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Embrião e reprodução assistida

Embrião e reprodução assistida

O avanço das técnicas de reprodução assistida, possibilitou que a infertilidade não fosse mais um impedimento para casais terem filhos biológicos. Porém, ainda existem muitas dúvidas sobre as suas diferenças em comparação com uma gestação natural. Entre elas, como ocorre o desenvolvimento do embrião, que será o nosso foco neste texto.

A reprodução assistida, consiste em um conjunto de técnicas indicadas quando o casal possui alguma dificuldade para engravidar. Casos como infertilidade conjugal, casais homoafetivos, gestação independente e risco de transmissão de doenças genéticas, são apenas alguns que podem se beneficiar com a medicina reprodutiva.

Elas são classificadas em técnicas de alta e de baixa complexidade. A fertilização in vitro (FIV), faz parte do primeiro grupo, enquanto a relação sexual programada (RSP) e a inseminação artificial (IA), compõem o segundo.

Se você deseja saber mais sobre a reprodução assistida, suas diferenças e semelhanças com a gestação natural, continue a leitura. Vamos mostrar como o embrião se desenvolve na reprodução assistida. Confira!

O que é um embrião e como ele se desenvolve?

O embrião é o resultado da união entre o gameta feminino (óvulo) e o masculino (espermatozoide). O óvulo é armazenado nos folículos, presentes nos ovários desde o nascimento.

Durante a ovulação, um deles rompe e libera o óvulo, capturado para o interior de uma das tubas uterinas onde a fecundação acontece. Nos homens, a produção de espermatozoides é feita nos testículos e eles chegam ao corpo feminino pelo sêmen.

Em uma gestação natural, se o casal tiver relações sexuais sem o uso de métodos contraceptivos durante o período fértil da mulher, as chances de uma gravidez são maiores. O desenvolvimento do embrião acontece a partir da fecundação, onde o óvulo e o espermatozoide se unem, formando o zigoto. Ele possui uma única célula com cromossomos formados por uma mistura do material genético paterno e materno.

Enquanto o embrião segue em direção ao útero, as divisões celulares (clivagens), começam. Elas acontecem transformando o zigoto em um organismo com 2 células (blastômeros), 4 células, 8 células, e assim sucessivamente. No quinto dia após a fecundação, o embrião pode possuir mais de 100 e atinge o estágio de blastocisto. Nessa fase, ele está preparado para se fixar no endométrio, a camada interna uterina.

Seja na gestação natural ou na reprodução assistida, o desenvolvimento embrionário acontece da mesma maneira. Porém, é importante ressaltar que cada embrião é único, sendo impossível prever como será a sua evolução. Na FIV, por exemplo, embriões inviáveis são descartados, pois o risco de falha na implantação ou de abortamento é muito maior.

Como ocorre o desenvolvimento embrionário na reprodução assistida?

O desenvolvimento do embrião na reprodução assistida acontece de forma igual em todas as técnicas, porém, a única diferença está no método de fecundação. Por isso, elas são divididas entre técnicas de baixa e de alta complexidade. A seguir, vamos mostrar as principais diferenças entre elas.

A fecundação nas técnicas de baixa complexidade

O passo a passo da RSP e da IA são muito parecidos com uma gestação natural. De forma geral, elas são indicadas para casos leves a moderados de infertilidade. A primeira etapa do processo é a estimulação ovariana, procedimento que utiliza medicamentos hormonais para estimular o desenvolvimento de um número maior de folículos.

Durante essa fase, a mulher realiza ultrassonografias seriadas para acompanhar o desenvolvimento folicular e determinar o melhor momento para induzir a ovulação. Na RSP, o casal deve ter relações sexuais durante o período fértil da mulher.

Na IA, o sêmen do parceiro é coletado e preparado para que os espermatozoides de maior qualidade sejam inseridos na entrada da cavidade uterina. Ou seja, em ambas, a fecundação ocorre nas tubas uterinas.

A fecundação na técnica de alta complexidade

Na FIV, a fecundação e a etapa de desenvolvimento embrionário são realizadas em laboratório, sendo essa a principal diferença entre ela e as demais técnicas de reprodução assistida.

A primeira etapa da FIV também é a estimulação ovariana, com o objetivo de gerar o maior número possível de óvulos para aumentar as chances de uma gravidez. Em seguida, o casal tem os seus gametas coletados e preparados para a fecundação.

A união entre os gametas ocorre normalmente por meio da técnica ICSI, que introduz o espermatozoide diretamente no óvulo. Os embriões formados ficam em incubadoras por 2 a 7 dias, sendo observados durante esse período.

De forma geral, é recomendado que a transferência embrionária aconteça entre dois e cinco dias após a coleta dos óvulos. Porém, cada caso deve ser analisado individualmente.

Segundo as novas regras do Conselho Federal de Medicina (CFM), a quantidade de embriões transferidos é determinada de acordo com a idade da paciente. Mulheres com até 37 anos podem receber até 2 embriões e pacientes com mais de 37 anos, 3.

Apesar da sua popularização nos últimos anos, a reprodução assistida ainda gera muitas dúvidas. Uma delas é sobre o desenvolvimento embrionário. Como vimos, o embrião se forma e se desenvolve da mesma maneira na gestação natural e na reprodução assistida. A única diferença acontece no processo de fecundação da FIV, que é realizado em laboratório.

A FIV é uma técnica mais avançada, sendo indicada para a maioria das causas de infertilidade conjugal, casais homoafetivos e pessoas que desejam ter filhos por produção independente. Para saber mais detalhes sobre as indicações e o passo a passo da técnica, toque aqui!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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