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Dor pélvica: o que pode indicar?

Dor pélvica: o que pode indicar?

Muitas doenças se desenvolvem de forma assintomática e retardam a procura por acompanhamento médico. Quando o quadro apresenta algum tipo de dor, esse sintoma costuma ser um dos principais motivos da busca por diagnóstico, principalmente quando ocorre de forma anormal.

É o caso da dor pélvica, que pode causar incômodo significativo e afetar o bem-estar da mulher. Deve-se ter atenção quando associado à infertilidade feminina.

As manifestações de dor podem não significar nenhum problema clínico, assim como podem ser sinal de alguma doença. Então, é sempre bom ficar atento às alterações que acontecem no organismo para buscar ajuda de forma precoce.

Continue a leitura para saber mais sobre a dor pélvica e os problemas que esse sintoma pode indicar!

Por que sentimos dor?

A dor é uma sensação que ocorre diante de alterações no funcionamento normal do organismo. Quando alguma área é afetada por inflamações, traumas ou outra condição que agride os órgãos ou tecidos, estímulos elétricos são enviados ao cérebro, que libera a reação sensorial por meio dos nervos, provocando a sensação de dor.

Como se trata de um sintoma comum, boa parte das pessoas convive com dores sem dar a devida atenção ao caso. Apenas quando a sensação passa a ser insuportável — aumento da frequência, intensidade, localização etc. — e passa a afetar a qualidade de vida do indivíduo, é que ocorre a busca por ajuda.

Dor pélvica: por que ocorre?

A dor pélvica é percebida como um incômodo que acomete a região entre os quadris e logo abaixo do abdômen. Bem mais comum em mulheres, esse tipo de dor pode ser semelhante às cólicas ou ocorrer de forma aguda e repentina.

O sintoma pode ser sinal de diversos problemas que afetam o aparelho reprodutor feminino. Se a mulher tem a intenção de ter filhos é essencial ficar de olho, uma vez que as doenças dos órgãos reprodutores podem levar à infertilidade.

Esse tipo de dor nem sempre está relacionado a doenças. Dores pélvicas também estão relacionadas a problemas comuns como prisão de ventre, bexiga cheia etc. Entretanto, também podem indicar patologias ginecológicas, sobretudo se o desconforto for persistente e não ocorrer somente no período menstrual.

Em casos de dor pélvica frequente e que perdura por meses — seja de forma intermitente, seja contínua — o quadro se torna crônico e necessita de avaliação diagnóstica.

Dependendo do quadro, a mulher também apresenta outros sintomas juntamente com a dor pélvica, como secreção vaginal, sangramento fora do período menstrual e dores durante a relação sexual. Em conjunto ou individualmente, todas essas manifestações podem indicar problemas no sistema reprodutor feminino e causar infertilidade.

Quais problemas a dor pélvica pode indicar?

A mulher que sente dor pélvica nem sempre busca avaliação médica de imediato, uma vez que o desconforto pode ser interpretado como cólica e considerado um problema comum. Mas vale a pena observar os sintomas com mais atenção para descobrir se estão relacionados às seguintes condições:

Doença inflamatória pélvica (DIP)

A DIP provoca inflamações nas tubas uterinas, nos ovários e no útero. A patologia é causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como a clamídia e a gonorreia. Dor pélvica, corrimento vaginal e infertilidade são consequências frequentes dessa doença.

Endometriose

A endometriose é caracterizada pelo surgimento de implantes de tecido endometrial fora da cavidade uterina — lembrando que o endométrio é a camada interna do útero. Quando as células endometriais atingem outros órgãos, pode levar a dor pélvica crônica, entre outros sintomas.

Dor da ovulação

Embora não aconteça com todas as mulheres, a ovulação pode causar dor. Isso ocorre quando os folículos ovarianos se rompem para liberar o óvulo. Nessa ocasião, o líquido que estava no interior do folículo se espalha na pelve e pode causar irritação na camada peritoneal e provocar o desconforto.

Ruptura de endometriomas

Os endometriomas são cistos que se formam quando a endometriose atinge os ovários. Normalmente, são assintomáticos, mas podem causar dor pélvica aguda caso se rompam.

Além das condições já citadas, há ainda outros problemas que provocam dor pélvica e afetam a fertilidade da mulher, como miomas em volume aumentado.

Em quais condições a reprodução assistida é necessária?

Quando a dor pélvica está relacionada a doenças como as que foram descritas acima, a mulher deve buscar ajuda especializada. Se as funções reprodutivas da mulher estiverem afetadas e o quadro de infertilidade for confirmado, as técnicas de reprodução assistida são indicadas.

A reprodução assistida é dividida em tratamentos de baixa e alta complexidade. A relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial (IA) são consideradas técnicas mais simples, uma vez que o óvulo é fecundado in vivo, isto é, no corpo da paciente.

A fertilização in vitro (FIV), por sua vez, corresponde ao processo mais complexo e a fecundação é feita em laboratório. Nesse caso, somente após dias de cultivo, o embrião é transferido para o útero.

A FIV é indicada para inúmeros quadros de infertilidade, como os que envolvem dor pélvica. Endometriose em estágio avançado e obstrução das tubas uterinas causada pela DIP são exemplos de condições que recebem essa indicação de tratamento.

Quer mais informações sobre a investigação da infertilidade? Acompanhe mais um texto e veja como é possível descobrir se você é infértil!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências