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O que é fragmentação do DNA espermático e como interfere na fertilidade

O que é fragmentação do DNA espermático e como interfere na fertilidade

A infertilidade de um casal pode ser igualmente causada por fatores femininos e masculinos. Os masculinos, na maioria das vezes, estão relacionados ao sêmen e aos espermatozoides, provocados por diferentes condições.

Os espermatozoides são produzidos nos túbulos seminíferos, localizados nos testículos, armazenados posteriormente nos epidídimos, dutos que os nutrem até se tornarem maduros e com maior motilidade, quando são transportados para os dutos deferentes e ejaculatório e lançados na uretra para serem ejaculados, junto com o líquido produzido na próstata e nas vesículas seminais.

Possuem cabeça, peça intermediária e cauda com flagelo. A cabeça armazena uma cópia de cada cromossomo, os genes masculinos, enquanto o flagelo é responsável pela motilidade, ou movimento.

Durante o trajeto para ejaculação recebem fluídos produzidos pelas vesículas seminais e pela próstata formando o sêmen, uma substância cremosa, esbranquiçada e opalina, que os abriga e protege contra o ambiente ácido da vagina.

Qualquer mudança nesse processo, na qualidade do sêmen ou dos espermatozoides, pode resultar em infertilidade masculina. Entre elas a fragmentação do DNA espermático.

Para entender o que é fragmentação do DNA espermático e como pode interferir na fertilidade, é só continuar a leitura deste texto até o final.

O que é DNA espermático?

DNA espermático é o termo usado em referência ao DNA dos espermatozoides, um tipo de ácido nucleico que armazena a informação genética: o DNA do espermatozoide fica localizado na cabeça e contém um par de cada gene masculino, nos cromossomos.

O que é a fragmentação do DNA espermático e por que pode afetar a fertilidade masculina?

Fragmentação do DNA espermático é uma condição clínica em que ocorre a perda da integridade do DNA. Estudos recentes demonstram que a integridade do DNA dos gametas masculinos é um pré-requisito para a fertilização normal e a transmissão da informação genética paterna para as futuras gerações.

De acordo com eles, danos no DNA dos espermatozoides, como a fragmentação, podem interferir na fecundação e no desenvolvimento embrionário.

Ou seja, um alto dano no DNA compromete os genes masculinos, afetando a saúde do embrião, resultando em falhas na implantação e abortamento, na gestação natural e em tratamentos de reprodução assistida.

O problema é apontado, atualmente, como uma possível causa de infertilidade masculina. Segundo a observação desses estudos, homens inférteis têm uma extensão maior de danos no DNA espermático, quando comparados aos homens férteis, como consequência principalmente do estresse oxidativo, ou excesso de produção de espécies reativas de oxigênio.

No entanto, também pode resultar de alterações na cromatina, de mecanismos de reparo do DNA e do envelhecimento, uma vez que a qualidade dos gametas naturalmente diminui com o avanço da idade.

Alguns fatores contribuem, ainda, para aumentar o risco, incluindo:

Embora o exame padrão para investigar a fertilidade masculina seja os espermograma, ele não possibilita a análise de possíveis danos ao DNA.

Por isso, o teste de fragmentação do DNA espermático geralmente é indicado nos casos em que há fator masculino grave ou se o diagnóstico for de infertilidade sem causas aparente (ISCA).

Que tipo de tratamento pode ser feito quando há danos no DNA espermático?

O tratamento para DNA espermático é feito de acordo com o que provocou o problema. Para a causa mais comum, o estresse oxidativo, geralmente é bastante simples, realizado pela administração de um antioxidante e mudanças na dieta alimentar. Assim como quando o problema é provocado por inflamações, solucionado por antibióticos indicados de acordo com o tipo de bactéria.

Se a causa for a varicocele, entretanto, é indicada a abordagem cirúrgica para a correção. Após o tratamento a gravidez desenvolve normalmente na maioria dos casos.

Quando isso não acontece ou nos casos em que os danos são mais graves, a gravidez ainda é possível pelo tratamento por fertilização in vitro com ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide).

Como os danos no DNA ocorrem após a ejaculação dos espermatozoides, na FIV é possível recuperá-los diretamente dos epidídimos ou testículos, por diferentes métodos. Posteriormente eles são capacitados por técnicas de preparo seminal, que possibilitam a seleção dos que possuem maior qualidade.

A saúde é ainda confirmada durante o tratamento, quando cada espermatozoide é novamente avaliado individualmente, em movimento, por um microscópio potente sendo o espermatozoide injetado diretamente no citoplasma do óvulo por um micromanipulador de gametas.

Os embriões são cultivados em laboratório, até a sua transferência para o útero.

Compartilhe este texto nas redes sociais e informe a todas as pessoas que estão tentando engravidar sobre a fragmentação do DNA espermático, um problema ainda pouco conhecido.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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