Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 99650-0786 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

O que é menopausa precoce ou falência ovariana prematura?

O que é menopausa precoce ou falência ovariana prematura?

Útero, ovários e tubas uterinas são órgãos que fazem parte do sistema reprodutor feminino e cada um deles tem importante função no processo reprodutivo. Alterações nessas estruturas estão relacionadas ao comprometimento da fertilidade da mulher. É o caso da menopausa precoce, que ocorre quando existe um esgotamento dos folículos e óvulos.

Este post foi elaborado para explicar como os ovários funcionam, o que é menopausa precoce e como a mulher pode ter filhos, mesmo sem ovular. Acompanhe as informações sobre o tema!

Qual a função dos ovários?

Os ovários são as glândulas em que estão localizados os folículos que produzem os hormônios estrogênio e progesterona e em que estão os óvulos.

Com relação à anatomia dos ovários, eles são de formato arredondado e medem cerca de 3 cm, sendo compostos pelo córtex, onde estão concentrados os folículos, e a medula, formada por tecido conjuntivo e vasos sanguíneos.

Em resumo, as principais funções dos ovários ao longo da vida da mulher são:

O que é reserva ovariana?

Reserva ovariana é o nome que se dá a quantidade de folículos existentes nos ovários. Como não existe produção de óvulos, essa quantidade tende a reduzir progressivamente com o avanço da idade, o que explica a diminuição na chance de gravidez a partir dos 35 anos.

Estudos sobre fertilidade trazem a informação de que ainda na vida intrauterina, entre 18 e 20 semanas, o feto feminino tem cerca de 2 milhões de folículos ovarianos. Até a idade da primeira menstruação, esse número decaiu para 400 mil. Essa diminuição ocorre até o total esgotamento, em torno dos 50 anos.

Além do aumento da idade, outros fatores podem levar à redução da quantidade de folículos, como doenças que afetam os ovários, cirurgias e disfunções hormonais. Para fazer a avaliação da reserva ovariana, são realizados os seguintes testes:

O que caracteriza o quadro de menopausa precoce?

A menopausa representa o fim da vida fértil da mulher, o que comumente ocorre em torno dos 50 anos. Esse marco do sistema reprodutor indica que o estoque de óvulos, isto é, a reserva ovariana se esgotou. A partir de então, a mulher não terá mais menstruação e ovulação.

Sintomas como inchaço nas mamas e no corpo, dores de cabeça, redução da libido, ondas de calor e alterações de humor são frequentes nessa fase. Algumas mulheres passam pelo período sem grandes incômodos, enquanto outras procuram acompanhamento profissional para entender e minimizar os efeitos desconfortáveis da menopausa.

Quando esse quadro aparece antes dos 40 anos, chamamos de menopausa precoce, também chamada de falência ovariana prematura (FOP). O problema pode decorrer de várias causas, como hereditariedade, cirurgia para retirada dos ovários, tratamentos de quimioterapia, entre outras.

A menopausa precoce é caracterizada por sintomas semelhantes aos da menopausa natural — a diferença é que a condição se desenvolve antes do esperado, prejudicando a capacidade fértil e os objetivos de reprodução da mulher.

Para identificar o quadro, é importante observar os seguintes indícios:

Qual a melhor forma de tratamento?

Diante da confirmação diagnóstica de menopausa precoce, a mulher pode passar por tratamento de reposição hormonal para amenizar os sintomas e evitar outros problemas de saúde.

Se a paciente ainda tiver o propósito de engravidar, o acompanhamento com especialistas em reprodução assistida é indicado. A principal técnica recomendada nos casos de falência ovariana prematura é a ovodoação, ou doação de óvulos.

Esse recurso faz parte dos tratamentos com fertilização in vitro (FIV) e consiste na utilização dos óvulos de uma doadora, que serão fecundados pelos espermatozoides do parceiro da paciente. Após a fecundação e o período de cultivo embrionário, os embriões são transferidos para o útero da futura mãe.

Em conclusão, a menopausa precoce, ou falência ovariana prematura, afeta a fertilidade da mulher, mas não é um obstáculo intransponível para quem deseja viver a experiência da gravidez. Com a ajuda da reprodução assistida, a gestação ainda é um sonho possível.

Para completar o seu entendimento sobre esse assunto, leia mais um post e descubra como é realizada a doação de óvulos.

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências