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Endometrite: como é feito o tratamento

Endometrite: como é feito o tratamento

O endométrio é a camada que reveste a parte interna do útero — exatamente o local onde ocorre a implantação do embrião, no início da gestação, sendo uma parcela fundamental do sistema reprodutor feminino.  

Mas algumas doenças, como a endometrite, podem alterar as características do tecido endometrial, prejudicando sua função.

Para saber mais sobre a endometrite, acompanhe este post. Ao longo da leitura, apresentaremos quais são as causas e sintomas do quadro, assim como as formas de diagnóstico e tratamento. Confira!

A endometrite e suas causas

A endometrite se desenvolve como uma inflamação no tecido endometrial, podendo estar associada a sinais e sintomas ou acontecer de modo assintomático. A contaminação por agentes causadores de clamídia, gonorreia e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) está entre as principais causas desse processo inflamatório.

Além disso, a endometrite também pode surgir a partir da proliferação das próprias bactérias presentes na vagina ou no trato intestinal. O quadro ainda pode decorrer de lesões no endométrio, causadas por intervenções como colocação de dispositivo intrauterino (DIU), parto, abortamento e curetagem, operação cesariana e outras cirurgias no útero.

Há, ainda, outras condições de saúde que se apresentam como fatores de risco e podem favorecer o desenvolvimento da endometrite, a exemplo das doenças circulatórias e problemas crônicos como diabetes mellitus e obesidade.

Não há estudos conclusivos para apresentar a prevalência exata da endometrite. Isso porque boa parte das mulheres acometidas pela enfermidade não detecta os sinais e ignora a necessidade de ajuda médica. Mas podemos adiantar que os casos são expressivos entre as pacientes que buscam acompanhamento para investigar as causas da infertilidade.

Os sintomas da doença

A endometrite pode ser identificada a partir de sintomas como dor na região pélvica que podem ocorrer durante as relações sexuais, bem como sangramento uterino anormal. Entretanto, essa sintomatologia é comum em diferentes patologias que afetam o sistema reprodutor feminino.

Outros sintomas próprios dos quadros de endometrite são sensação de peso abaixo do abdômen, distensão abdominal, dor na área retal e possíveis alterações intestinais, como constipação e dor para evacuar. Contudo, os indícios que mais podem chamar a atenção da mulher para um quadro infeccioso são corrimento vaginal amarelado e com odor forte e episódios de febre.

Os sintomas da endometrite, por si só, já representam um incômodo. Mas o problema ainda pode ter consequências como a infertilidade, uma vez que altera a receptividade endometrial, provocando falhas de implantação embrionária e abortamentos.

Outra séria condição associada ao tratamento inefetivo da endometrite é a doença inflamatória pélvica (DIP), que, além da inflamação no endométrio, também afeta as tubas uterinas (salpingite) e os ovários (ooforite). Nos casos mais avançados, pode haver hidrossalpinge — acúmulo de líquido nas tubas — com consequente dilatação tubária e infertilidade.

A investigação diagnóstica e o tratamento

Os casos assintomáticos demoram a obter diagnóstico e a mulher pode tomar conhecimento da doença somente durante a investigação da infertilidade.

A histeroscopia é o mais importante procedimento realizado, visto que permite a visão direta do endométrio e a coleta de amostra do tecido endometrial para análise laboratorial.

Com essa técnica, uma amostra das células endometriais é analisada, com a finalidade de rastrear os agentes patógenos que desencadearam a endometrite. Ao identificar o causador específico da doença, o especialista prescreve o medicamento mais eficaz para combater a ação patogênica.

Apesar das sérias consequências que a inflamação pode trazer, o quadro é simples de ser tratado, dependendo apenas da administração de antibióticos e anti-inflamatórios.

A endometrite nos tratamentos de reprodução assistida

Mesmo sem desconfiar de um quadro de endometrite, a mulher que inicia o acompanhamento na reprodução assistida passa por todos os exames necessários, antes de iniciar alguma técnica para engravidar. Nesse percurso, se a inflamação endometrial for identificada, é necessário propor uma intervenção medicamentosa eficaz como primeiro plano de conduta terapêutica.

É imprescindível curar a endometrite — mesmo antes da FIV, que é uma técnica indicada até para fatores graves de infertilidade. Isso porque, como já foi dito, a inflamação pode alterar a espessura endometrial e dificultar a fixação do embrião, prejudicando, portanto, o tratamento de reprodução assistida.

A investigação da endometrite passou a fazer parte da avaliação diagnóstica que antecede os processos de FIV, visto que se trata de uma condição comumente associada à infertilidade feminina por falhas de implantação.

Agora que você já compreendeu o que é endometrite, leia também nosso texto sobre fertilização in vitro para entender o passo a passo da técnica.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências