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O que é aborto de repetição?

O que é aborto de repetição?

A gravidez envolve etapas complexas e depende de vários fatores para chegar ao tão esperado encontro entre mãe e filho. Durante a evolução da gestação, algumas complicações obstétricas podem interromper o sonho da gestante, como ocorre nos casos de aborto.

O abortamento espontâneo é um evento inesperado, que provoca consequências emocionais, como frustração e tristeza. Nos casos recorrentes, existe a necessidade de buscar ajuda médica para diagnóstico e tratamento.

Continue a leitura para compreender o que é aborto de repetição, quais as principais causas e formas de tratamento.

O que caracteriza o aborto?

O aborto é caracterizado pela interrupção do desenvolvimento vital do bebê — em fase embrionária ou fetal — antes que ele consiga alcançar condições viáveis para sobreviver fora do útero.

O abortamento é dividido em precoce, quando acontece até a 12ª semana gestacional, e tardio, quando ocorre entre a 13ª e 21ª semana — desde que o feto não apresente peso maior que 500g. Quando a gravidez é interrompida a partir da 22ª semana, o quadro é definido como óbito fetal, e não mais aborto.

O risco de aborto é maior nas primeiras 12 semanas de gravidez. Os obstetras chamam a atenção das mulheres com risco aumentado, para esse ponto e orientam uma conduta preventiva para o primeiro trimestre gestacional, incluindo cuidados como não levantar peso e evitar relações sexuais.

O Ministério da Saúde classifica os vários tipos de abortamento como:

Aborto de repetição

Quando o casal apresenta três perdas gestacionais, o quadro é chamado de aborto de repetição. Nesses casos, é preciso realizar uma investigação diagnóstica profunda para se tentar descobrir um possível fator que porventura esteja causando as perdas. Muito importante lembrar que na maioria das vezes não é possível determinar a causa.

O aborto de repetição, ou abortamento habitual, é marcado pela interrupção espontânea da gravidez por, pelo menos, três vezes consecutivas. Alguns estudos sobre o tema sugerem que duas perdas gestacionais sucessivas já se enquadram nessa condição clínica.

O quadro é considerado abortamento recorrente primário, nos casos em que a mulher ainda não tenha conseguido levar uma gravidez adiante. Quando a paciente já alcançou uma gestação a termo, trata-se de aborto de repetição secundário.

Quais são as possíveis causas desse problema?

As causas do abortamento habitual podem estar relacionadas a anormalidades genéticas do embrião, distúrbios endócrinos e metabólicos, malformações uterinas, trombofilias e doenças autoimunes. Cada caso, portanto, carece de investigação minuciosa para identificar e tratar a origem do problema.

Entenda quais são as principais causas do aborto de repetição!

Anormalidades genéticas

As alterações cromossômicas do embrião, provenientes de um dos genitores, representam a causa mais frequente dos abortamentos que ocorrem durante as primeiras 10 semanas de gravidez, apresentando risco aumentado para mulheres em gestação tardia.

Problemas endócrinos

Hormônios femininos, como estradiol e progesterona, são necessários para tornar o útero favorável para a implantação embrionária e promover o desenvolvimento fetal. Desequilíbrios na produção dessas substâncias podem levar à interrupção da gravidez.

Outras disfunções endócrinas e metabólicas associadas ao aborto de repetição são:

Malformações uterinas

Anomalias na anatomia do útero também estão presentes no abortamento habitual. As malformações podem ser congênitas ou adquiridas. Útero bicorno, unicorno, didelfo ou septado são exemplos de deformidades na formação natural do órgão. Já os defeitos adquiridos são resultado de doenças como miomas, pólipos e sinequias.

Trombofilias

A trombofilia é uma condição que torna a gestante mais propensa ao desenvolvimento de trombose. Com esse quadro, pode ocorrer a obstrução de veias e artérias, com prejuízo na troca de nutrientes e oxigênio e, por consequência, risco aumentado de abortos de repetição.

Uma das condições associadas às trombofilias adquiridas é a síndrome do anticorpo antifosfolipídeo — doença autoimune apontada como um fator severo de trombose placentária.

Quais são as formas de tratamento?

A medicina reprodutiva é eficaz para avaliar as condições clínicas envolvidas na gestação. A partir da investigação diagnóstica das causas do aborto de repetição, é prescrita a forma mais efetiva de tratamento ­— medicamentos, intervenção cirúrgica ou técnicas de reprodução assistida.

Os medicamentos são indicados para problemas como trombofilia e distúrbios endócrinos. O tratamento cirúrgico é realizado quando há possibilidade de corrigir fatores uterinos, como miomas e pólipos.

A reprodução assistida, por sua vez, dispõe de técnicas avançadas que permitem o rastreio de problemas que possam dificultar a gestação, como o Teste Genético Pré-Implantacional (PGT). Esse recurso de análise é utilizado em uma das etapas da fertilização in vitro (FIV) para detectar alterações genéticas nos embriões, antes da transferência para o útero.

Outra técnica complementar da FIV, que pode ser indicada em casos de aborto de repetição, é a doação de óvulos, espermatozoides ou embriões. Se for constatada a presença de alterações cromossômicas que o PGT não pode resolver, é possível recorrer ao material biológico de doadores.

Alguns casos de malformações uterinas podem ser corrigidos cirurgicamente, como miomas e pólipos.

Em casos de presença de trombofilias comprovadas, pode-se realizar o tratamento com anticoagulantes, ainda que não seja um tratamento de eficácia cientificamente comprovada.

Mulheres que estão na tentativa de engravidar devem procurar avaliação especializada, preferencialmente antes de iniciar uma gestação. Com essa conduta preventiva, é possível realizar exames específicos para detectar a existência de alterações que representem risco gestacional. Já durante a gravidez, é imprescindível passar pelo acompanhamento pré-natal, seguir as orientações médicas e observar a evolução gradual do feto.

O acompanhamento de uma equipe médica competente é um elemento-chave para a solução de problemas obstétricos. Com a identificação das causas do aborto de repetição e a determinação do tratamento adequado para cada caso, a paciente tem boas chances de levar uma gestação a termo e ter o bebê sem complicações.

Precisa de mais informações relacionadas à dificuldade de engravidar? Leia também nosso texto que explica quais são os fatores envolvidos na infertilidade feminina e esclareça suas dúvidas sobre esse tema!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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