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Ultrassonografia: quando é indicada na reprodução assistida?

Ultrassonografia: quando é indicada na reprodução assistida?

Muitos homens e mulheres sofrem com problemas de infertilidade e encontram dificuldades para engravidar. Após 12 meses de tentativas falhas, sem o uso de métodos contraceptivos, a infertilidade já é considerada.

Descobrir as causas desse problema nem sempre é fácil. Existe toda uma investigação envolvida, com exames e procedimentos realizados para diagnosticar as alterações que dificultam o alcance da gravidez.

Um exame muito utilizado para investigar alterações tanto nas mulheres quanto nos homens é a ultrassonografia.

Por se tratar de um exame de rotina, a ultrassonografia costuma ser mais relevante para mulheres e é utilizada para identificar alterações de forma precoce.

A seguir, conheça mais sobre o procedimento e saiba em quais casos a ultrassonografia pode ser indicada na reprodução assistida.

O que é a ultrassonografia?

Trata-se de um exame diagnóstico não invasivo que permite a avaliação de órgãos internos por meio de emissão e recepção de ecos.

É um procedimento rápido, simples, sem restrições, podendo ser realizado sempre que o médico considerar necessário.

É utilizado para identificar alterações nos órgãos, podendo ser recomendado para:

Com o paciente deitado em uma maca, coloca-se uma fina camada de gel em sua pele e posiciona-se o transdutor em cima deste local, deslizando o aparelho pela pele. Assim, imagens são geradas e transmitidas em um computador para que o médico possa analisá-las.

O procedimento pode ser realizado em uma clínica, laboratório ou hospital, sob orientação médica. Antes do exame, o paciente deve ser informar sobre a necessidade de alguns preparos.

Em algumas ultrassonografias, é preciso que o paciente beba muita água, fique em jejum ou tome medicamentos que eliminam gases.

Existem alguns tipos de ultrassonografias, dentre elas:

Ultrassonografia morfológica

Utilizada entre a 20º e 24º semanas de gravidez para avaliar o desenvolvimento do feto. É indicado para todas as mulheres grávidas, para identificar malformações, síndromes e doenças no bebê.

Ultrassonografia 3D ou 4D

Realizadas a partir do 3º mês de gestação, permitem uma melhor visão do feto com aspecto mais real. Quando realizadas no 6º mês de gestação as imagens são ainda melhores.

Ultrassonografia da mama

Realizada para identificar alterações e caroços na mama que possam ser nódulos benignos. Muito utilizado na prevenção do câncer de mama e para investigar causas de dores nas mamas.

Ultrassonografia da tireoide

Realizada para avaliar o tamanho da glândula, seu formato e identificar a presença de algum nódulo. Em caso de suspeita de câncer, pode ser feito para guiar uma biópsia e retirar amostra do tecido.

Ultrassonografia da bolsa escrotal

Feita para avaliar e identificar alterações na bolsa escrotal e nos testículos.

Ultrassonografia abdominal

Feita para investigar dores no abdômen, identificar a presença de líquidos e avaliar fígados e rins.

Ultrassonografia pélvica

Nas mulheres, é realizada para avaliar estruturas como o útero, trompas, ovários e vasos sanguíneos. Já nos homens, é indicada para avaliar a próstata e a bexiga.

A ultrassonografia pélvica é uma da mais utilizadas para o diagnóstico e acompanhamento de tratamentos e pode ser realizada de duas formas: suprapúbica e transvaginal.

Ultrassonografia transvaginal

Com a paciente em posição ginecológica, o transdutor coberto por gel condutor e proteção de látex, é inserido pela vagina. O procedimento causa um leve desconforto, pois o transdutor é girado e inclinado suavemente para focar as áreas de estudo, o que gera uma leve pressão.

Quais as indicações na reprodução assistida?

A ultrassonografia é muito utilizada no contexto da reprodução assistida. Inicialmente, pode ser muito útil na investigação das causas de infertilidade.

Com este exame é possível diagnosticar alterações no útero como os miomas uterinos, pólipos endometriais, malformações, cistos nos ovários, endometriomas e identificar a presença de tumores.

Também é possível identificar a presença de líquido nas tubas uterinas, a chamada hidrossalpinge e diagnosticar a endometriose pélvica.

A ultrassonografia permite também a avaliação da reserva ovariana por meio da contagem dos folículos antrais.

Na relação sexual programada (RSP), inseminação intrauterina (IIU) e na fertilização in vitro (FIV), são realizadas a estimulação ovariana para aumentar as chances de fecundação no tratamento. Durante este processo, utiliza-se da ultrassonografia para avaliar o desenvolvimento dos folículos e acompanhar a espessura endometrial.

Na FIV, tanto clássica quanto por ICSI, o procedimento é essencial para guiar a punção folicular para a captação dos óvulos.

Outro processo guiado pela ultrassonografia é a transferência dos embriões, etapa final da fertilização in vitro e essencial para o sucesso do tratamento.

Conheça mais sobre a ultrassonografia pélvica e como ela é utilizada na reprodução assistida.

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Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
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