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Individualização do tratamento da infertilidade: como é feito?

Individualização do tratamento da infertilidade: como é feito?

Milhões de pessoas no mundo todo são diagnosticada, anualmente, com infertilidade. Embora a doença gere sentimentos como tristeza, além do medo e insegurança por não poder ter filhos, tem tratamento na maioria dos casos.

Os fatores de infertilidade de um casal, podem ser igualmente femininos ou masculinos. Ou seja, a dificuldade em conceber é causada pelo funcionamento inadequado do sistema reprodutor feminino, do masculino, ou de ambos. Assim, as características de cada casal são únicas.

Para se ter uma ideia, em alguns casos, raros, o casal pode ser infértil e o problema afetar apenas um dos parceiros, enquanto o outro consegue engravidar normalmente em relacionamentos com pessoas diferentes, sem necessidade de ser submetido a nenhum tipo de tratamento.

Além disso, em cada pessoa o problema é causado por uma condição e, ainda que algumas sejam mais prevalentes – como a endometriose – a maneira como elas interferem no sistema reprodutor, também sofre variações de indivíduo para indivíduo.

Afinal, cada pessoa, da mesma forma, possui características únicas, da saúde em geral ao estilo de vida, o que impacta não apenas a fertilidade, mas também a forma de tratar os problemas que a afetam. Continue a leitura e saiba como é feita a individualização do tratamento da infertilidade.

O que é a individualização do tratamento?

Individualizar o tratamento significa adequá-lo às características de um casal ou de uma pessoa, personalizando-o.

Para desenvolver um plano de tratamento personalizado, o especialista em reprodução assistida considera alguns fatores, como por exemplo:

Como a infertilidade é investigada?

A investigação da infertilidade é realizada em diferentes etapas. Inicia com a anamnese, quando é feito o acolhimento do casal, a partir da escuta de suas necessidades e expectativas, sintomas físicos e emocionais.

É durante a anamnese que são avaliados critérios como tentativa para engravidar, idade e urgência para conceber, histórico clínico e tratamentos anteriores. Posteriormente, é realizado o exame físico, para avaliação da saúde geral e possível detecção de sintomas manifestados por algumas doenças, apesar de a infertilidade geralmente ser assintomática, principalmente nos estágios iniciais, indicada, principalmente, pelas tentativas frustradas em engravidar.

Em seguida, são realizados diferentes exames laboratoriais e de imagem, para avaliar a fertilidade feminina e masculina e determinar a causa que motivou a dificuldade para conceber.

Os primeiros exames solicitados são a avaliação da reserva ovariana a o espermograma. O teste de avaliação da reserva ovariana determina a quantidade de folículos (bolsas que contém os óvulos primários) presentes nos ovários, dos menores aos pré-antrais e antrais, que possuem capacidade para posteriormente ovular. Enquanto o espermograma avalia a qualidade dos espermatozoides, apontando critérios como concentração, morfologia (forma) e motilidade (movimento), dos que estão presentes nas amostras de sêmen analisadas.

Os resultados possibilitam a definição dos exames complementares, que deverão ser realizados em cada caso. Os exames de imagem mais frequentemente realizados são a ultrassonografia pélvica transvaginal e a histerossalpingografia, particularmente importante para avaliar obstruções tubárias, entre outros, de acordo com cada caso.

É a soma das informações da anamnese, exame físico e resultados diagnósticos, que possibilitará a definição do plano de tratamento mais adequado para cada paciente, individualizando-o e aumentando, assim, as chances de ele ser bem-sucedido.

Como é feita a indicação das técnicas de reprodução assistida?

As técnicas de reprodução assistida são consideradas o tratamento padrão para infertilidade e possibilitam a gravidez, com percentuais expressivos de sucesso, quando a infertilidade é provocada por fatores de menor ou maior gravidade. A definição da mais adequada para cada paciente é feita, ainda, durante a elaboração do plano de tratamento. Conheça, abaixo, as três principais e saiba quando elas geralmente são indicadas:

Relação sexual programada (RSP)

Considerada de baixa complexidade, é a mais simples das técnicas de reprodução assistida. Como a fecundação acontece naturalmente, nas tubas uterinas, é mais adequada para mulheres com que tenham até 35 anos, boa reserva ovariana e as tubas uterinas pérvias, com distúrbios de ovulação (causa mais comum de infertilidade feminina), endometriose nos estágios iniciais ou se o diagnóstico for de infertilidade sem causa aparente (ISCA), assim definido quando os exames falham em identificar a causa.

Os espermatozoides do parceiro também devem estar dentro dos padrões de normalidade apontados pelo espermograma, uma vez que o objetivo do tratamento é estimular o desenvolvimento de mais folículos e definir o período mais fértil para intensificar a relação sexual.

Inseminação artificial (IA)

Como a RSP, é considerada de baixa complexidade, pois a fecundação também acontece naturalmente, nas tubas uterinas. Portanto, é mais adequada para mulheres com até 35 anos e as tubas uterinas saudáveis.

Essa técnica é indicada para os casos de fator masculino leve ou moderado em mulheres jovens com as trompas pérvias.

Como a fecundação acontece naturalmente nas duas técnicas, os percentuais de sucesso são semelhantes aos da gestação espontânea: entre 15% e 20% por ciclo de tratamento.

Fertilização in vitro (FIV)

A fertilização in vitro (FIV é uma técnica de maior complexidade: prevê a fecundação de forma artificial, em laboratório. Assim, é mais adequada para mulheres com obstruções nas tubas uterinas (segunda causa mais comum de infertilidade feminina), endometriose e se houver fatores mais graves de infertilidade masculina.

Atualmente, inclusive, o método mais adotado pelas clínicas de reprodução assistida é a FIV com ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides), incorporada ao tratamento na década de 1990, quando possibilitou a solução dos problemas de infertilidade masculina de maior gravidade. Os percentuais de sucesso registrados pela técnica são os mais altos da reprodução assistida: em média 50% por ciclo.

Siga o link e conheça detalhadamente o funcionamento da FIV.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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