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Disfunção erétil prejudica a fertilidade? Veja mitos e verdades sobre o tema

Disfunção erétil prejudica a fertilidade? Veja mitos e verdades sobre o tema

A disfunção erétil continua sendo um assunto delicado, especialmente entre o público masculino. Por esse motivo, diversas dúvidas continuam a existir. Uma delas é se a disfunção erétil prejudica a fertilidade masculina. A resposta é não. O homem que tem disfunção erétil não necessariamente seja infértil, embora possa ser em razão de outras condições, como varicocele.

A disfunção erétil consiste na dificuldade de alcançar ou manter a ereção durante as relações sexuais. Já a infertilidade masculina envolve parâmetros seminais determinados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como: volume do sêmen, assim como número, motilidade, morfologia e vitalidade dos espermatozoides, parâmetros analisados em um espermograma.

Um casal infértil é aquele que, após um ano de relações sexuais sem a utilização de método contraceptivo, não consegue engravidar.

Tem dúvidas sobre o assunto? Neste post separamos alguns mitos e verdades sobre as informações relacionadas à disfunção erétil. Vamos conferir?

Disfunção erétil é sinônimo de perda da fertilidade: mito

Um homem que sofre de disfunção erétil não significa que a qualidade do seu sêmen e dos seus espermatozoides está afetada. Portanto, a disfunção erétil não é causa de infertilidade.

Por outro lado, um homem infértil pode ter uma vida sexual normal e ativa. Dessa forma, as duas condições não estão relacionadas.

A infertilidade provoca disfunção erétil: mito

A infertilidade não prejudica a capacidade de ereção de um homem. No entanto, as consequências psicológicas provocadas por essa condição podem sim afetar o desempenho sexual masculino.

Além disso, algumas doenças que desencadeiam a infertilidade, como o hipogonadismo, um defeito nos testículos ou no eixo hipotalâmico-hipofisário que prejudica a síntese hormonal, e o déficit androgênico do envelhecimento masculino (DAEM), que é a diminuição dos níveis de testosterona em idades mais avançadas, também podem causar a disfunção erétil.

Ansiedade é uma das causas da disfunção erétil: verdade

A disfunção erétil é causada por fatores orgânicos, psicológicos ou uma associação de ambos.

Entre os exemplos orgânicos estão os problemas vasculares, a hipertensão e a diabetes.

Já entre os psicológicos estão problemas neurológicos, diminuição da libido e a ansiedade. Entre a população mais jovem, as causas emocionais são os principais fatores que interferem na ereção.

Para solucionar esse problema, você deve procurar um médico: verdade

Apenas um médico pode diagnosticar cada caso e definir qual é a forma de solucioná-lo. Por serem problemas diferentes, a disfunção erétil e a infertilidade necessitam de medicamentos, terapias e tratamentos específicos, que são prescritos por um profissional médico.

É sempre importante destacar procurar um médico o mais rápido possível é o ideal para evitar que problemas como esse afetem a vida de um casal.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências