cuja capacidade reprodutiva esteja relativamente preservada, mas que não conseguiram a gravidez espontaneamente.

Esse assunto gera algumas dúvidas muito comuns. Veja as 7 perguntas mais frequentes e suas respectivas respostas.

O que é coito programado?

Na relação sexual programada ou coito programado, associamos a estimulação ovariana com hormônios e a monitorização do ciclo por ultrassonografia para aumentarmos a chance de que ocorra a fertilização. Como teremos mais folículos em crescimento, teremos também mais óvulos à disposição dos espermatozoides. Quando os folículos atingem o tamanho adequado, induzimos a ovulação e indicamos o melhor momento para o casal ter relações sexuais.

Essa técnica é usada desde os anos de 1970, com uma taxa considerável de sucesso, dependendo das condições hormonais, da qualidade dos óvulos e, especialmente, da idade da mulher. Para podermos indicar esse tratamento, é fundamental que o espermograma esteja normal e que as tubas uterinas (trompas) estejam pérvias.

Como o procedimento funciona?

Após o início de um novo ciclo menstrual, a mulher receberá um tratamento hormonal que pode ser via oral ou injetável. Esse hormônio induzirá o crescimento dos folículos, que será acompanhado por exames de ultrassom transvaginal seriados.

Quando os folículos atingirem o tamanho ideal, será administrado outro hormônio (hCG), que levará à ovulação dentro de aproximadamente 36 horas. A partir desse momento, o casal é orientado a ter relações sexuais nos dias que se aproximam do período esperado da ovulação.

O teste para confirmar a gravidez poderá ser feito 15 dias após a ovulação.

Qual é a duração do tratamento?

Do início do tratamento hormonal até a constatação da gravidez (ou não), o intervalo é de aproximadamente 30 dias. Como o procedimento pode ser indicado 3 vezes, a duração máxima do tratamento é de 90 dias.

Se o coito programado for realizado 3 vezes seguidas sem sucesso, será indicado outro método de reprodução assistida.

Para quem é indicado?

O coito programado é indicado quando a mulher tem dificuldade para ovular ou não ovula e também nos chamados casos de infertilidade sem causa aparente (ISCA). A produção e a qualidade dos espermatozoides não podem estar comprometidas. Caso contrário, serão indicadas outras técnicas.

Quais os exames que precisam ser feitos antes de iniciar o tratamento?

São realizadas dosagens hormonais, além de exames que comprovem a integridade anatômica dos ovários, trompas e útero, tais como o ultrassom transvaginal e a histerossalpingografia. Ao homem, é solicitado um espermograma para avaliação das condições do sêmen.

Ademais, o casal deve realizar exames que descartem doenças infecciosas como sífilis, HIV, rubéola, toxoplasmose etc., como um exame pré-natal.

Quando é indicado?

O coito programado é uma técnica considerada de baixa complexidade pela medicina reprodutiva, logo é uma das primeiras opções sugeridas pelo médico especialista após a análise de todos os exames do casal.

Fatores principais que são levados em consideração na escolha do método é a idade da mulher, pois é sempre mais indicado para mulheres com menos de 35 anos. A resposta ovariana esperada versus o tipo de medicamento utilizado também deve ser levado em consideração.

Esse método causa desconfortos?

Muito raramente, algumas mulheres apresentam sintomas como náuseas e enjoos, dor nas mamas e no abdômen, inchaço, ganho de peso, dores de cabeça, irritabilidade e outras alterações de humor.

Se o casal está tentando engravidar, deve procure um médico e descobrir se o coito programado é a melhor solução para o seu caso.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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