Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Reversão de laqueadura ou FIV: como decidir?

Reversão de laqueadura ou FIV: como decidir?

A ligadura das trompas é um procedimento para mulheres que não planejam ter filhos no futuro. No entanto, o arrependimento é comum e pode acontecer, por exemplo, em razão do desejo da família ou de um novo relacionamento, por exemplo. Nesse cenário, a reversão de laqueadura ou a FIV (fertilização in vitro) podem oferecer a solução.

A opção por outros métodos contraceptivo, como preservativos e anticoncepcionais, são preferenciais. No entanto, a laqueadura é garantida pela legislação a mulheres com capacidade civil plena e mais de 25 anos ou que já tenha dois filhos vivos. O procedimento também pode ser realizado se houver risco a sua saúde ou a saúde de um futuro bebê, devido a alguma doença.

A ligadura é um procedimento contraceptivo definitivo, embora existam chances mínimas de gestação natural e da reversão feita cirurgicamente. Ainda assim, nem sempre é possível ou eficaz viabilizar a gravidez, hipótese em que a FIV pode ser uma melhor opção.

Este texto explica o que é a ligadura, por que nem sempre é possível reverter o procedimento e o que deve ser avaliado. Se você pensa em ligar as trompas ou já se submeteu ao procedimento, mas se arrependeu e deseja aumentar a família, acompanhe o artigo e entenda em que casos a fertilidade pode ser recuperada.

O que é laqueadura?

O procedimento consiste em bloquear, geralmente por meio de um anel de silicone, uma cauterização ou pontos, as tubas uterinas.

Pode ser feito por via abdominal ou vaginal. Em ambos os casos, o objetivo é permitir o acesso às trompas de Falópio, geralmente com auxílio de uma câmera em um procedimento minimamente invasivo, como a videolaparoscopia.

Em todos os casos, o objetivo é a esterilização, requisitada pela paciente. É nas tubas uterinas que acontece a fecundação, isto é, o encontro entre o óvulo e o espermatozoide e, portanto, quando a laqueadura é realizada, a gravidez é impossibilitada.

Por que é preciso avaliar o casal antes de uma reversão de laqueadura?

O procedimento é considerado definitivo e, portanto a reversão da laqueadura nem sempre é possível ou eficaz na viabilização da gestação, inclusive devido a outros possíveis fatores.

Existe ainda um maior risco de gravidez ectópica após a reversão. Nessa hipótese, o embrião se desenvolve nas tubas, não na cavidade uterina, quando a gestação não tem condições de avançar e representa um risco à saúde da mulher.

A FIV, no entanto, pode ser uma opção nos casos em que a reversão não é promissora. A fecundação e o desenvolvimento embrionário acontecem em laboratório e apresenta os maiores percentuais de sucesso entre as técnicas de reprodução assistida.

Pode solucionar condições complexas associadas à infertilidade, como distúrbios de ovulação e azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen).

Por esse motivo, aliás, o parceiro também deve ser examinado porque não adianta submeter a paciente ao procedimento de reversão se existe a possibilidade de haver um fator de infertilidade masculina associado.

Quais fatores são considerados na decisão entre reversão de laqueadura e FIV?

O primeiro fator a observar é a técnica utilizada na ligação. Se o diâmetro das tubas tiver sido muito reduzido ou houver outro dano considerável, fica mais difícil a reversão.

A reversão da laqueadura também não é indicada para pacientes com mais de 35 anos. Após essa faixa etária, a chance de gravidez é menor, devido à diminuição da reserva ovariana e piora na qualidade oocitária.

Além desses fatores, é importante considerar o tempo que se passou desde a ligadura — em geral, não se recomenda a reversão após mais de 5 anos da realização do procedimento.

A escolha entre a reversão de laqueadura e a FIV, portanto, depende de diversos fatores. Em geral, quando a maior parte das tubas uterinas permanece sem cicatrizes, íntegra, a paciente tem até 35 anos e menos de 5 anos da realização da ligadura, a reversão é uma possibilidade. Para os outros casos, ou se houver possibilidade de outra condição associada à infertilidade, a FIV pode ser uma melhor opção. A terapêutica ideal depende de indicação médica.

Para saber mais sobre o procedimento, confira a página sobre reversão de laqueadura aqui no site.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x