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O que é doação de óvulos compartilhada?

O que é doação de óvulos compartilhada?

As técnicas utilizadas em medicina reprodutiva evoluíram muito nas últimas décadas. Atualmente, praticamente todos os casos de infertilidade podem ser superados por meio da reprodução assistida. A doação de óvulos — também conhecida como ovodoação — é uma das técnicas complementares da fertilização in vitro, sendo importante para casais inférteis e casais homoafetivos masculinos. Pode ser feita de forma compartilhada e voluntária.

A doação compartilhada de óvulos é uma técnica onde os gametas femininos e o custo do tratamento da FIV são divididos entre os casais envolvidos.

Continue a leitura para saber mais sobre a ovodoação compartilhada, como ela é realizada e quais são as principais diferenças entre a técnica e a ovodoação voluntária.

O que é ovodoação?

A doação de óvulos ocorre quando uma mulher doa parte dos seus gametas para que eles sejam utilizados no processo de reprodução assistida de outra mulher. Ela é indicada para casais com dificuldade para engravidar devido a fatores femininos (em especial, casos de mulheres com ausência ou baixa reserva ovariana) e para casais homoafetivos masculinos.

A técnica é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), órgão responsável pelas normas éticas que envolvem o processo de reprodução assistida no Brasil.

Entre as suas principais regras no contexto da doação de óvulos são:

Além da doação de óvulos, o CFM também permite a doação de espermatozoides e de embriões. Com isso, casais homoafetivos, casais diagnosticados com algum tipo de infertilidade e pessoas que desejam ter filhos por uma produção independente, podem ter filhos biológicos.

Como a ovodoação compartilhada é realizada?

A ovodoação pode ser compartilhada ou voluntária. Na compartilhada, os casais dividem os óvulos coletados e os custos da fertilização in vitro. Como a doação deve ser feita de forma anônima, a clínica de reprodução assistida atua como a intermediária do processo. Assim, a clínica busca uma doadora com a maior compatibilidade possível com a receptora.

Após os óvulos da doadora serem coletados, eles são fecundados com o espermatozoide do seu parceiro. Os óvulos viáveis que não forem utilizados são doados para o casal receptor.

Qual é a diferença entre a ovodoação compartilhada e a ovodoação voluntária?

A ovodoação voluntária é permitida no Brasil desde 2017 pela resolução nº 2168 do CFM. Ela possibilita que, de forma altruísta, mulheres doem os seus óvulos.

Para isso, ela passa por uma avaliação a fim de garantir que ela está saudável e não possui infecções sexualmente transmissíveis e doenças de alto risco de transmissão. Se aprovada, a doadora passa por um processo de estimulação ovariana e, após a coleta, os seus gametas são doados para uma receptora.

A principal diferença entre os dois tipos de ovodoação é que, na voluntária, a doadora não está participando de um tratamento de reprodução assistida para engravidar e, além disso, não possui problemas de infertilidade. Nesse caso, a doadora, de forma voluntária, deseja doar parte dos seus óvulos.

Como essa técnica é realizada no contexto da fertilização in vitro?

A ovodoação compartilhada pode ser realizada apenas dentro do processo da FIV, por isso, ela é uma das suas técnicas complementares. O tratamento consiste em 5 etapas: estimulação ovariana, coleta dos gametas feminino e masculino, fecundação, desenvolvimento embrionário e transferência para o útero da receptora.

Estimulação ovariana

O processo se inicia com a estimulação ovariana da doadora, que possui um papel fundamental durante o processo da FIV. Os óvulos encontram-se dentro dos folículos ovarianos e, durante o ciclo menstrual normal, apenas um folículo amadurece e libera o gameta feminino do seu interior para ser fecundado.

O objetivo dessa etapa é desenvolver o maior número possível de folículos ovarianos. O motivo é simples: mais folículos significa mais óvulos disponíveis para o tratamento. Para isso, a doadora recebe uma medicação hormonal. Todo o processo é monitorado de perto pelo médico por meio de ultrassonografias seriadas.

Coleta dos óvulos e de sêmen

Quando os folículos ovarianos atingem o tamanho adequado, eles estão prontos para serem coletados. A paciente é sedada e os folículos são aspirados por meio de uma agulha muito fina. O sêmen do parceiro também é coletado nessa fase, em geral, por masturbação.

Antes da fecundação, a amostra passa por um preparo seminal, para selecionar os espermatozoides de maior qualidade façam parte do processo.

Fecundação

A inseminação na FIV acontece por meio da técnica ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides), que consiste na inserção direta de um espermatozoide no óvulo. Dessa forma, as chances de sucesso são maiores.

No processo da ovodoação compartilhada, os óvulos que não foram utilizados durante o processo da doadora são cedidos à receptora. Com isso, os gametas femininos doados são fecundados com os espermatozoides do parceiro da receptora.

Desenvolvimento embrionário

Os embriões formados são colocados em uma incubadora por dois a cinco dias. As suas primeiras divisões celulares são observadas pela equipe e apenas os embriões de maior qualidade e com maiores chances de sucesso são transferidos.

Transferência embrionária

Antes da última etapa da FIV, a receptora passa por um tratamento de preparo endometrial. Ela recebe medicação hormonal para tornar o seu endométrio (camada interna do útero) mais espesso, processo similar ao que ocorre durante o ciclo menstrual. Na última etapa da FIV, os embriões são transferidos para o útero da receptora para serem implantados no endométrio.

Na ovodoação compartilhada, duas mulheres compartilham o material genético (no caso, os óvulos) e os custos do tratamento da fertilização in vitro. A técnica possibilita que mulheres que não possuem óvulos viáveis suficientes para a fecundação e casais homoafetivos masculinos possam ter filhos.

A ovodoação compartilhada está entre as técnicas complementares da FIV. Para saber mais sobre ela, confira o nosso artigo institucional sobre a doação de óvulos!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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