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Como ocorre o desenvolvimento embrionário?

Como ocorre o desenvolvimento embrionário?

O desenvolvimento embrionário é um processo complexo e que passa por várias fases antes que o embrião esteja implantado no útero. Para que isso seja possível, homem e mulher precisam estar em condições adequadas de fertilidade, a começar pela produção de gametas.

No homem, os espermatozoides são produzidos nos testículos, sob influência de hormônios sexuais, sobretudo a testosterona. Na mulher, os ovários são os órgãos responsáveis por armazenar e amadurecer os óvulos. Uma vez por mês, em ciclos menstruais regulares, um óvulo se desenvolve e atinge a maturação ideal para ser liberado — é o momento da ovulação.

Se durante o período fértil, o casal praticar relações sexuais sem métodos de contracepção, os espermatozoides são liberados no sistema reprodutor feminino e ascendem até às tubas uterinas, onde o óvulo estará à espera para ser fertilizado. Da união entre os dois gametas, forma-se o zigoto, célula única que marca o início do desenvolvimento embrionário.

Leia este post na íntegra para conferir quais são as sequências desse processo e compreender como o embrião se desenvolve!

Quais são as etapas do desenvolvimento embrionário?

A fecundação é o marco inicial do desenvolvimento embrionário. No momento exato em que o espermatozoide se une ao óvulo, a soma dos cromossomos maternos e paternos dá origem a um embrião unicelular. O processo completo da fertilização dura em torno de 24 horas e envolve uma sequência de etapas.

Primeiramente, o espermatozoide penetra a zona pelúcida — membrana que protege o óvulo. Depois disso, tal zona de proteção torna-se impermeável para outros gametas. Nas fases seguintes, ocorre a fusão das membranas plasmáticas de ambas as células sexuais e a formação dos pronúcleos feminino e masculino.

Os pronúcleos ainda não têm morfologia distinguível, mas conseguem replicar seu DNA. Assim, o zigoto recém-formado tem uma estrutura genética única, com uma nova combinação cromossômica que mistura a genética do pai e da mãe. Depois de concluído o processo de fertilização, o zigoto inicia a etapa das clivagens (divisões celulares), enquanto se desloca pela tuba uterina em direção à cavidade do útero.

Nessa fase, o desenvolvimento embrionário passa por sucessivas clivagens, começando pela divisão do zigoto em duas células chamadas blastômeros, as quais se dividem em 4, depois em 8 e assim por diante. No quinto dia após a fecundação, já em estágio de blastocisto, o embrião apresenta mais de 100 células e está pronto para se implantar na parede uterina.

Todo esse percurso de desenvolvimento embrionário ocorre igualmente na concepção natural e na reprodução assistida. A única diferença é o ambiente em que o embrião se desenvolve — nos tratamentos com fertilização in vitro (FIV), os embriões são mantidos em incubadoras que simulam as condições do sistema reprodutor feminino, propiciando seu desenvolvimento adequado.

O que acontece depois da implantação?

Com a implantação no útero, o desenvolvimento embrionário continua. Vale retomar o momento da ovulação para explicar que o folículo ovariano, estrutura que se rompeu para liberar o óvulo, se transforma em corpo lúteo. Sua função é secretar estrogênio e progesterona para manter o endométrio, tecido interno do útero, em condições adequadas para iniciar a gravidez.

À medida que o blastocisto se aprofunda no endométrio, tecidos maternos e embrionários participam da formação da placenta. Esse órgão, depois de completamente formado, assume a função do corpo lúteo e passa a fazer a controle hormonal da gestação, secretando progesterona, gonadotrofina coriônica, lactogênio, entre outras substâncias.

Além da função hormonal, a placenta participa dos processos nutricional, respiratório, excretor e imunitário na gestação, garantindo o desenvolvimento completo do bebê.

Como é o desenvolvimento embrionário na reprodução assistida?

Na reprodução assistida, existem diferentes técnicas para contornar os problemas de infertilidade feminina e masculina e obter uma gestação. Nos tratamentos de baixa complexidade — relação sexual programada (RSP) e inseminação intrauterina (IIU) — tanto a fecundação quanto o desenvolvimento embrionário ocorrem in vivo, isto é, no corpo da paciente.

Na FIV, uma técnica mais complexa, todas as etapas da concepção são realizadas em laboratório.

Apesar do minucioso controle do processo reprodutivo, o desenvolvimento embrionário na FIV ocorre da mesma forma que na reprodução natural — embora em ambiente extrauterino —, o que difere são as etapas anteriores:

No dia seguinte à etapa da fertilização, é possível verificar quantos zigotos se formaram. Os embriões são monitorados por um embriologista enquanto se desenvolvem.

Conforme individualização do tratamento, a transferência dos embriões para o útero da paciente pode acontecer com 2 ou 3 dias de clivagens ou em estágio de blastocisto. Depois disso, o desenvolvimento embrionário continua em ambiente intrauterino.

Confira também nosso texto exclusivo sobre fertilização in vitro e compreenda como a técnica é realizada!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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