Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Colo do útero: qual sua função na fertilidade?

Colo do útero: qual sua função na fertilidade?

O sistema reprodutor feminino é composto pelos ovários, tubas uterinas, útero e vagina. Para que a gravidez seja bem-sucedida, todas as estruturas devem funcionar corretamente.

Desde a puberdade, fase em que a mulher inicia a idade fértil, em cada ciclo menstrual os ovários liberam um óvulo para ser fecundado. Ele é capturado pelas uterinas, também responsável pelo transporte dos espermatozoides: nelas, a fecundação, ou fusão do óvulo e espermatozoide acontece.

Após ser fecundado o óvulo se transforma na célula-ovo conhecida como zigoto, que passa por sucessivas divisões celulares até formar o embrião. Nos primeiros dias de desenvolvimento o embrião também é transportado pelas tubas uterinas para o útero, onde se implanta e desenvolve até o nascimento.

O colo do útero possui, da mesma forma, uma função fundamental no processo reprodutivo. Continue a leitura até o final para saber qual é.

O que é o colo do útero e qual a sua função para a fertilidade?

Considerado o principal órgão do sistema reprodutor feminino o útero é dividido em três porções: corpo, istmo e colo do útero.

O corpo do útero possui três camadas: endométrio, miométrio e perimétrio.

O endométrio é a camada interna, formada por tecido epitelial altamente vascularizado. Nele o embrião implanta é abrigado e nutrido até que ocorra o desenvolvimento da placenta. Já o miométrio é camada intermediária, formada por fibras musculares lisas e garante as contrações na hora do parto, enquanto o perimétrio, camada externa serosa, não possui nenhuma função no processo reprodutivo.

O colo uterino, por outro lado é composto pela ectocérvice e endocérvice e tem em média 3-4 cm de comprimento e 2,5 cm de largura. Ectocérvice é a porção que se projeta para a vagina, cuja abertura é chamada de orifício externo.

A passagem entre o orifício externo e a cavidade uterina é conhecida como canal endocervical e tem aproximadamente 7 mm de largura. O canal endocervical termina no orifício interno, ou seja, a abertura do colo para a cavidade uterina.

O colo do útero é responsável pela produção do muco cervical e pela manutenção da gravidez no útero até o início do trabalho de parto.

O muco cervical, por outro lado, é um fluido secretado pelas glândulas no colo do útero e é composto de água (95% a 99%), íons, enzimas, proteínas bactericidas, proteínas plasmáticas e mucinas.

Ele preenche a abertura do canal cervical e possui duas funções importantes: facilitar o transporte dos espermatozoides até as tubas uterinas para que a fecundação aconteça e impedir a ascensão das bactérias naturalmente presentes na vagina, evitando, inclusive, que infecções afetem o feto durante a gravidez.

Durante o ciclo menstrual o muco cervical sofre variações influenciadas pelos hormônios estrogênio e progesterona. No início do período fértil, por exemplo, quando os níveis de estrogênio são mais elevados, há um aumento na secreção de muco cervical que é mais fino e elástico. É este muco que facilita a migração do espermatozoide para o útero.

Após a ovulação o ovário começa a secretar progesterona, a quantidade de muco cervical é reduzida e fica mais espessa e pegajosa. Este muco bloqueia a migração do esperma.

O colo do útero, portanto, é a porta de entrada do útero. Anatomicamente, deve permitir a passagem de espermatozoides para o útero através do canal endocervical, produzir muco para facilitar esse processo e o transporte de espermatozoides até as tubas uterinas. Enquanto imunologicamente, precisa reconhecer e prevenir a entrada de bactérias.

O que pode afetar o colo do útero e resultar em infertilidade?

A cervicite ou inflamação do colo do útero é o principal fator de risco para a fertilidade relacionado à essa porção do útero, principalmente quando se torna crônica. Geralmente é causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como clamídia ou gonorreia.

A inflamação causa alterações na quantidade e qualidade de muco cervical: não há produção suficiente de muco com qualidade fértil no período de ovulação, assim como a consistência dele pode ser alterada: torna-se mais espessa e pegajosa. Ambos os casos podem dificultar ou impedir o transporte dos espermatozoides e, consequentemente, a fecundação.

Além disso, também afeta a sua função imunológica, possibilitam que as bactérias espalhem para outras camadas uterinas, provocando novos processos inflamatórios, no órgão ou em estruturas vizinhas.

No endométrio, a inflamação é chamada endometrite e pode interferir na receptividade endometrial, período em que a camada está apta para receber o embrião, resultando, assim, em falhas na implantação e perda da gravidez.

Se a inflamação atingir os ovários, ooforite, pode comprometer processo de desenvolvimento e amadurecimento dos folículos (bolsas que armazenam o óvulo), impedindo o rompimento para liberação do óvulo ou interferindo na qualidade dele.

Nas tubas uterinas impossibilitam a captação do óvulo ou o transporte deles e, assim, a fecundação.

Inflamações no útero podem resultar, ainda, na formação de aderências que provocam distorções na anatomia do órgão, dificultando ou impedindo o desenvolvimento da gravidez, o que também leva ao abortamento.

Para diagnosticar a cervicite são realizados principalmente dois exames: de sangue, que confirma a inflação e o exame especular que possibilita uma avaliação detalhada do colo do útero, indicando a presença de inflamação.

Os resultados diagnósticos orientam o tratamento mais adequado para cada paciente.

A cervicite ou outros processos inflamatórios provocados por bactérias, são facilmente tratados por antibióticos prescritos de acordo com o tipo. Alterações na anatomia, por outro lado são corrigidas por técnicas minimamente invasivas.

Após o tratamento há uma normalização da função das estruturas afetadas na maioria dos casos, possibilitando a gravidez espontânea.

Porém, se não houver sucesso, as chances pelo tratamento por fertilização in vitro (FIV) são bastante expressivas.

Na técnica são secionados os melhores óvulos para a fecundação, realizada em laboratório, e os embriões formados são transferidos para o útero.

Se não houver sucesso na correção anatômica do útero, outra técnica complementar, o útero de substituição, pode ser indicada. Nesse caso, o casal precisa de uma outra mulher para passar pela gravidez.

Os percentuais de sucesso registrados pela técnica são, em média, 50% por ciclo de tratamento.

Entenda detalhadamente sobre a infertilidade feminina tocando aqui.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x