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Gravidez aos 40 anos: é realmente possível?

Gravidez aos 40 anos: é realmente possível?

Os avanços da medicina reprodutiva e o aumento da qualidade e expectativa de vida são fatores que contribuem significativamente para o aumento do número de mulheres que realizam o sonho da maternidade após os 40 anos.

Somados a essas questões outros fatores, como a busca por realização na carreira profissional e projetos pessoais, podem levar a um adiamento do projeto de gravidez.

Muito se ouve falar que a fertilidade da mulher diminui a partir dos 35 anos, mas o que isso quer dizer efetivamente? Quais são os fatores fisiológicos que ocorrem após essa idade que reduzem a capacidade reprodutiva da mulher?

Neste artigo, abordaremos a possibilidade de gravidez aos 40 anos e quais as possíveis implicações. Boa leitura!

Influência da idade da mulher na fertilidade

As mulheres nascem com uma determinada quantidade de óvulos (o corpo feminino não produz novos óvulos depois do nascimento), e dezenas deles são liberados em cada ciclo menstrual durante a vida. Dessa forma, a cada ano que passa, existe uma menor quantidade de óvulos disponíveis.

Com o passar dos anos, as mulheres também ovulam com menor frequência e, além da quantidade de óvulos estar diminuída, a qualidade deles também sofre os efeitos do tempo e se modificam, reduzindo as chances de gravidez.

Com essas mudanças, além da diminuição da chance de gravidez, existe também um aumento no risco de abortamento e aumento no risco de se ter um filho com alteração cromossômica.

Quais cuidados devem ser tomados?

O ideal é buscar a gravidez mais cedo!

Se for fundamental adiar o projeto de gravidez, a melhor sugestão é congelar os óvulos para posterior uso, se necessário. Assim, pode-se diminuir os impactos causados pela idade.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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