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O que é estrogênio?

O que é estrogênio?

O estrogênio é um hormônio essencial para o pleno funcionamento do organismo feminino, principalmente para a sua função reprodutiva. Quando seus níveis estão alterados, pode haver uma associação com a infertilidade.

O termo estrogênio se refere a um grupo de três hormônios que têm características em comum, conhecidos também como hormônios sexuais femininos, embora também sejam produzidos pelo organismo masculino (em menor quantidade).

Para saber mais sobre estrogênio, confira o texto, elaborado para esclarecer dúvidas sobre essa classe hormonal.

O que é estrogênio?

Estrogênio é o termo utilizado para indicar o grupo de três hormônios esteroides que têm sua estrutura formada por 18 moléculas de carbono e agem no controle do ciclo menstrual e no desenvolvimento de características femininas:

O estrogênio é um hormônio sexual presente em maiores quantidades no organismo feminino. Sua produção ocorre nos ovários e ele é um dos responsáveis pela fertilidade feminina.

Esses três hormônios têm sua produção iniciada na menarca.

Estradiol

O estradiol (17β-estradiol) é o principal hormônio sexual feminino, sendo fundamental para o início da gravidez.

Estriol

O estriol é um hormônio sexual feminino de baixa atividade estrogênica. É identificado na urina das mulheres grávidas em grande quantidade.

Estrona

A estrona é um hormônio semelhante ao estradiol, mas menos potente e predominante no organismo feminino após a menopausa.

Quais são as funções do estrogênio no corpo da mulher?

Entre as principais funções do estrogênio no corpo da mulher estão:

Função reprodutiva

O estrogênio promove a multiplicação celular. Os principais efeitos dessa ação são a regulação do ciclo menstrual e a preparação do endométrio (espessamento) a cada ciclo menstrual para possibilitar a implantação do embrião no útero, dando início à gravidez.

Regulação de distribuição de gordura corporal

A mulher, devido às suas características e a ação hormonal inclusive do estrogênio, tem a tendência de acumular gordura na metade inferior de seu corpo, em regiões como quadril, glúteos e coxas.

Sendo o estrogênio responsável pela distribuição de gordura corporal no organismo feminino, sua redução altera as características corporais da mulher.

Isso ocorre principalmente a partir da perimenopausa, quando naturalmente os androgênios passam a ser mais predominantes.

Promove o desenvolvimento mamário

O estrogênio é responsável pelo desenvolvimento das mamas e glândulas mamárias quando a mulher entra na puberdade.

Crescimento de pelos pubianos

De modo geral, o estrogênio regula o desenvolvimento e a manutenção das características femininas. O crescimento de pelos pubianos é uma dessas características femininas cuja função é a de proteger a região.

Estimula o desenvolvimento do aparelho reprodutor feminino

O aparelho reprodutor feminino é composto por diferentes órgãos que se desenvolvem de acordo com os níveis de estrogênio no organismo.

O que os desequilíbrios de estrogênio podem causar?

Tanto os níveis elevados, quanto diminuídos de estrogênio podem causar desequilíbrios no organismo feminino.

Quando os níveis estão aumentados, as mulheres podem apresentar:

Já no organismo de mulheres com deficiência nesse tipo de hormônios os sinais são:

O que pode causar as alterações nos níveis de estrogênio?

A diminuição do estrogênio ocorre na ausência de folículos ovarianos. Isso acontece na menopausa, seja ela fisiológica, seja precoce. A menopausa precoce pode ser natural ou devido a algum tratamento, como a retirada dos ovários, quimioterapia ou radioterapia.

O excesso de estrogênio está associado a tumores produtores de estrogênios.

O estrogênio na reprodução assistida

Muitas vezes, a alteração dos níveis de estrogênio causa infertilidade, fazendo com que muitos casais recorram à reprodução assistida.

Controlar os níveis hormonais é fundamental para o sucesso das técnicas de reprodução assistida: relação sexual programada (RSP), inseminação artificial (IA) e fertilização in vitro (FIV).

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências