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O que é hiperandrogenismo e qual a relação com a infertilidade?

O que é hiperandrogenismo e qual a relação com a infertilidade?

Apesar de a reprodução ser um fenômeno natural na vida humana, um número substancial de pessoas enfrenta dificuldades para engravidar. Tais casos estão associados a diversas doenças que causam infertilidade, sendo que um dos problemas femininos mais comuns é a síndrome dos ovários policísticos (SOP), caracterizada por hiperandrogenismo e problemas ovulatórios.

Para se enquadrar no diagnóstico de infertilidade, o casal deve estar há um ano na tentativa de engravidar, o que significa manter relações sexuais frequentes e sem o uso de qualquer método contraceptivo.

Na mulher, doenças uterinas, anormalidades tubárias e distúrbios hormonais e ovulatórios representam causas de infertilidade. Além disso, a idade é um fator determinante na capacidade reprodutiva feminina. Com o passar dos anos — especialmente, após os 35 —, a reserva ovariana (número de óvulos armazenados) diminui, assim como a qualidade dos gametas.

No homem, os problemas associam-se à ausência ou baixa quantidade de espermatozoides, o que pode decorrer de infecções genitais, varicocele, alterações hormonais, exposição frequente a temperaturas elevadas ou agentes tóxicos etc.

Neste post, focaremos no hiperandrogenismo como fator de infertilidade feminina. Leia o que vem a seguir para compreender esse quadro!

O que é hiperandrogenismo?

O hiperandrogenismo é um problema endócrino caracterizado pelo aumento da ação dos andrógenos — hormônios masculinos, como a testosterona.

Mulheres em idade fértil são as principais pessoas acometidas por esse distúrbio.

Nas mulheres, o hiperandrogenismo pode levar a manifestações de virilização. De modo geral, os sinais clínicos mais apresentados são:

O hiperandrogenismo em mulheres se manifesta em gravidade variável. Os sinais clínicos podem ser evidentes ou minimamente perceptíveis, o que depende de múltiplos fatores.

Em muitos casos, somente o hiperandrogenismo laboratorial é diagnosticado — o que se refere ao aspecto bioquímico desse distúrbio. Sendo assim, exames são necessários para identificar o aumento de andrógenos no sangue.

O que provoca o hiperandrogenismo?

O hiperandrogenismo feminino é de etiologia variável. Suas causas possíveis incluem desequilíbrio dos hormônios ovarianos, como ocorre na SOP, ou problemas nas glândulas suprarrenais, como a hiperplasia adrenal congênita (HAC). Alguns tipos de câncer também podem estar associados à ação androgênica excessiva.

De modo resumido, o hiperandrogenismo pode ser provocado pelas seguintes condições:

Dentre os quadros mencionados, a SOP é a principal causa de ação androgênica elevada nas mulheres, sendo também um dos fatores mais comuns de infertilidade feminina. Trata-se de uma endocrinopatia caracterizada por irregularidades menstruais, anovulação crônica, presença de microcistos nos ovários, além dos sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo.

Além de todos os sinais e sintomas já descritos, mulheres com SOP ainda têm o risco aumentado de apresentar obesidade, hiperinsulinemia e hiperlipidemia.

O conjunto de manifestações da doença pode afetar não apenas a saúde física da portadora, mas também impactar seu bem-estar psicológico. As alterações estéticas provocadas pelo hiperandrogenismo, assim como a dificuldade de engravidar, são problemas que tendem a reduzir a autoestima da mulher.

Afinal, qual é a relação entre hiperandrogenismo e infertilidade?

SOP, hiperandrogenismo, ausência de ovulação e infertilidade feminina são questões fortemente relacionadas. Como vimos, o hiperandrogenismo é uma das manifestações da SOP e refere-se à elevação nos níveis de hormônios masculinos.

Essa alta de andrógenos está associada à ausência de ovulação e, consequentemente, à alteração na produção dos hormônios reprodutivos femininos, os quais influenciam no processo ovulatório, tendo como desfecho ciclos menstruais irregulares e ausência de ovulação.

A ovulação é uma função fundamental do sistema reprodutor feminino e significa o momento em que um óvulo é liberado pelo ovário e capturado pela tuba uterina para ser fecundado por um espermatozoide. Se a mulher não ovula, logo não é possível que a concepção ocorra.

Para casais com diagnóstico de infertilidade — seja por SOP, seja por outros fatores femininos ou masculinos — a reprodução assistida representa um caminho para aumentar as chances de gravidez. Nos casos de anovulação, a estimulação ovariana em tratamentos de baixa complexidade pode ser suficiente.

A relação sexual programada e a inseminação artificial são consideradas as técnicas mais simples da reprodução assistida, uma vez que a fertilização acontece no corpo da paciente, da mesma forma que na concepção natural.

São técnicas indicadas para fatores brandos de infertilidade, como os distúrbios ovulatórios. Assim, a estimulação ovariana com indução da ovulação é uma forma de a mulher recuperar sua fertilidade, desde que não existam outros problemas associados.

Já nos casos mais graves — como fatores uterinos ou tubários, idade materna avançada e ausência de espermatozoides no sêmen (azoospermia) — a fertilização in vitro (FIV) é a melhor alternativa, devido ao minucioso controle de todas as etapas da reprodução humana.

Inclusive, pacientes com infertilidade por hiperandrogenismo que não conseguem engravidar com os tratamentos de baixa complexidade, podem ser mais bem-sucedidas com a FIV.

Além da SOP, descubra em nosso texto sobre infertilidade feminina quais outras doenças podem prejudicar as funções reprodutivas da mulher!

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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