Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Cor do sêmen: o que indica?

Cor do sêmen: o que indica?

O espermatozoide é a célula germinativa do homem, o gameta necessário para fecundar o óvulo e dar início a uma gravidez. Qualquer alteração na produção ou na morfologia dessa célula, assim como na quantidade do fluído seminal e até na cor do sêmen, pode sugerir infertilidade masculina.

Embora possa haver confusão em relação ao conceito e à função dos dois, espermatozoide e sêmen não são a mesma coisa, mas ambos estão relacionados à capacidade de reprodução do homem. O primeiro, como foi dito, é a célula reprodutiva, enquanto o sêmen é um fluído que nutre e protege milhões de espermatozoides.

Com este post, vamos apresentar informações sobre as possíveis alterações na cor do sêmen e quais problemas podem ser detectados a partir disso. Acompanhe para saber!

Quais os parâmetros normais do sêmen?

As características do fluído seminal influenciam a fertilidade do homem. Para analisar se a saúde reprodutiva masculina está dentro da normalidade, o principal exame realizado é o espermograma. Os resultados da análise seminal são determinados pelos parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O exame se divide em análise macroscópica (feita a olho nu) e microscópica. A primeira avalia aspectos físicos como cor do sêmen, tempo de liquefação, volume ejaculado, viscosidade e pH. Já a avaliação por microscópio observa a vitalidade, a morfologia e a concentração dos espermatozoides (por ml e total), assim como a motilidade — progressiva, não progressiva e células imóveis.

Com a definição dos parâmetros do sêmen, é possível identificar as causas de infertilidade e iniciar o tratamento adequado para cada caso. A qualidade do líquido seminal é essencial para as possibilidades de reprodução do casal, e hoje temos esse conhecimento mais claro.

Isso porque, no passado, a dificuldade de engravidar era atribuída principalmente à mulher. Mas agora sabemos que existem diversas condições que afetam as funções reprodutivas do homem.

Vamos, então, aos parâmetros de normalidade do sêmen!

Análise macroscópica

Para começar, os parâmetros de normalidade indicam que a cor do sêmen deve ser branca opalescente, além de apresentar um aspecto homogêneo. Em relação ao tempo de liquefação — período que transcorre até que a amostra do material se torne líquida — é esperado o prazo máximo de 1h.

O volume total ejaculado deve ser superior a 1,5 ml, enquanto o pH é considerado normal quando seus valores ficam entre 7,2 e 7,8. Já a viscosidade é avaliada como normal ou anormal, conforme alterações na consistência.

Análise microscópica

A partir da análise microscópica observa-se a concentração de espermatozoides, com o padrão de referência de 15 milhões de células sexuais por ml de líquido seminal. Já em relação ao parâmetro de quantidade total, o número esperado é de 39 milhões de gametas.

Quanto á motilidade, o exame avalia características da mobilização dos espermatozoides, sendo que estes podem se mover de forma contínua e direcional, seguindo pequenos círculos ou permanecer imóveis. Os parâmetros da análise seminal determinam que os gametas móveis e progressivos devem representar 32%.

A avaliação da morfologia dos gametas leva em conta aspectos em separado, uma vez que o espermatozoide é formado por cabeça, porção intermediária e cauda. Dessa forma, é possível detectar problemas estruturais que possam interferir no processo de fecundação.

O que as alterações na cor do sêmen podem indicar?

A cor do sêmen saudável varia entre o transparente e o branco opalescente (leitoso ou nacarado), conforme o período de abstinência sexual. Mas essa coloração pode apresentar alterações perceptíveis quando há algum problema no aparelho reprodutor masculino.

O esperma branco opalescente, portanto, indica normalidade em termos de coloração. Mas a cor do sêmen também pode aparecer em tom amarelado, amarronzado e até vermelho vivo.

O fluído amarelado, sobretudo se vier acompanhado de uma consistência mais gelatinosa ou nitidamente purulenta, pode indicar problemas na próstata ou infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Normalmente, quando o homem apresenta essa cor de sêmen, também pode haver manifestação de outros sintomas, como dor e dificuldades para ejacular ou urinar.

Outra alteração na cor do sêmen pode deixá-lo num tom mais escuro, amarronzado ou até vermelho vivo. Isso revela a presença de glóbulos vermelhos no fluído seminal, um quadro chamado hematospermia ou hemospermia.

A presença de sangue no esperma pode parecer algo grave, mas na maioria dos casos é benigna e pode estar relacionada à realização de procedimentos cirúrgicos ou traumas nos órgãos genitais.

Quais os tratamentos para cada caso?

Além de analisar a cor do sêmen, o médico pode solicitar outros exames para chegar a uma conclusão diagnóstica diante da suspeita de condições mais graves. No caso do esperma amarelado, se for constatado um quadro de infecção, o tratamento é feito com a administração de antibióticos para combater a ação dos agentes patógenos.

Quando a cor do sêmen é avermelhada, o tratamento é direcionado para a causa específica, se houver. Na maioria dos casos, basta assegurar que essa alteração não seja um sinal de doenças mais sérias. Se o problema também estiver associado a alguma infecção, o uso de antibióticos é prescrito.

Para finalizar, vale lembrar que determinadas condições que alteram a cor do sêmen, como as ISTs ou a prostatite, podem afetar a fertilidade do homem. Quando o tratamento medicamentoso não melhora as funções reprodutivas do homem, é preciso recorrer ao acompanhamento especializado para realizar novos exames e identificar a causa da infertilidade.

Para os casos mais complexos, como as doenças que prejudicam a produção ou a qualidade dos gametas, as técnicas de reprodução assistida representam o tratamento mais indicado.

Assim, mesmo que a cor do sêmen indique alguma doença com efeitos prejudiciais à fertilidade masculina, um especialista em medicina reprodutiva pode direcionar o paciente ao tratamento mais eficaz para que ele consiga ter filhos.

Você já tinha conhecimento sobre as possíveis alterações na cor do sêmen? Outras pessoas também podem procurar por essas informações. Então, compartilhe o post em suas redes sociais e ajude a divulgar conteúdo relevantes.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências