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O que é falha repetida de implantação e o que fazer nesses casos?

O que é falha repetida de implantação e o que fazer nesses casos?

A gravidez é um processo complexo e para haver sucesso todas as etapas devem funcionar corretamente.

Durante o ciclo menstrual, pela ação de diferentes hormônios, vários folículos (bolsas que contém o óvulo primário) crescem porém, apenas um deles se torna dominante, se desenvolve, amadurece e rompe, liberando o óvulo para fecundação (ovulação).

O óvulo liberado é capturado pelas tubas uterinas onde a fusão com o espermatozoide acontece. Após ser fecundado, se transforma em zigoto (célula-ovo), que passa por sucessivas divisões celulares formando o embrião, que implanta no endométrio.

Para saber o que é falha de implantação e o que fazer quando ela ocorre, é só continua a leitura até o final.

Entenda o que é implantação do embrião no endométrio e por que é importante

O termo implantação do embrião é usado para definir o processo pelo qual o embrião se fixa ao endométrio, camada que reveste internamente o útero: nos primeiros dias de vida o embrião viaja pelas tubas uterina até o útero para implantar. O processo é conhecido, ainda, como nidação e acontece aproximadamente no sexto dia de desenvolvimento, dando início a gestação.

O endométrio é responsável por abrigá-lo e nutri-lo até que a placenta seja formada. Para isso também é preparado mensalmente: estimulado pelos hormônios femininos estrogênio e progesterona aumenta em espessura durante o ciclo menstrual, tornando-se mais receptivo para a implantação durante o período conhecido como ‘janela de implantação’.

A implantação ocorre entre o quinto e sexto dia do desenvolvimento embrionário, fase conhecida como blastocisto.

Em alguns casos, entretanto, algumas condições podem interferir no ciclo endometrial causando um deslocamento da janela de implantação, resultando em falhas na implantação, na gestação natural ou nos tratamentos por fertilização in vitro (FIV).

Falhas de implantação na gestação natural

Embora diversas condições possam interferir na implantação do embrião, em mulheres mais jovens, até os 35 anos, a endometrite é apontada, atualmente, como um dos principais fatores de risco.

Endometrite é a inflamação do endométrio e pode ser aguda ou crônica. A aguda geralmente é provocada por resíduos placentários ou abortivos, pela doença inflamatória pélvica (DIP), consequência de infecções sexualmente transmissíveis como clamídia e gonorreia, ou por processos inflamatórios do trato genital. É transitória e dura pouco tempo.

Quando não é adequadamente tratada pode se tornar crônica, causando interferências no ciclo endometrial. O tratamento de endometrite, entretanto, é bastante simples, realizado por antibióticos, indicados de acordo com cada tipo de bactéria. Quando a inflamação é consequência de bactérias sexualmente transmissíveis, o parceiro sexual também deverá ser investigado e tratado para evitar a reinfecção.

Nos casos em que a inflamação é provocada por resíduos, por outro lado, eles devem ser cirurgicamente removidos.

Com a cura da infecção e as falhas na implantação são corrigidas e a gravidez tende a desenvolver normalmente.

A falha de implantação em mulheres mais jovens pode ainda ocorrer como consequência alterações genéticas.

Falhas de implantação na fertilização in vitro (FIV)

Na FIV, quando não há sucesso gestacional após três ciclos de tratamento com a transferência de embriões de boa qualidade, a condição pode ser definida como falha repetida de implantação.

Assim como na gestação natural, pode ser consequência do deslocamento da janela de implantação provocado pela endometrite ou alterações cromossômicas.

As anormalidades cromossômicas ocorrem em embriões e são um pouco mais prevalentes em mulheres mais velhas, uma vez que a qualidade dos óvulos piora com o passar do tempo. Embriões mais velhos podem ter uma qualidade inferior, dificultando a fixação (implantação) no endométrio. Erros durante a divisão celular do embrião também podem resultar em aneuploidia. Casais que apresentam alterações cromossômicas também têm um risco aumentado de ter embriões aneuploides e assim ter um risco de falha de implantação de repetição.

Na FIV, uma possibilidade é realizar o PGT, embora ele seja mais indicado para evitar a transmissão de doenças genéticas conhecidas no casal:

A falha de implantação do embrião, portanto, apesar de ser um dos principais fatores de infertilidade feminina, pode ser solucionada na maioria dos casos, na gestação natural ou na FIV.

Entenda melhor como a FIV funciona. Toque aqui.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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