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O que é endometriose?

O que é endometriose?

A endometriose é definida pela presença de endométrio (que é a camada interna do útero) fora de seu lugar original.

A teoria mais aceita atualmente é de que as células do endométrio migrariam para outros locais durante a menstruação.

Assim, essas células podem se fixar no ovário, bexiga ou intestino.

A presença de endometriose está associada à dor na menstruação ou relação sexual e diminuição na chance de gravidez (infertilidade).

Continue a leitura para conhecer mais sobre a endometriose!

Quais são os tipos de endometriose?

A endometriose é classificada de acordo com o local que se instala, com seu tamanho e extensão. O principal objetivo de classificar doenças desse tipo é padronizar o seu tratamento.

Existem três tipos de endometriose: a superficial, a ovariana (endometrioma) e a infiltrativa profunda.

Além disso, é classificada de acordo com sua extensão baseada em uma tabela descrita pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM), variando de grau I (mínima) a grau IV (grave).

É muito importante lembrar que essa classificação não tem associação com o quadro clínico, isto é, mulheres com endometriose grave podem ser totalmente assintomáticas enquanto aquelas com grau mínimo podem ter dores intensas.

Endometriose superficial

Esse tipo de endometriose caracteriza-se por lesões superficiais, que comumente se instalam no interior do abdômen, pequenas e que podem apresentar cor e aspecto variados.

Esse tipo de endometriose pode estar associado a cólicas ou mesmo infertilidade, ainda que não se conheça uma relação de causa e efeito.

Assim, pode ser somente uma coincidência de fatores.

Endometriose ovariana (endometrioma)

Esse tipo de endometriose atinge a área externa dos ovários, formando cistos chamados de endometriomas. Se houver ruptura, pode causar dores súbitas e intensas.

Endometriose infiltrativa profunda

A endometriose infiltrativa profunda se caracteriza, geralmente, por múltiplas lesões, que atingem diferentes profundidades no peritônio, intestino, ovários, bexiga, causando dores durante a menstruação e relação sexual.

O que causa e quais são seus sintomas?

Ainda não se sabe a causa da endometriose, porém acredita-se que seu desenvolvimento possa estar ligado à menstruação (menstruação retrógrada).

Nesse caso, acredita-se que a parte das células do endométrio que deveria ser eliminada na menstruação reflui e se aloja em outros locais.

Embora haja sintomas específicos para cada um dos tipos de endometriose, alguns deles ocorrem de forma geral. Entre os sintomas mais comuns estão:

Na presença desses sintomas, é importante procurar o médico para que ele possa realizar os exames necessários para o diagnóstico.

Existe tratamento para a endometriose?

Mais importante do que tratar a endometriose é tratar a paciente, sua queixa. Assim, mulheres que apresentam dor podem se beneficiar do uso de analgésicos.

Para aquelas que não têm desejo de nova gravidez, pode-se indicar o tratamento hormonal ou a cirurgia.

Muito importante lembrar que durante o tratamento hormonal a paciente não terá chance de gravidez e que a cirurgia pode reduzir a chance de gravidez, por isso esses tratamentos são mais indicados para mulheres com a prole definida.

Mulheres com desejo de gravidez e sem uso de métodos contraceptivos por mais de um ano (infertilidade) podem ter uma indicação de tratamento com coito programado, inseminação intrauterina ou mesmo fertilização in vitro (FIV), de acordo com a idade, tempo de infertilidade ou o estadiamento da endometriose.

Muitas mulheres não têm conhecimento acerca dessa doença e, por isso, falham ao procurar a ajuda de um médico quando os sintomas aparecem.

Se esse texto serviu de auxílio para que você possa compreender melhor como e por que a endometriose ocorre, compartilhe-o em suas redes sociais para ajudar outras mulheres a saberem mais sobre a doença.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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