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Congelamento dos óvulos: quando fazer, como funciona e mais!

Congelamento dos óvulos: quando fazer, como funciona e mais!

O congelamento de óvulos é uma técnica cujo objetivo é preservar a fertilidade de mulheres que, por qualquer razão, desejam adiar a gravidez. Contudo, algumas dúvidas sobre esse processo podem surgir, especialmente ligadas à idade e aos riscos.

Pensando nisso, no texto de hoje respondemos às principais questões sobre o congelamento de óvulos para que você entenda como ele funciona e quando pode ser feito.

Quando o congelamento dos óvulos é indicado?

O congelamento de óvulos é indicado para mulheres que planejam adiar a gravidez por qualquer razão — por exemplo, até alcançar estabilidade econômica — ou para casais que realizaram a FIV (fertilização in vitro) e obtiveram óvulos excedentes.

Mulheres que passarão por radioterapia ou quimioterapia e cirurgia ovariana e desejam preservar a fertilidade também podem congelar os óvulos, já que esses procedimentos oferecem alto risco de infertilidade. Mulheres com histórico de menopausa precoce na família também podem fazer uso da técnica para engravidar mais tarde.

Como funcionam a coleta e o congelamento dos óvulos?

Inicialmente administramos o hormônio folículo-estimulante para estimular o crescimento de múltiplos folículos nos ovários. Em seguida, administramos outro hormônio, que impede que os folículos se rompam. Quando atingem o tamanho adequado, utilizamos um último hormônio para amadurecer os óvulos e depois fazer a punção dos folículos para coletar os óvulos.

Sob o efeito de analgesia, a paciente é submetida ao procedimento de coleta, que dura cerca de 10 minutos. Uma agulha acoplada ao aparelho de ultrassom é inserida no canal vaginal e guiada até os ovários, de onde os óvulos são aspirados.

Depois da coleta, os óvulos maduros são avaliados e congelados em nitrogênio líquido, podendo ficar armazenados por tempo indeterminado.

O processo de coleta de óvulos é seguro?

A coleta de óvulos é segura, mas, como qualquer procedimento cirúrgico, deve ser feita em clínica especializada e credenciada com profissionais experientes e de confiança.

A mulher que deseja congelar os óvulos deve entender como funciona o processo e conhecer seus possíveis riscos.

A indução da ovulação, feita com hormônios, por exemplo, pode provocar uma hiperestimulação dos ovários. Embora essa condição seja rara e seja possível utilizar medicamentos para revertê-la sem deixar sequelas nem impedir que a paciente se submeta às técnicas de fertilização, ela pode ser grave.

Qual a melhor idade para congelar os óvulos?

Não existe uma idade ideal para congelar os óvulos. Entretanto, a qualidade deles tende a ser pior com o avanço da idade. Por isso, recomenda-se o congelamento até os 35 anos para melhorar a chance de sucesso na fertilização futura.

Quantos óvulos são necessários para o congelamento?

Quanto maior o número de óvulos, maior a chance de conseguir bons embriões para transferência e, com isso, maior é a chance de gravidez. A cada 6 óvulos congelados, é possível conseguir uma transferência de embriões.

Agora que você já sabe como funciona o congelamento dos óvulos, que tal compartilhar este post em suas redes sociais? Assim, mais mulheres que ainda têm dúvidas podem entender melhor como ele funciona!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências