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Há relação entre distúrbios alimentares e infertilidade?

Há relação entre distúrbios alimentares e infertilidade?

Diversos fatores influenciam a fertilidade da mulher: genéticos, hormonais, o estilo de vida e a alimentação. Esta última, aliás, tem papel importante na taxa de fertilidade feminina, especialmente quando se fala de transtornos alimentares.

Quer saber mais sobre a relação entre distúrbios alimentares e infertilidade? Confira o post de hoje e tire suas dúvidas.

O que são distúrbios alimentares?

Os distúrbios alimentares são doenças caracterizadas pela alimentação irregular e insatisfação com o peso e a aparência do corpo. Esses problemas podem surgir em qualquer fase da vida, mas são comuns em adolescentes e jovens adultas. Isso ocorre porque nesses períodos pode existir a pressão social por determinados padrões de beleza e de peso.

Os tipos mais comuns de distúrbios alimentares são anorexia nervosa, bulimia e compulsão alimentar e obesidade.

Anorexia

A pessoa que desenvolve anorexia nervosa possui um medo obsessivo de ganhar peso. Essa percepção irreal do próprio corpo leva o indivíduo a limitar drasticamente a quantidade de alimentos ingeridos. Ela sempre acredita estar acima do peso, por isso abusa de dietas e exercícios físicos.

As consequências desse transtorno são inúmeras: desidratação, desmaios, menstruação irregular, queda de cabelo, puberdade atrasada, pressão baixa, fadiga, perda de peso extrema, entre outros. Os sintomas psicológicos incluem ansiedade, comportamento compulsivo, depressão, isolamento social e sentimento de culpa.

O tratamento pode envolver medicamentos (antidepressivos), terapias (psicoterapia e grupos de apoio) e acompanhamento com especialistas (nutricionista, psicólogo, psiquiatra e clínico geral).

Bulimia

A bulimia é um transtorno caracterizado pela compulsão alimentar seguida por indução de vômitos. Como na anorexia, existe uma visão distorcida do próprio peso corporal e obsessão por exercícios.

O indivíduo com bulimia pode apresentar aversão a alimentos, perda do paladar (disgeusia), alterações no peso, período menstrual irregular e úlceras gástricas. Os sintomas comportamentais envolvem automutilação, ansiedade e depressão, impulsividade, mudanças de humor e culpa.

O tratamento também deve ser realizado com psicoterapia e acompanhamento médico especializado.

Compulsão alimentar e obesidade

O transtorno de compulsão alimentar consiste em episódios de ingestão de grandes quantidades de comida em um curto período de tempo. A pessoa só interrompe o episódio de compulsão quando sente algum desconforto físico.

Embora seja semelhante à bulimia, esse transtorno alimentar não é acompanhado por medidas compensatórias, como indução de vômito ou prática de exercícios. Dessa forma, as pessoas que possuem essa doença geralmente são obesas e possuem diversos problemas de saúde.

Qual a relação entre distúrbios alimentares e infertilidade?

Um estudo do King’s College de Londres analisou um grupo com 11 mil gestantes, entre elas mulheres que passaram por distúrbios alimentares em algum momento da vida.

Essa pesquisa apontou que 40% das grávidas com histórico de anorexia e/ou bulimia demoraram seis meses a mais para engravidar em relação às que jamais haviam passado por esses problemas. Além disso, 6% das mulheres com histórico de problemas alimentares necessitaram de tratamento para engravidar, contra 2% daquelas que nunca sofreram com esse tipo de transtorno.

Acredita-se que essa dificuldade ocorra devido a desequilíbrios hormonais causados pelo histórico de anorexia, bulimia ou obesidade. Isso provoca irregularidades no ciclo menstrual e na ovulação.

Algumas mulheres com transtornos alimentares podem engravidar em períodos intermitentes (41% dos casos, de acordo com o estudo mencionado anteriormente), quando há ovulação depois de um tempo menstruar. Entretanto, os problemas de saúde decorrentes da alimentação deficiente ou irregular prejudicam o sucesso da fertilização.

Distúrbios alimentares e infertilidade também estão relacionados a fatores psicológicos. A alta carga de estresse e de ansiedade presentes na vida de quem possui transtorno alimentar contribui para o surgimento de disfunções hormonais e problemas na menstruação.

No caso da obesidade, os problemas estão relacionados à elevação do nível de hormônios masculinos característicos dessa condição, que pode afetar a regularidade do ciclo menstrual e bloquear a ovulação.

Portanto, embora não necessariamente a tornem infértil, os transtornos alimentares podem causar problemas de saúde que afetam a capacidade de engravidar da mulher.

É sempre importante ressaltar que apenas especialistas da área da saúde estão aptos para diagnosticar os transtornos alimentares e recomendar o tratamento mais adequado.

O que você achou de entender a relação entre distúrbios alimentares e infertilidade? Deixe o seu comentário.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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