Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Laparoscopia e tratamento de infertilidade

Laparoscopia e tratamento de infertilidade

A laparoscopia é um dos principais exames utilizados no diagnóstico da infertilidade e sua realização só é possível devido a avanços tecnológicos e científicos, incluindo o campo da anestesia.

Antigamente, médicos recorriam mais frequentemente à cirurgia aberta para solucionar doenças, mas com a laparoscopia, essa não é mais uma necessidade em tantos casos.

Afinal, por meio de um procedimento minimamente invasivo, que envolve menor sangramento, menores cicatrizes e recuperação pós-cirúrgica mais rápida, é possível diagnosticar e, ao mesmo tempo, tratar diversas condições, em homens e mulheres.

Este artigo aborda o tema no contexto da infertilidade feminina. Se você enfrenta dificuldades para ter um bebê naturalmente, acompanhe os tópicos a seguir e entenda o que é a laparoscopia, como o procedimento é realizado e em que situações costuma ser indicado.

O que é laparoscopia?

A laparoscopia, ou videolaparoscopia, é uma técnica minimamente invasiva que pode ser utilizada tanto como exame, para diagnosticar patologias, como procedimento cirúrgico. Por meio dessa tecnologia, médicos podem ver com mais amplitude e precisão toda a região pélvica e seus órgãos.

A visão de órgãos intraperitoneais, como fígado e estômago, de maneira direta, possibilita investigar corretamente doenças difíceis de diagnosticar por outros exames, como a radiografia e a ultrassonografia.

Devido a sua amplitude e à capacidade de diagnosticar e tratar até mesmo o câncer de rim, próstata e bexiga, a laparoscopia pode ser indicada para homens e mulheres. No entanto, no que diz respeito a problemas de infertilidade, o público feminino é o principal beneficiado.

Como é feita a laparoscopia?

O primeiro passo é a administração de anestesia geral. Durante o procedimento, se acordada, a paciente poderia sentir desconforto devido aos materiais utilizados e à injeção de ar no peritônio (membrana que recobre as paredes da cavidade abdominal).

A injeção de gás (dióxido de carbono) acontece com o intuito de obter uma distensão e criar um campo de trabalho mais claro, amplo e profundo. A equipe introduz, para isso, uma agulha ligada a uma mangueira, por onde passa o gás.

Após anestesia, a equipe médica introduz um fino tubo de fibras óticas, o laparoscópio, pelo umbigo da paciente. Na extremidade, há uma câmera que grava e transmite imagens em alta resolução para os monitores de vídeo, que guiam o trabalho médico.

Se houver necessidade de tratar alguma patologia, a equipe realiza pequenas incisões para introduzir pinças auxiliares que viabilizarão a cirurgia.

Laparoscopia e infertilidade: em que situações é indicada?

Quando a mulher tem dificuldade para conceber naturalmente após mais de um ano de relações sexuais frequentes, situação que caracteriza um quadro de infertilidade, é indicada a consulta com um ginecologista.

Com o objetivo de descobrir a causa do problema e apontar a solução ideal, são requisitados alguns exames e, entre eles, pode estar a laparoscopia, de acordo com as suspeitas médico.

O exame ajuda na investigação não apenas devido às imagens, mas também a coleta de material para biópsias. A laparoscopia pode ser requisitada, portanto, para avaliar e tratar diferentes condições de saúde associáveis a quadros de infertilidade, como cistos, endometriose e aderências.

Se houver a necessidade de tratamento, praticamente todas as cirurgias ginecológicas podem ser realizadas por meio da videolaparoscopia. A remoção de miomas, endometriose e obstruções nas trompas de Falópio, a correção de hidrossalpinge (dilatação nas tubas uterinas) e de malformações uterinas podem encontrar a solução na técnica.

O procedimento ainda é indicado como solução para a gravidez ectópica, hipótese em que a gestação acontece nas trompas de Falópio e que, portanto, não tem possibilidade de desenvolvimento.

É importante notar que a laparoscopia não é útil apenas na reprodução assistida. Afinal, algumas condições podem ser solucionadas por meio do procedimento e, assim, é possível que a concepção natural aconteça em alguns casos.

No entanto, o procedimento cirúrgico pode piorar a capacidade reprodutiva mesmo na reprodução assistida, devido à possível redução da reserva ovariana, como mostra estudo sobre endometriose.

Isso significa que, em alguns casos, é melhor utilizar técnica de reprodução assistida, como a FIV (fertilização in vitro).

A laparoscopia é uma importante conquista da medicina, possível apenas devido aos avanços tecnológicos e científicos. O procedimento ajuda a diagnosticar com mais propriedade diversas patologias e é uma opção cirúrgica mais interessante para praticamente todas as doenças ginecológicas. No tratamento contra a infertilidade, é útil em casos específicos e, principalmente, em mulheres jovens.

Publicamos anteriormente sobre o assunto aqui no site. Se quiser ter acesso a um conteúdo resumido, com as principais informações sobre o procedimento, acesse a página ‘videolaparoscopia‘.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x