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Mito ou verdade: café pode provocar aborto?

Mito ou verdade: café pode provocar aborto?

Durante a gravidez, ou até mesmo no preparo para a concepção, é comum que as futuras mães busquem uma alimentação mais balanceada e saudável, evitando substâncias que possam prejudicar a evolução da gestação e do próprio bebê. Contudo, nem sempre é fácil saber o que é verdade e o que é mito quando o assunto está relacionado a alimentos que devem ser evitados durante a gravidez.

Esse é o caso do café, que está no rol das substâncias que tiram o sono. Café pode provocar aborto? É o que vamos saber, cientificamente, no artigo de hoje.

Relação entre a cafeína e a taxa de abortos espontâneos

Embora muitas pessoas associem a cafeína somente ao café, é preciso destacar que a substância está presente em diversos outros alimentos, como refrigerantes de cola e guaraná, alguns chás e mates, chocolate e até em medicamentos. Portanto, a questão levantada deve ser reformulada: não somente o café, mas todos os alimentos que têm cafeína podem provocar aborto?

Um estudo publicado na revista americana American Journal of Obstetrics and Gynecology constatou que o consumo de cafeína, mesmo em baixo níveis, antes e durante a gestação, está relacionado ao aumento do risco de aborto, principalmente quando combinado com hábitos pouco saudáveis, como tabagismo e alcoolismo.

Outro estudo, conduzido pela Divisão de Pesquisa da Kaiser Permanente, da Califórnia, concluiu que o consumo de cerca de 200 mg de cafeína por dia (cerca de duas xícaras de café) aumenta o risco de aborto espontâneo em até duas vezes.

A Food and Drugs Administration (FDA), desde 1980, aconselha as gestantes a terem cautela no consumo de cafeína, embora não delimite uma quantidade específica, nem mesmo regras de restrição para o consumo seguro. Segundo a entidade, ainda não há evidências suficientes para exigir que as mulheres deixem de consumir a cafeína durante a gestação, mas indícios relevantes para que se aconselhe a cautela nesse consumo.

Em resumo: embora não exista um consenso quanto às quantidades mais indicadas para as gestantes, o fato é que o consumo da cafeína está relacionado a problemas de desenvolvimento e crescimento celular fetal.

Efeitos da cafeína durante a gestação

Sabendo disso, você deve estar se perguntando: como a cafeína atua no corpo do bebê?

A substância atravessa a placenta e a estrutura que protege o sistema nervoso central do feto e, por isso, pode ser encontrada no líquido amniótico, no sangue do cordão umbilical e na urina do bebê, que só começa a desenvolver as enzimas necessárias para a metabolização da substância a partir do oitavo mês de vida. Dessa forma, em excesso, pode causar estresse ao metabolismo recém-formado, causando problemas de crescimento, arritmias, baixo peso e prematuridade.

Dicas para reduzir o consumo de cafeína no cotidiano

É importante reduzir a quantidade de cafeína ingerida. Esse é o caminho mais seguro para manter mãe e bebê saudáveis.

Se você gosta de café e de outras bebidas cafeinadas, faça o café menos intenso e procure tomar doses menores por dia. Utilize cafés solúveis com níveis menores de cafeína. Substitua o chá preto ou mate por ervas, como camomila, erva-doce e hortelã, e troque o guaraná ou o refrigerante de cola por sucos ou água com gás.

Durante as consultas com seu médico, fale sobre seus hábitos para que ele possa orientá-la com mais propriedade diante do seu caso e período gestacional.

Como vimos, não só o excesso de cafeína pode aumentar as chances de aborto espontâneo, como também um estilo de vida pouco saudável, com alcoolismo, tabagismo, sedentarismo e obesidade. Sendo assim, é fundamental que a futura mãe também controle a alimentação, consumindo, no máximo, as doses recomendadas de cafeína diariamente, mas também se mantenha ativa, longe do cigarro e do consumo de álcool, que prejudicam a gravidez e a saúde do bebê.

Agora, sempre que a questionarem se café pode provocar aborto, você poderá dizer que, se consumido em excesso, a substância pode, sim, causar problemas.

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Mayla
1 ano atrás

Se estás grávida de um mês depois consumir café pode provocar um aborto

Mayla
1 ano atrás
Reply to  Mayla

Apenas consume duas chicaras da cafeína mesmo assim pode provocar aborto

Editor
Rafael (@rafael)
1 ano atrás
Reply to  Mayla

Olá Mayla, tudo bem?!

Temos um artigo falando a respeito:
https://origen.com.br/mito-ou-verdade-cafe-pode-provocar-aborto/

Leia, esta bem interessante.

Muito obrigado!

Editor
Rafael (@rafael)
1 ano atrás
Reply to  Mayla

Temos um artigo falando a respeito:
https://origen.com.br/mito-ou-verdade-cafe-pode-provocar-aborto/

Leia, esta bem interessante.

Muito obrigado!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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