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O que é ovodoação?

O que é ovodoação?

A maternidade é um sonho comum a muitas mulheres, mas que por diferentes motivos é prorrogado para além dos 35 anos, quando a fertilidade feminina começa a sofrer um declínio que dificulta a concepção. Como solução, algumas pessoas precisam por métodos de reprodução assistida, entre eles, a ovodoação.

A doação pode ser feita de duas formas: doação voluntária ou a compartilhada para outra paciente, que, em contrapartida, custeia sua fertilização in vitro (FIV), total ou parcialmente.

Neste texto, explicamos o que é, como esse procedimento é realizado no Brasil e as indicações. Se você está tentando engravidar há algum tempo sem sucesso, continue a leitura e descubra se a ovodoação pode te ajudar.

A ovodoação

A ovodoação é uma técnica utilizada no contexto da reprodução assistida, especificamente da FIV, para possibilitar a casais que não tenham mais óvulos, inclusive homoafetivos, inférteis e homens solteiros que queiram uma gravidez independente terem filhos.

No processo, uma ovodoadora (a mulher de até 35 anos) doa óvulos para a receptora.

Quando a ovodoação é indicada?

A ovodoação é recomendada para as mulheres que não têm mais óvulos devido a:

É importante destacar que há ainda outros casos em que pessoas podem se beneficiar com os procedimentos da ovodoação: casais com várias tentativas de FIV fracassadas devido à baixa quantidade e qualidade dos óvulos, casais homoafetivos e homens solteiros.

Como é feito o procedimento?

A receptora recebe hormônios durante alguns dias, até que o útero esteja bem preparado para receber os embriões, formados a partir dos óvulos doados com o sêmen do parceiro, em laboratório.

No Brasil, o procedimento é regulado pela resolução nº 2168 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que, entre outras normas, não admite um caráter lucrativo e exige o anonimato, tanto de ovodoadoras como de ovoreceptoras.

Quais são os resultados da ovodoação?

As chances de sucesso da concepção por meio da ovodoação, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, é de até 60% por transferência embrionária.

Se o procedimento não obtiver êxito na primeira transferência, pode-se ainda optar pelo congelamento de embriões para novas tentativas — e até para futuras gestações.

A ovodoação é uma técnica muito interessante no contexto da reprodução assistida. O procedimento é seguro, indolor e apresenta boas taxas de sucesso.

Se você quiser saber um pouco mais sobre a técnica, como os riscos envolvidos e cuidados indicados, confira a seção sobre doação de óvulos.

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências