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O que é embriologia?

O que é embriologia?

O nascimento do primeiro bebê por fertilização in vitro aconteceu em 1978, em Londres, apelidado, na ocasião, de bebê de proveta, pelo fato de a fecundação ser realizada fora do organismo, em laboratório.

Da década de 1970 até os dias atuais, as pesquisas em reprodução assistida se desenvolveram e as técnicas foram aperfeiçoadas. Atualmente, pessoas com dificuldades reprodutivas que desejam engravidar, podem contar com o auxílio das técnicas de reprodução assistida para aumentar as chances de ter um filho biológico.

As principais técnicas de reprodução assistida são relação sexual programada (RSP), a inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV). A primeira tem como objetivo a programação do período mais fértil para engravidar e é a mais simples.

Já na IA, os espermatozoides são previamente preparados em laboratório, inseridos em um cateter e introduzidos no útero. Enquanto na FIV a fusão do espermatozoide com o óvulo ocorre em condições controladas, fora do corpo da mulher, em laboratório, e os embriões formados são posteriormente transferidos para o útero.

Os profissionais que estão aptos a realizar o tratamento em casais que buscam um filho são os que possuem uma graduação em saúde ou em ciências biológicas, com especialização em reprodução assistida.

Continue a leitura deste texto até o final, conheça melhor a embriologia e sua importância para a reprodução assistida.

Entenda melhor o que é embriologia

A área da biologia dedicada ao estudo e pesquisa do desenvolvimento embrionário dos seres vivos, desde a fecundação até o nascimento, é chamada de embriologia. As etapas anteriores à formação do embrião também são consideradas. Por isso, pode também ser ainda chamada de biologia do desenvolvimento.

O primeiro estudioso da embriologia foi Aristóteles, quando postulou a teoria da Epigênese, sobre um ser vivo precisar passar, gradativamente, por fazes de desenvolvimento até nascer.

No século XVIII, o pai da embriologia moderna, Caspar Wolf aprofundou e mostrou ao mundo as primeiras pesquisas provando os estágios de evolução dos seres vivos. Com o surgimento da microscopia, as pesquisas ampliaram os conhecimentos da área.

A embriologia pode ser dividida em três grandes áreas, embriologia humana, a embriologia comparada e a embriologia vegetal. A primeira analisa a desenvolvimento dos embriões humanos, além e identificar as causas de má formações e anomalias. A segunda analisa comparativamente embriões de diferentes espécies. Enquanto a embriologia vegetal cuida dos estágios de formação das plantas.

O embrião humano se desenvolve a partir de cinco etapas: gametogênese, fecundação, segmentação, gastrulação e organogênese.

Na gametogênese ocorre a formação, a partir de células especializadas germinativas, dos gametas masculinos e femininos, os espermatozoides e os óvulos.

O sêmen é ejaculado durante o ato sexual, com a função de abrigar os espermatozoides e conduzi-los até o óvulo para que a fecundação aconteça, a partir da fusão dos núcleos dos gametas e a formação do zigoto.

Depois disso, o zigoto sofre sucessivas mitoses (divisão celular que resulta na formação de duas células), aumentando a quantidade de células em progressão geométrica. Na fase de blastocisto, entre o quinto e sexto dia de desenvolvimento, se fixa no endométrio, etapa chamada de segmentação.

A gastrulação é a etapa em que a diferenciação celular inicia, originando os três folhetos embrionários, a ectoderme, a mesoderme e a endoderme. Por meio desses folhetos todos os tecidos e órgãos do corpo humano serão formados.

Por fim, a organogênese é processo que a diferenciação dos folhetos em tecidos e órgãos ocorrerá. Ela termina na oitava semana de gestação, quando o embrião mede cerca de 3cm e passa, então, a ser chamado de feto.

Qual a função da embriologia na reprodução assistida

 

Como a embriologia é o estudo do desenvolvimento dos seres vivos, desde a fecundação até o nascimento, ela é parte fundamental da reprodução assistida.

É importante entender as etapas nas quais o embrião se desenvolve, uma vez que podem ocorrer má formações e anomalias, derivadas de diversas causas cujo conhecimento é necessário, evitando, dessa forma, problemas futuros ao ser humano que está sendo gerado.

Por exemplo, o conhecimento da gametogênese é necessário para garantir a viabilidade dos gametas, bem como uma correta preparação seminal, fertilização e transferência do blastocisto para o útero.

Além do funcionamento da fecundação, assim como o das outras etapas, permite que o processo ocorra com maior sucesso, evitando falhas que resultam decepção, ou mesmo traumas para o casal. A embriologia é, dessa forma, um dos principais conhecimentos para a reprodução assistida.

Profissionais embriologistas

Os embriologistas geralmente são profissionais da área da saúde ou de ciências biológicas, especializados em reprodução assistida, com, pelo menos, 50 acompanhamentos de procedimentos de fertilizações in vitro (FIV), clássica e com injeção intracitoplasmática de espermatozoides (FIV com ICSI).

Podem ser médicos, biomédicos ou biólogos. Biomédicos e biólogos embriologistas realizam o processo laboratorial, enquanto especialistas em reprodução humana são responsáveis pelos procedimentos de transferência do embrião, pelo acompanhamento até garantir o desenvolvimento adequado do embrião em feto e pela fertilidade dos pacientes em tratamento.

Posteriormente, a gestação e o nascimento da criança, são acompanhados por um médico ginecologista-obstetra.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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