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Congelamento de óvulos: quando devo fazer?

Congelamento de óvulos: quando devo fazer?

Conquistando cada vez mais independência e espaço no mercado de trabalho, a mulher moderna tem mais autonomia para decidir quando ser mãe. Com isso, cada vez mais mulheres postergam a decisão de engravidar e buscam tecnologias que ofereçam alternativas para quem opta pela maternidade tardia. Nesse ponto, a medicina é uma grande aliada, graças ao congelamento de óvulos.

Você sabe do que se trata o processo de congelamento de óvulos? Sabe quem pode fazê-lo e qual a idade ideal para isso? Neste artigo, vamos esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto. Acompanhe!

O que é o congelamento de óvulos e como é feito?

O congelamento de óvulos é um procedimento de resfriamento que preserva os gametas femininos para utilização futura.

A técnica mais empregada atualmente e que apresenta a maior taxa de sucesso é conhecida como vitrificação (congelamento ultrarrápido). Tal método, que faz uso de substâncias crioprotetoras, impede a formação de cristais de gelo na estrutura das células no momento da solidificação pelo nitrogênio líquido.

Após o congelamento de seus óvulos, a mulher poderá decidir quando gostaria de descongelá-los para uma futura FIV (fertilização in vitro). Assim, mesmo ao envelhecer, os seus óvulos ainda estarão preservados.

Quais as preparações para o procedimento?

Antes de realizar o congelamento, a paciente deve realizar a aplicação diária de algumas injeções de hormônio estimulante para o crescimento dos folículos ovarianos. O tratamento dura entre 10 e 12 dias.

Depois desse procedimento de estimulação da ovulação, a paciente receberá outra dose injetável para finalizar o amadurecimento dos óvulos. Após o prazo de aproximadamente 36 horas, a equipe médica realizará a aspiração dos folículos para coletar os óvulos.

O procedimento de aspiração dos folículos é realizado dentro do centro cirúrgico, com sedação e anestesia local, para que a paciente não sinta dor nem desconforto. A coleta é guiada por ultrassonografia transvaginal para garantir maior segurança ao procedimento.

Existe uma idade específica para congelar os óvulos?

Quanto mais jovem, melhor, sendo o ideal que seja realizado até a idade de 35 anos. A partir dessa idade, o congelamento pode ser feito, mas as taxas de gravidez começam a diminuir aos 35 anos.

Quais as indicações para o congelamento de óvulos?

Existem três indicações principais para a realização do congelamento de óvulos:

  1. Mulheres com diagnóstico de câncer e que necessitarão de tratamento de radioterapia e quimioterapia sistêmica, já que essas terapias podem ter efeitos prejudiciais sobre os gametas femininos.
  2. Mulheres que, por motivos profissionais, precisam adiar gravidez.
  3. Mulheres que, por razões pessoais, desejam adiar a gravidez.

Esperamos que nosso post tenha ajudado você a compreender o processo de congelamento de óvulos, quais as indicações e a idade ideal para fazê-lo.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências