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O que a histerossalpingografia pode diagnosticar?

O que a histerossalpingografia pode diagnosticar?

Histerossalpingografia é um exame ginecológico que possibilita a avaliação do útero e das tubas uterinas, utilizando raio X e contraste. Essa técnica de diagnóstico por imagem é uma das mais indicadas na investigação da infertilidade feminina — outras importantes ferramentas são a ultrassonografia pélvica, a histeroscopia e a ressonância magnética.

Várias condições uterinas e tubárias interferem na fertilidade feminina, incluindo doenças, malformações congênitas, obstruções por infecção, cirurgia de laqueadura, aderências, entre outras. Em alguns desses casos, a mulher pode receber tratamento específico e engravidar naturalmente.

As técnicas da reprodução assistida também são indicadas para melhorar as chances de gravidez — principalmente quando há outros fatores de infertilidade envolvidos, como idade materna avançada ou alterações masculinas.

Neste post, vamos abordar como o exame de histerossalpingografia é realizado e quais são as doenças que ele pode diagnosticar. Acompanhe!

Quando a histerossalpingografia é indicada?

A histerossalpingografia é um dos exames que fazem parte da investigação da infertilidade feminina. Portanto, é indicado quando a mulher procura ajuda médica para engravidar. Recomenda-se que o casal procure avaliação especializada após 1 ano de tentativas — ou após 6 meses, quando a tentante tem mais que 35 anos.

O exame também pode ser indicado quando há suspeita de alterações uterinas, devido aos sintomas relatados pela paciente e nos casos de abortamento de repetição. Além disso, a histerossalpingografia é útil para acompanhar os resultados da laqueadura ou da cirurgia de reversão de laqueadura.

Como é o exame?

Para realizar o exame, a paciente primeiramente se deita em posição ginecológica e um meio de contraste iodado é administrado via vaginal. Ao passar pelo orifício do colo do útero, o líquido preenche a cavidade do órgão e progride pelas tubas uterinas.

Em seguida, o equipamento de raio X é posicionado sobre a região pélvica da mulher e uma sequência de radiografias é realizada para posterior avaliação. As imagens mostram a morfologia do útero e das tubas. Se houver alterações uterinas estruturais ou malformações, bem como obstrução ou dilatação tubária, o contraste não se espalha corretamente, revelando a anormalidade.

O exame de histerossalpingografia deve ser realizado entre o 6º e o 12º dia do ciclo menstrual — período após o término da menstruação, mas antes da ovulação. Nesse momento do mês, o endométrio (parte interna do útero) ainda está com pouca espessura, o que facilita a identificação das alterações mais discretas.

Quais doenças são diagnosticadas?

A histerossalpingografia pode diagnosticar as seguintes condições:

Mioma

O mioma é um tumor benigno constituído por tecido muscular que cresce na camada intermediária do útero (miométrio). Pode se desenvolver de forma única ou múltipla, atingir tamanhos anormais e aparecer em várias partes do corpo uterino.

Conforme a direção para a qual se projeta, o mioma é classificado como subseroso, intramural ou submucoso — este último tipo cresce em direção ao endométrio, portanto, é o mais associado à infertilidade feminina e pode ser identificado pelo exame de histerossalpingografia.

Pólipo

Um pólipo é uma neoformação de tecido endometrial. Assim como o mioma, esse nódulo pode aparecer isolado ou em multiplicidade, podendo ocupar boa parte do endométrio e alterar a função uterina.

Trata-se da principal causa de sangramento uterino anormal e também está associado a casos de infertilidade e abortamento de repetição. Além disso, como há um pequeno risco de alterações malignas, recomenda-se a remoção cirúrgica dos pólipos, sobretudo os de maior dimensão.

Sinequias

Sinequias são aderências intrauterinas, isto é, são pontes de tecido cicatricial que se desenvolvem na cavidade do útero e podem ocluir todo o espaço interno do órgão, afetando a fertilidade e o sangramento menstrual. Esse problema pode ocorrer devido ao processo de regeneração tecidual seguida de fibrose, após procedimentos cirúrgicos como parto cesárea, curetagem pós-aborto, miomectomia etc.

Malformações uterinas

Defeitos congênitos na anatomia do útero, também chamados de malformações Müllerianas, nem sempre causam infertilidade, mas podem dificultar a evolução da gravidez. Como não há espaço suficiente na cavidade uterina, existe o risco de abortamento de repetição, restrição do crescimento fetal e parto prematuro.

Exemplos de malformações uterinas são útero septado, útero didelfo e útero unicorno. Essas condições são assintomáticas, portanto, a portadora dificilmente desconfia de sua anomalia. Entretanto, a histerossalpingografia pode revelar o problema.

Alterações tubárias

A histerossalpingografia também pode diagnosticar condições que afetam a permeabilidade das tubas uterinas, como obstruções ou dilatação. Uma dessas alterações é a hidrossalpinge — acúmulo de líquido no interior das tubas —, uma possível consequência da salpingite (inflamação tubária).

A endometriose é outra doença associada à obstrução das tubas uterinas. Isso ocorre devido aos implantes de tecido endometriótico que podem distorcer a anatomia das tubas, além de formar aderências de tecido cicatricial devido aos processos inflamatórios na região pélvica.

Por fim, a histerossalpingografia pode verificar se a laqueadura cumpriu a finalidade de obstruir as tubas ou se os resultados foram satisfatórios na cirurgia de reversão desse procedimento. Vale acrescentar que a reversão de laqueadura é desencorajada quando a mulher tem mais que 35 anos, fímbrias tubárias danificadas ou se seu parceiro apresentar alterações seminais no espermograma. Para esses casos, recomendamos a fertilização in vitro (FIV).

Quer mais informações? Leia também nosso texto institucional sobre histerossalpingografia!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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