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Entenda como funcionam as fases da vida reprodutiva feminina

Entenda como funcionam as fases da vida reprodutiva feminina

A mulher passa por diversas fases reprodutivas durante a vida, da infância até a idade adulta. Entretanto, nem todas sabem como funcionam esses ciclos. E é para tirar essas dúvidas que elaboramos o texto de hoje.

Confira a seguir como funcionam as fases da vida reprodutiva feminina, quais são as características de cada uma delas e as chances de gravidez para cada período.

Menarca

A primeira menstruação (menarca) é o fim da infância (puberdade) e um dos períodos mais marcantes da vida reprodutiva feminina.

Não existe uma idade fixa para que ela aconteça, mas varia dos 10 aos 15 anos.

A menstruação dura em torno de 3 a 8 dias. Os ciclos podem ser irregulares no início, mas normalizam com o passar do tempo, após o amadurecimento do eixo hormonal.

Nessa fase, ocorrem inúmeras mudanças no corpo feminino, já que tem início a produção de hormônios pelos ovários (estrogênio e progesterona). Essas alterações podem ser visíveis ainda na puberdade: estirão de crescimento, aumento dos quadris, aparecimento de pelos pubianos e desenvolvimento das mamas.

A primeira menstruação indica que a adolescente está ovulando, por isso já é possível engravidar.

Menacme

É o período em que a mulher se encontra em idade fértil. Inicia-se com a puberdade e vai até a menopausa.

Nessa fase da vida, a mulher pode ficar grávida e, quanto mais cedo, maior a chance de gravidez. O declínio da chance ocorre depois dos 35 anos de idade.

Climatério

É o período de transição do período fértil para o período não reprodutivo. A primeira fase do climatério ocorre a partir dos 40 anos, quando o ciclo menstrual reduz, embora o fluxo possa ser abundante. A segunda fase ocorre por volta dos 50 anos; nessa etapa, o ciclo fica mais longo, e o fluxo, bem menor. É nessa fase que as ondas de calor e a irritabilidade começam a surgir.

Durante o climatério, a mulher também pode ganhar peso, por isso é importante manter hábitos saudáveis durante toda a vida para evitar ganhar muito peso nessa fase.

Todas essas mudanças ocorrem por causa do estrógeno. A produção desse hormônio pelos óvulos é drasticamente reduzida durante a fase de transição. A ausência do estrógeno é a responsável pelas ondas de calor, alteração da libido e perda de massa óssea, o que aumenta o risco de osteoporose.

Na fase do climatério, ocorrem ciclos menstruais irregulares, por isso existe uma pequena chance de engravidar. Para se ter uma ideia, até os 35 anos de idade, as chances de gravidez são de 85% por ano. Dos 40 aos 44 anos, quando tem início o climatério, esse índice pode cair para 10% a 15%.

Perimenopausa (45-50 anos)

Ocorre de 2 a 3 anos antes da última menstruação. Nessa fase surgem ondas de calor, transpiração intensa, dificuldade para dormir e irritabilidade.

Menopausa

A menopausa é outra importante fase na vida de uma mulher. Ela marca o fim da menstruação e da ovulação, portanto já não é possível engravidar naturalmente.

A menopausa é definida pela última menstruação e por isso é conhecida retrospectivamente, depois de 12 meses. Assim, é a última menstruação.

Pós-menopausa (48-65 anos)

Desencadeia alterações significativas no organismo da mulher, como perda da libido, maior propensão a infecções urinárias, aumento do risco de câncer de mama, osteoporose, doenças cardíacas e depressão.

Muitas mulheres optam pela reposição hormonal para suprir a falta do estrogênio e diminuir os efeitos dessa ausência brusca no corpo. Entretanto, é fundamental procurar a orientação de um ginecologista para verificar as melhores condições da terapia hormonal durante o climatério e a menopausa.

Como você pôde perceber, a fertilidade feminina envolve diversas fases que ocorrem durante toda a vida da mulher. E a manutenção de uma vida equilibrada, aliando alimentação saudável e exercícios físicos, é fundamental para manter a saúde em dia e passar por essas fases com mais qualidade de vida.

Agora que você já sabe como funciona a fertilidade feminina, leia um post sobre ovários policísticos e tire as suas dúvidas!

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Helenice Pisatto
1 ano atrás

Parabéns pela explicação. Foi a melhor de todos os sites

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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