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Endometriose e qualidade de vida

Por Equipe Origen

Publicado em 23/09/2021

A endometriose está relacionada a uma queda significativa no bem-estar físico e emocional da mulher, devido aos sintomas que pode desencadear e das repercussões negativas em várias esferas da vida da portadora. Dentre os possíveis impactos, podemos destacar as dores intensas, as alterações na fisiologia básica do organismo e a infertilidade feminina.

O conceito de qualidade de vida tem sido foco de estudos na área da saúde. Particularmente, podemos dar destaque a esse conceito quanto à sua associação com a endometriose. Dependendo da forma da doença, da intensidade dos sintomas e demais consequências, essa patologia pode prejudicar severamente o dia a dia da mulher.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se refere à qualidade de vida como a percepção que o indivíduo tem de sua própria condição de vida, considerando seus objetivos, expectativas e preocupações.

Assim, o conceito de qualidade de vida relacionada à saúde traduz o modo como uma pessoa percebe sua realidade e se sente diante de uma enfermidade e dos impactos em sua capacidade funcional, o que contempla as múltiplas dimensões da vivência diária — física, psicológica, social, laboral e familiar.

Esse tema despertou seu interesse? Então, acompanhe o post com atenção e entenda como a endometriose pode afetar a qualidade de vida da mulher e saiba o que fazer nessa situação!

O que é endometriose?

Endometriose é uma condição complexa que pode se manifestar de diversas formas. Trata-se de uma patologia ginecológica que envolve quadros inflamatórios com caráter crônico. A doença é caracterizada pela presença de um tecido endometrial ectópico, isto é, um tecido semelhante ao que recobre a cavidade uterina, chamado de endométrio, cresce em outros órgãos.

As lesões endometrióticas são encontradas principalmente na região pélvica, em locais como ovários, tubas uterinas, ligamentos uterossacros, septo retovaginal, intestino e bexiga. Também existem casos de endometriose extrapélvica, atingindo órgãos da cavidade abdominal ou ainda mais distantes da pelve.

A inflamação provocada pela endometriose ocorre devido à ação do hormônio estrogênio, que faz o tecido endometrial (dentro e fora do útero) se proliferar e sangrar durante o período menstrual. Esse processo inflamatório, que é ativado de forma cíclica, pode ocasionar a formação de aderências (fibroses, cicatrizes) que provocam distorção anatômica dos órgãos lesionados e comprometem suas funções.

A endometriose é classificada de acordo com a gravidade e a localização das lesões. Assim, a doença pode ser considerada mínima, leve, moderada ou grave. Morfologicamente, existem três diagnósticos:

  • endometriose peritoneal superficial — apresenta apenas lesões superficiais na membrana que protege os órgãos pélvicos, chamada de peritônio;
  • endometriose ovariana cística — é caracterizada por implantes de tecido endometriótico nos ovários, que formam cistos chamados de endometriomas;
  • endometriose profunda — nesses casos, são encontrados implantes profundos na membrana peritoneal que se infiltram por mais de 5 mm e atingem órgãos de função importante, como intestino e bexiga.

Quais são os sintomas e repercussões da endometriose?

Embora existam portadoras assintomáticas, ou que apresentam apenas sintomas brandos, a endometriose é reconhecida por suas manifestações de dores intensas, principalmente durante o período menstrual. Assim, os sintomas mais relatados pelas pacientes incluem:

  • dor na região pélvica que pode se tornar acíclica, isto é, ocorrendo em qualquer período do mês;
  • dor durante o ato sexual;
  • cólicas menstruais intensas;
  • dificuldades urinárias durante o período menstrual, como dor para urinar;
  • alterações intestinais durante a menstruação, como evacuação dolorosa, diarreia e sangramento retal.

Os sintomas incômodos não são a única consequência da endometriose. A mulher pode enfrentar outras repercussões negativas da doença, como a infertilidade. Vários são os mecanismos fisiopatológicos que impõem dificuldade para engravidar espontaneamente. As lesões endometrióticas podem interferir na função ovulatória, na movimentação e na sobrevida dos espermatozoides, entre outros impactos no processo reprodutivo.

A endometriose também afeta a fisiologia básica do corpo da mulher durante o período menstrual, principalmente nos casos de doença infiltrativa profunda, visto que as lesões podem prejudicar o funcionamento do intestino e da bexiga.

Além disso, existem os efeitos adversos na vida sexual da portadora, devido à dor durante o sexo. O desempenho das atividades habituais também pode ser prejudicado quando os sintomas se manifestam em níveis de dor incapacitante.

Afinal, qual é a relação entre endometriose e qualidade de vida?

Essa é uma doença crônica e, como tal, pode impor limitações no dia a dia da portadora por várias razões. Os impactos da endometriose na qualidade de vida da mulher incluem:

  • dor incapacitante em casos mais severos, com prejuízos nas atividades diárias;
  • mau funcionamento de órgãos responsáveis pela fisiologia básica do corpo, como intestino e bexiga;
  • prejuízos na vida sexual, devido ao medo de sentir dor que pode reduzir a libido da mulher e, inclusive, desencadear conflitos conjugais;
  • condição de risco para desenvolver transtornos psicológicos como estresse, ansiedade e depressão;
  • infertilidade e a dificuldade de lidar com as consequências disso, como autocobrança por não conseguir engravidar, frustração, baixa autoestima, pressão social sobre a importância da maternidade, cobrança dos familiares etc.

Devido a esses impactos na qualidade de vida, é necessário procurar avaliação médica e tratamento diante da suspeita de endometriose. O acompanhamento deve ser feito com profissionais especializados, visto que se trata de uma doença complexa e de difícil diagnóstico.

Quando a mulher tem planos de engravidar, mas vem enfrentando dificuldades para isso, aconselhamos as técnicas de reprodução assistida. Assim, os problemas reprodutivos causados pela endometriose podem ser contornados com inseminação artificial ou fertilização in vitro (FIV). Cada paciente, bem como seu parceiro, passa por avaliação individualizada e o especialista apresenta as técnicas mais apropriadas para cada caso.

Complete suas informações em nosso texto institucional sobre endometriose!