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Como saber se estou ovulando?

Como saber se estou ovulando?

O ciclo menstrual pode ser dividido entre fase folicular, ovulatória e lútea. Em cada uma dessas etapas, o organismo feminino depende da ação dos hormônios sexuais. Quando todos os processos ocorrem de maneira equilibrada, a menstruação acontece em intervalos regulares. Nesses casos, a mulher tem mais facilidade para calcular seu período fértil e descobrir quando está ovulando.

Acompanhe este post para entender o que é ovulação e período fértil e saiba quais são os principais sinais que indicam quando a mulher está ovulando.

Veja também o que pode causar disfunções ovulatórias e quais são as possibilidades de tratamento nesses casos.

O que é ovulação e período fértil?

Ovulação é o fenômeno em que o folículo ovariano se rompe e libera o óvulo. Caso não haja nenhum bloqueio contraceptivo ou outra condição causada por doenças, o gameta feminino é captado pela tuba uterina, onde encontrará os espermatozoides, poderá ocorrer a fecundação e posterior desenvolvimento do embrião.

O tempo decorrido em torno da ovulação é o período fértil, que dura apenas alguns dias em cada ciclo menstrual. Quando o sistema reprodutor feminino funciona com regularidade, é possível se calcular a janela de fertilidade com contas simples. Em torno de 14 dias antes da menstruação, a mulher ovulou. Para facilitar o cálculo, deve-se tirar uma média dos últimos meses para se descobrir o dia da ovulação e, a partir daí, se calcular o período fértil.  

O período fértil compreende o dia exato da ovulação somado a dois dias anteriores e dois posteriores, totalizando cinco dias em cada ciclo, aproximadamente. Isso significa que a concepção pode acontecer dentro desse prazo.

Essa janela acontece porque os óvulos liberados podem ser fecundados por, aproximadamente, 48 horas, ao passo que os espermatozoides resistem até 72 horas dentro do organismo feminino.

Como a mulher pode identificar se está ovulando?

Nem sempre a mulher consegue identificar os sinais da ovulação, uma vez que eles são bastante sutis e podem passar despercebidos. O primeiro passo para saber se está ovulando é conhecer a regularidade do próprio ciclo. A partir de uma noção da data aproximada do período fértil, fica mais fácil observar os sintomas.

A ovulação provoca algumas mudanças no organismo, em razão dos picos de liberação hormonal. Se a mulher conhecer bem o próprio corpo, poderá notar alguns indícios, como o aumento da libido. Outro sintoma comum é a presença de um líquido vaginal espesso e transparente, como clara de ovo, chamado muco cervical.

Sensibilidade na vulva e nas mamas pode ser outro sinal de que a mulher está ovulando, assim como um aumento discreto na temperatura basal depois da ovulação. Outros possíveis sintomas são aumento de apetite, olfato aguçado e um leve desconforto abdominal, semelhante à cólica menstrual, mas com fraca intensidade, chamado de “dor do meio”.

Como os sinais são variáveis, a mulher que deseja saber se está ovulando deve ficar atenta principalmente ao aumento da secreção vaginal clara e viscosa, que é o sinal mais comum e que não exige muita atenção. Os outros sintomas citados podem ser evidentes para algumas mulheres e imperceptíveis para outras.

Muito importante é saber que mulheres que têm ciclos regulares, independentemente de sua duração, têm ciclos ovulatórios, não sendo importante buscar por sinais ou sintomas típicos.

A tentante também pode utilizar testes comprados em farmácia, que reagem ao hormônio luteinizante (LH) e permitem verificar se a ovulação está prestes a ocorrer. Caso a mulher esteja em um tratamento de reprodução assistida, o especialista fará exames específicos para verificar o pico ovulatório.

Qual é a relação entre problemas de ovulação e infertilidade?

A infertilidade feminina está associada a diversas condições, sendo que uma das principais é a anovulação. Se a saúde reprodutiva da mulher depende, em primeiro plano, da liberação dos óvulos para que ocorra a fecundação, logo falhas nesse processo representam um obstáculo na tentativa de engravidar.

As falhas de ovulação podem ocorrer devido aos seguintes motivos:

Para identificar esses quadros, é preciso fazer acompanhamento médico e realizar os exames necessários. Dependendo do problema detectado, o tratamento pode ser feito com medicamentos ou com técnicas de reprodução assistida.

Como a reprodução assistida atua nos casos de anovulação?

A medicina reprodutiva aumenta as possibilidades de gravidez para mulheres com diferentes disfunções ovulatórias. A estimulação ovariana e a indução da ovulação são procedimentos utilizados nesses casos — tanto na fertilização in vitro (FIV) quanto em tratamentos de baixa complexidade, como a inseminação intrauterina (IIU) e a relação sexual programada (RSP).

A estimulação ovariana consiste na administração de medicamentos hormonais para favorecer o crescimento dos folículos, que é acompanhado por meio de ultrassonografia. Quando eles atingem o tamanho adequado, a paciente recebe uma nova dose de hormônios destinados à induzir a rotura dos folículos (ovulação) e ao amadurecimento dos óvulos.

Em casos de reserva ovariana insuficiente ou comprometimento da qualidade dos gametas, como alto risco de transmitir doenças genéticas, a paciente pode recorrer a outra técnica da reprodução assistida: a doação de óvulos.

Portanto, a mulher que deseja engravidar precisa ficar atenta aos sinais de seu corpo para identificar quando está ovulando e manter relações sexuais durante o período fértil. Diante da suspeita de problemas ovulatórios, é necessário procurar ajuda especializada para definir a melhor forma de tratamento.

Para ter mais informações relacionadas à dificuldade de engravidar, leia mais um dos nossos textos e veja como você pode descobrir se é infértil.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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