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Infertilidade masculina: quais são os sintomas?

Infertilidade masculina: quais são os sintomas?

A fertilidade, entendida como a capacidade de ter uma gravidez, depende de diversos fatores, relacionados à saúde da mulher e do homem. Um casal infértil é aquele que não consegue uma gravidez depois de um ano de tentativas, quando a mulher tem até 35 anos de idade.

Mais do que isso, para ser considerado fértil, o casal precisa ter efetivamente tido uma gravidez.

Os fatores que podem levar à infertilidade são inúmeros: disfunções hormonais, alterações anatômicas, infecções, anormalidade na produção dos gametas, entre outros. Esses problemas, capazes de tornar um casal infértil, podem estar com a mulher e/ou com o homem.

Neste artigo, vamos abordar os principais pontos relacionados à infertilidade masculina. Acompanhe.

O que é infertilidade masculina?

A infertilidade é caracterizada, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pela impossibilidade de conseguir uma gravidez após pelo menos um ano de relações sexuais regulares sem o uso de métodos contraceptivos.

Quando a mulher tem mais de 35 anos, esse período é de seis meses.

A dificuldade de engravidar pode acontecer por fatores relacionados à saúde reprodutiva da mulher e/ou do homem, e é importante que ambos sejam investigados para descobrir a causa do problema, pois só assim é possível fazer o tratamento adequado. Quando o diagnóstico indica que o problema está relacionado ao homem, o que se tem é um caso de infertilidade masculina.

Por muito tempo, a infertilidade foi considerada um problema feminino, mas hoje já se sabe que os fatores relacionados ao homem são tão importantes quanto aqueles da saúde da mulher quando se trata da impossibilidade de engravidar. Os fatores masculinos e os femininos são, cada um, responsáveis por 40% dos casos de infertilidade.

Quais os sintomas do problema?

Muitas vezes a infertilidade masculina é causada por oligozoospermia ou azoospermia (pouca quantidade ou ausência completa de espermatozoides no sêmen). Porém essas são condições que não têm sintomas. Por isso, normalmente a suspeita surge após o insucesso em engravidar a parceira.

Algumas doenças e condições que causam infertilidade masculina, no entanto, podem apresentar sintomas, aos quais todo homem deve ficar atento. Conheça os principais:

Reprodução assistida

De acordo com a causa da infertilidade masculina, o médico pode indicar o tratamento mais adequado. Entre as possibilidades, dependendo da doença ou condição que provoca a dificuldade em conseguir uma gravidez com a parceira, pode ser realizado tratamento clínico ou cirúrgico.

Quando nenhuma dessas duas terapêuticas resulta na restauração da fertilidade, ou quando elas não são possíveis, existe a possibilidade de recorrer a técnicas de reprodução assistida. Há hoje técnicas de baixa complexidade, como a inseminação artificial (IA) e a relação sexual programada (RSP), nas quais a fertilização do óvulo pelo espermatozoide ocorre no interior do corpo feminino.

Nos casos de infertilidade masculina, porém, é mais comum que a indicação seja a de realizar uma fertilização in vitro (FIV). Essa é a técnica de reprodução assistida mais complexa que existe hoje, pois a fertilização é realizada em laboratório com os gametas coletados do casal. Isso torna o tratamento altamente especializado e proporciona as melhores taxas de sucesso.

A manipulação dos gametas em laboratório permite que sejam utilizadas técnicas complementares, bastante importantes em caso de infertilidade masculina. Entre essas técnicas complementares está a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI), na qual um único gameta masculino é injetado dentro de um óvulo, favorecendo a fecundação. Além disso, em casos de azoospermia, é possível utilizar técnicas que extraem os espermatozoides diretamente dos testículos ou dos epidídimos.

Antes de iniciar qualquer tratamento, porém, é fundamental investigar a causa da infertilidade, para que seja indicada a técnica mais adequada para o seu caso. Para isso, o homem deve estar sempre atento aos sintomas que podem indicar infertilidade masculina.

Se você quer saber mais sobre essa condição, suas principais causas, fatores de risco e outras informações importantes, toque aqui.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências