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Cor do sêmen: o que indica?

Cor do sêmen: o que indica?

O espermatozoide é a célula germinativa do homem, o gameta necessário para fecundar o óvulo e dar início a uma gravidez. Qualquer alteração na produção ou na morfologia dessa célula, assim como na quantidade do fluído seminal e até na cor do sêmen, pode sugerir infertilidade masculina.

Embora possa haver confusão em relação ao conceito e à função dos dois, espermatozoide e sêmen não são a mesma coisa, mas ambos estão relacionados à capacidade de reprodução do homem. O primeiro, como foi dito, é a célula reprodutiva, enquanto o sêmen é um fluído que nutre e protege milhões de espermatozoides.

Com este post, vamos apresentar informações sobre as possíveis alterações na cor do sêmen e quais problemas podem ser detectados a partir disso. Acompanhe para saber!

Quais os parâmetros normais do sêmen?

As características do fluído seminal influenciam a fertilidade do homem. Para analisar se a saúde reprodutiva masculina está dentro da normalidade, o principal exame realizado é o espermograma. Os resultados da análise seminal são determinados pelos parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O exame se divide em análise macroscópica (feita a olho nu) e microscópica. A primeira avalia aspectos físicos como cor do sêmen, tempo de liquefação, volume ejaculado, viscosidade e pH. Já a avaliação por microscópio observa a vitalidade, a morfologia e a concentração dos espermatozoides (por ml e total), assim como a motilidade — progressiva, não progressiva e células imóveis.

Com a definição dos parâmetros do sêmen, é possível identificar as causas de infertilidade e iniciar o tratamento adequado para cada caso. A qualidade do líquido seminal é essencial para as possibilidades de reprodução do casal, e hoje temos esse conhecimento mais claro.

Isso porque, no passado, a dificuldade de engravidar era atribuída principalmente à mulher. Mas agora sabemos que existem diversas condições que afetam as funções reprodutivas do homem.

Vamos, então, aos parâmetros de normalidade do sêmen!

Análise macroscópica

Para começar, os parâmetros de normalidade indicam que a cor do sêmen deve ser branca opalescente, além de apresentar um aspecto homogêneo. Em relação ao tempo de liquefação — período que transcorre até que a amostra do material se torne líquida — é esperado o prazo máximo de 1h.

O volume total ejaculado deve ser superior a 1,5 ml, enquanto o pH é considerado normal quando seus valores ficam entre 7,2 e 7,8. Já a viscosidade é avaliada como normal ou anormal, conforme alterações na consistência.

Análise microscópica

A partir da análise microscópica observa-se a concentração de espermatozoides, com o padrão de referência de 15 milhões de células sexuais por ml de líquido seminal. Já em relação ao parâmetro de quantidade total, o número esperado é de 39 milhões de gametas.

Quanto á motilidade, o exame avalia características da mobilização dos espermatozoides, sendo que estes podem se mover de forma contínua e direcional, seguindo pequenos círculos ou permanecer imóveis. Os parâmetros da análise seminal determinam que os gametas móveis e progressivos devem representar 32%.

A avaliação da morfologia dos gametas leva em conta aspectos em separado, uma vez que o espermatozoide é formado por cabeça, porção intermediária e cauda. Dessa forma, é possível detectar problemas estruturais que possam interferir no processo de fecundação.

O que as alterações na cor do sêmen podem indicar?

A cor do sêmen saudável varia entre o transparente e o branco opalescente (leitoso ou nacarado), conforme o período de abstinência sexual. Mas essa coloração pode apresentar alterações perceptíveis quando há algum problema no aparelho reprodutor masculino.

O esperma branco opalescente, portanto, indica normalidade em termos de coloração. Mas a cor do sêmen também pode aparecer em tom amarelado, amarronzado e até vermelho vivo.

O fluído amarelado, sobretudo se vier acompanhado de uma consistência mais gelatinosa ou nitidamente purulenta, pode indicar problemas na próstata ou infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Normalmente, quando o homem apresenta essa cor de sêmen, também pode haver manifestação de outros sintomas, como dor e dificuldades para ejacular ou urinar.

Outra alteração na cor do sêmen pode deixá-lo num tom mais escuro, amarronzado ou até vermelho vivo. Isso revela a presença de glóbulos vermelhos no fluído seminal, um quadro chamado hematospermia ou hemospermia.

A presença de sangue no esperma pode parecer algo grave, mas na maioria dos casos é benigna e pode estar relacionada à realização de procedimentos cirúrgicos ou traumas nos órgãos genitais.

Quais os tratamentos para cada caso?

Além de analisar a cor do sêmen, o médico pode solicitar outros exames para chegar a uma conclusão diagnóstica diante da suspeita de condições mais graves. No caso do esperma amarelado, se for constatado um quadro de infecção, o tratamento é feito com a administração de antibióticos para combater a ação dos agentes patógenos.

Quando a cor do sêmen é avermelhada, o tratamento é direcionado para a causa específica, se houver. Na maioria dos casos, basta assegurar que essa alteração não seja um sinal de doenças mais sérias. Se o problema também estiver associado a alguma infecção, o uso de antibióticos é prescrito.

Para finalizar, vale lembrar que determinadas condições que alteram a cor do sêmen, como as ISTs ou a prostatite, podem afetar a fertilidade do homem. Quando o tratamento medicamentoso não melhora as funções reprodutivas do homem, é preciso recorrer ao acompanhamento especializado para realizar novos exames e identificar a causa da infertilidade.

Para os casos mais complexos, como as doenças que prejudicam a produção ou a qualidade dos gametas, as técnicas de reprodução assistida representam o tratamento mais indicado.

Assim, mesmo que a cor do sêmen indique alguma doença com efeitos prejudiciais à fertilidade masculina, um especialista em medicina reprodutiva pode direcionar o paciente ao tratamento mais eficaz para que ele consiga ter filhos.

Você já tinha conhecimento sobre as possíveis alterações na cor do sêmen? Outras pessoas também podem procurar por essas informações. Então, compartilhe o post em suas redes sociais e ajude a divulgar conteúdo relevantes.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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