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SOP: quando a relação sexual programada pode ajudar a engravidar?

SOP: quando a relação sexual programada pode ajudar a engravidar?

Os ovários estão localizados a cada lado do útero e são as glândulas do sistema reprodutor feminino. Eles possuem um formato amendoado e têm como função o armazenamento dos folículos, bolsas que contém os óvulos, as células reprodutivas, e a produção dos hormônios progesterona e estrogênio, que preparam o organismo para a gravidez.

Ao contrário dos homens as mulheres já nascem com uma reserva ovariana fixa, ou seja, todos os folículos que serão utilizados durante a vida. Como não existe renovação, a quantidade de óvulos irá diminuir e a qualidade irá mudar.

Durante o ciclo menstrual, diversos folículos estão disponíveis para crescimento, mas apenas um deles se torna dominante, se desenvolve e rompe para liberar o óvulo (ovulação). Os folículos que cresceram e não amadureceram são eliminados. Quando ocorre o esgotamento folicular, surge a menopausa.

Além da falência natural dos ovários, que provoca a ausência de ovulação, algumas condições podem afetar as mulheres durante a fase reprodutiva resultando em problemas de ovulação, considerados a principal causa de infertilidade feminina.

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) está entre as mais comuns. No entanto, com o tratamento adequado é possível engravidar. Continue a leitura e saiba como a relação sexual programada pode ajudar.

O que é SOP?

Principal endocrinopatia ginecológica nas mulheres em idade reprodutiva a SOP é, ao mesmo tempo, a causa mais comum de infertilidade por anovulação (ausência de ovulação).

Os problemas de infertilidade afetam casais no mundo todo. São, inclusive, considerados questão de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para ser considerado infértil, entretanto, o casal deve manter pelo menos um ano de relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem o uso de preservativos.

Em aproximadamente um terço dos casais que sofrem com infertilidade o problema é provocado pela ausência de ovulação e a SOP é responsável pela grande maioria dos casos.

Da mesma forma que causa alterações na fertilidade a SOP provoca diferentes manifestações clínicas como hiperandrogenismo, caracterizado pela produção excessiva de androgênios, geralmente produzida em pequenas quantidades pelo organismo feminino, embora seja o principal hormônio masculino.

O hiperandrogenismo surge como consequência do processo fisiopatológico da doença, levando ao desenvolvimento de características masculinas, incluindo o crescimento anormal de pelos (hirsutismo) em locais pouco comuns, como seios, face ou costas e alopecia (perda temporária de cabelo), por exemplo.

A anovulação, por outro lado, resulta em irregularidades menstruais, como ciclos mais longos do que o normal, com maior ou menor quantidade de fluxo menstrual ou ausência de menstruação (amenorreia). Isso acontece pois não há formação do corpo lúteo (o folículo que rompe se transforma em corpo lúteo), produtor de progesterona, hormônio essencial para manutenção do endométrio.

A SOP está associada, ainda, a doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e obesidade.

Assim, da mesma forma que interfere na capacidade reprodutiva, a SOP apresenta vários aspectos psicológicos e sociais, levando a perda de qualidade de vida, ao desenvolvimento de transtornos emocionais como ansiedade e depressão e ao afastamento social.

As características heterogêneas da SOP, por outro lado, dificultam o diagnóstico precoce, o que resulta em um percentual bastante expressivo de mulheres não diagnosticadas.

Por que a SOP pode causar infertilidade?

A SOP é considerada a principal causa de anovulação. Os ciclos na SOP podem ser anovulatórios, da mesma forma que a ovulação também pode ser intermitente, ou seja, ocorre em alguns ciclos e em outros não (oligovulação). A ovulação intermitente geralmente é característica de ciclos menstruais irregulares.

Em boa parte dos casos, a SOP tem início ainda na puberdade e desenvolve progressivamente levando ao desequilíbrio hormonal: alguns hormônios, como é o caso da testosterona, são produzidos em maior quantidade, enquanto outros, como os sexuais, diminuem os níveis.

Assim, os folículos que deveriam ser eliminados durante o ciclo menstrual, permanecem e acumulam nos ovários, modificando a sua anatomia, tornando-os muito maiores do que o normal.

O aumento dos níveis de hormônios androgênios, por outro lado, contribui para dificultar a ovulação, inibindo a gravidez na gestação natural ou nos tratamentos de reprodução assistida.

Entenda como a estimulação ovariana associada à relação sexual programada pode ajudar mulheres com SOP a engravidar

Muitas vezes a SOP é apenas descoberta diante da tentativa malsucedida de engravidar. Se ela for a única causa de infertilidade do casal as chances de gravidez são bastante expressivas após o tratamento.

A relação sexual programada é a mais simples das técnicas de reprodução assistida. O tratamento é considerado de baixa complexidades, uma vez que a fecundação acontece nas tubas uterinas.

O objetivo principal é estimular o desenvolvimento de pelos menos um folículo, sendo melhor que mais folículos cresçam, obtendo dessa forma mais óvulos disponíveis para os espermatozoides além de se poder programar o período fértil para a relação sexual.

O procedimento é chamado estimulação ovariana e é a primeira etapa de todos tratamentos de reprodução assistida. É realizado a partir da administração de medicamentos hormonais administrado no início do ciclo menstrual.

Para acompanhar o desenvolvimento dos folículos e, ao mesmo tempo, indicar o período fértil, são realizados, periodicamente, exames de ultrassonografia. Quando eles atingem o tamanho ideal novos medicamentos hormonais induzem ao amadurecimento final dos óvulos e a rotura do folículo para liberação dos óvulos.

A RSP é a primeira indicação quando há diagnóstico de infertilidade por anovulação provada pela SOP. No entanto, como a fecundação acontece nas tubas uterinas, essas deverão estar pérvias e os espermatozoides devem estar dentro dos padrões de normalidade.

Por isso, a técnica é particularmente indicada para mulheres com até 35 anos, que não possuam nenhum tipo de problemas nas tubas uterinas.

As taxas de gravidez proporcionada pelo tratamento por RSP são semelhantes às da gestação natural: entre 15% e 20% por ciclo de tratamento.

Toque aqui para conhecer detalhadamente o funcionamento da relação sexual programada (RSP).

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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