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O que é ovulação e quando ocorre no ciclo menstrual?

O que é ovulação e quando ocorre no ciclo menstrual?

Os ovários são duas glândulas do sistema reprodutor feminino responsáveis pela síntese dos hormônios estrogênio e progesterona e pelo armazenamento dos folículos, bolsas que contém os óvulos primários, as células sexuais.

Possui duas porções, a externa, chamada região cortical ou córtex ovariano e a região medular ou medula ovariana.

O córtex ovariano é revestido por um epitélio germinativo, que abriga os folículos ovarianos em diferentes estágios de desenvolvimento. A mulher nasce com milhões de folículos e chega à puberdade, quando inicia a fase fértil, com aproximadamente 400 mil, fase em que o corpo está preparado para engravidar. Para que a concepção ocorra, entretanto, é preciso haver ovulação.

Saiba o que é ovulação e quando ela ocorre no ciclo menstrual, lendo este texto até o final.

O que é ovulação?

Ovulação é nome atribuído ao evento em que ocorre o rompimento do folículo para a liberação do óvulo. É uma das fases do ciclo menstrual e marca o período de maior fertilidade da mulher, ou seja, quando há mais chances para engravidar.

Um ciclo menstrual regular ocorre em 28 dias e é dividido em três fases, estimuladas pela ação de diferentes hormônios.

A primeira fase, chamada folicular, tem início no primeiro dia da menstruação e dura até o 13º. Na fase folicular, estimulados pela ação do hormônio folículo-estimulante (FSH) vários folículos crescem, porém, apenas um deles se torna dominante e se desenvolve.

O folículo dominante passa a secretar estrogênio, hormônio que atua no espessamento do endométrio, preparando-o para receber o embrião: nele o embrião implanta, iniciando a gestação.

A segunda fase, chamada ovulatória, acontece no 14º dia, quando há um pico do hormônio luteinizante (LH), que funciona induzindo o folículo ao rompimento para liberação do óvulo ou ovulação: o óvulo tem uma sobrevida de 48 horas no organismo feminino.

Nessa fase os níveis de estrogênio de progesterona começam a aumentar. O LH também é responsável pelo amadurecimento do óvulo e isso ocorre para que ele possa ser fecundado.

A terceira e última fase é conhecida como lútea. Inicia-se no 15º dia e finaliza no 28º. Nela, o folículo que abrigava o óvulo se transforma em corpo lúteo, responsável por secretar progesterona, hormônio que assegura o espessamento final do endométrio.

Se o óvulo não for fecundado, o corpo lúteo se degenera, os níveis dos hormônios diminuem provocando a descamação do endométrio e a menstruação, iniciando um novo ciclo.

Qual a importância da ovulação para a fertilidade feminina?

Embora o funcionamento correto de todas as fases seja importante para o sucesso da gravidez, a ovulação é fundamental para que ela aconteça. Se não houver liberação do óvulo, não há fecundação, processo em que óvulo e espermatozoide fundem formando o embrião.

O que pode afetar a ovulação e prejudicar a fertilidade?

A ausência de ovulação, condição conhecida como anovulação, é característica de distúrbios de ovulação, considerados a causa mais comum de infertilidade feminina.

São consequência de irregularidades no ciclo menstrual, que também interferem no desenvolvimento e amadurecimento dos folículos, resultando, ainda, em alternância entre ciclos ovulatórios e anovulatórios.

Ciclos menstruais considerados normais, nem sempre têm duração exata de 28 dias. Eles podem ser um pouco mais curtos ou longos, desde que sempre ocorram no mesmo intervalo. Por outro lado, os que se apresentam sempre fora dos intervalos normais são considerados irregulares e podem resultar em distúrbios de ovulação.

As irregularidades geralmente são consequência de desequilíbrios hormonais, provocados por diferentes condições, incluindo:

Ainda que os distúrbios de ovulação sejam a causa mais comum de infertilidade feminina, mulheres com o problema podem obter a gravidez com a utilização de técnicas de reprodução assistida.

As três principais – relação sexual programada (RSP), inseminação artificial (IA) e fertilização in vitro (FIV) – aumentam as chances e são indicadas de acordo com a causa que provocou o problema.

A primeira etapa dos tratamentos de reprodução assistida é a estimulação ovariana. Procedimento realizado com medicamentos hormonais semelhantes aos naturais, com o propósito de estimular o desenvolvimento de mais folículos, acompanhado periodicamente por exames de ultrassonografia.

Ao atingirem o tamanho ideal, são induzidos por novos medicamentos hormonais, ao amadurecimento final e ovulação, que ocorre em cerca de 36 horas.

A ovulação também é um evento importante na reprodução assistida. Na RSP, determina o período mais fértil para intensificar a relação sexual, aumentando as chances de concepção.

Na IA, indica o momento ideal para a inseminação ocorrer: nessa técnica, os espermatozoides são previamente selecionados, inseridos em um cateter e depositados no útero durante o período fértil.

Já na FIV, durante o período previsto para a ovulação, os óvulos maduros são coletados por punção folicular. Posteriormente são identificados em laboratório, quando os melhores são selecionados para a fecundação.

Atualmente, o método mais utilizado é a FIV com ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), em que cada espermatozoide é injetado diretamente no citoplasma do óvulo. Os embriões formados, após serem cultivados por alguns dias, são transferidos ao útero materno, onde implantam no endométrio iniciando a gestação.

Entenda detalhadamente como os hormônios funcionam no ciclo menstrual, tocando aqui.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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