Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

O que é útero didelfo?

O que é útero didelfo?

A formação dos órgãos reprodutores femininos ocorre ainda nas primeiras semanas de vida intrauterina. Falhas no desenvolvimento embrionário podem resultar em anomalias, como é o caso do útero didelfo — um tipo de malformação uterina que pode causar infertilidade e complicações na gestação.

Existem outros tipos de anomalias anatômicas que também interferem nas funções uterinas. Neste post, daremos atenção ao útero didelfo.

Continue a leitura, saiba o que é essa malformação, como ela ocorre, quais as consequências para a saúde da mulher e quais as possibilidades de tratamento.

Útero didelfo

O útero didelfo, ou duplo, é uma anomalia uterina congênita caracterizada pela formação de dois hemiúteros e dois colos uterinos, embora, em alguns casos, as duas cavidades se unam ao mesmo cérvix. Em determinadas situações, mulheres com essa condição também apresentam duplicação da parte superior da vagina.

Malformações uterinas são decorrentes de falhas na etapa de desenvolvimento embrionário. Apesar de ser um achado clínico pouco comum, esse tipo de alteração anatômica tende a afetar o funcionamento normal do útero, levando a problemas de fertilidade e complicações gestacionais.

As duas cavidades do útero didelfo podem apresentar tamanhos similares ou distintos (uma maior que a outra), e cada hemiútero é ligado à uma tuba e um ovário. O diagnóstico precoce é importante para abreviar os sintomas e reduzir os riscos da gravidez.

 

Quais as causas e consequências dessa malformação uterina?

Assim como o útero didelfo, existem outras anomalias na anatomia uterina que prejudicam a fertilidade feminina. Essas malformações são congênitas, o que significa que são causadas ainda durante a vida intrauterina.

Até a sétima semana da formação embrionária, as gônadas ainda são indiferenciadas, isto é, não existe definição do sexo biológico no embrião. Em torno da nona semana de desenvolvimento fetal, ocorre a diferenciação dos ductos de Müller para dar origem às características sexuais.

No caso das meninas, a fusão desses ductos forma os órgãos do aparelho reprodutor, como útero, tubas uterinas e parte interna da vagina. O útero didelfo, portanto, é resultado de falhas completas na fusão dos canais müllerianos.

A principal consequência do útero didelfo para a saúde feminina é o risco aumentado de problemas obstétricos. O espaço limitado dos hemiúteros não impede a concepção, mas pode provocar abortamentos, restrição no crescimento fetal, perdas gestacionais no segundo trimestre e parto prematuro.

Outras anomalias uterinas causadas por malformações müllerianas são:

Existem sintomas?

Os sinais e sintomas das malformações uterinas variam conforme o tipo de anomalia. O útero didelfo pode não ter manifestações sintomáticas para algumas mulheres, enquanto outras podem experimentar incômodos como:

Contudo, esses indícios também fazem parte da sintomatologia de várias doenças ginecológicas e podem ser confundidos com outros quadros. Sendo assim, se não houver um diagnóstico precoce de malformações uterinas, o problema acaba sendo identificado somente diante de abortos de repetição e avaliação da infertilidade.

Um ponto que favorece a investigação diagnóstica do útero didelfo é a dificuldade no uso de absorventes internos, sobretudo quando há duplicação da vagina. Nesses casos, os absorventes não são eficientes para estancar o fluxo menstrual, uma vez que o sangramento continua a ocorrer pelo segundo canal vaginal.

Durante a gravidez, também é possível levantar a suspeita de útero didelfo devido ao sangramento, que pode persistir na cavidade não grávida. Em casos raros, a mulher pode passar por um evento chamado superfetação, em que uma gestação é iniciada no segundo hemiútero, depois que o primeiro já tem uma gravidez em desenvolvimento.

Como tratar?

Para reduzir o risco de abortamentos e outras dificuldades gestacionais, é aconselhável que a mulher procure acompanhamento médico e realize a avaliação diagnóstica de malformações uterinas antes de engravidar.

Além dos exames físicos, a paciente também é orientada a passar por histeroscopia — principal método para avaliar e tratar problemas uterinos. Exames auxiliares são a ultrassonografia tridimensional, a histerossalpingografia e a ressonância magnética.

O tratamento cirúrgico é indicado em boa parte dos casos. O objetivo é corrigir a estrutura uterina, preservar a fertilidade da mulher e minimizar possíveis incômodos. No entanto, as cirurgias ficam reservadas aos casos de perdas gestacionais frequentes. Pacientes assintomáticas ou com outros fatores de infertilidade não devem ser submetidas a intervenções cirúrgicas sem necessidade extrema.

Mulheres com útero didelfo e dificuldade de engravidar podem tentar o tratamento com a FIV (fertilização in vitro) — depois de realizadas as avaliações necessárias para verificar o nível de comprometimento do órgão. Em casos mais graves, com alto risco de perdas, uma possibilidade para a tentante é o útero de substituição.

Para mais informações sobre as condições que dificultam a gravidez, leia nosso texto institucional sobre a infertilidade feminina!

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
4 Comentários
mais antigo
o mais novo mais votado
Inline Feedbacks
View all comments
Valkiria Pessoa
10 meses atrás

Olá meminas eu tenho utero dedelfo tive 4 no tempo de 2005 a 2007 por ai ao long 2 anos se casada,hj tenho 15 anos de casada tenho 4 filhos todos muito saudáveis,nao precisei fazer nenhum tratamento Deus me deu !Nao desistam pois n e impossivel,fiz 4 cesareas e sou muito saudável!

Mádylla
4 meses atrás

Tbm tenho e minha filha de 11 anos tbm.

Gabriela
3 meses atrás

Olá. Eu também possuo útero didelfo, sempre sofria muito com cólicas menstruais e menstruacoes a cada 15 dias, descobri que tinha essa má formação em um transvaginal, e ali me disseram tudo que aqui no site diz… Quando achei que não seria possível engravidei 2 vezes um bebê em cada útero e tive parto normal (quando um bebê nasceu 4 meses depois já descobri que tinha outro) os dois foram partos normais e hoje são lindos meninos fortes e saudáveis… confiem em Deus pois ele move montanhas, a ele o céu e o mar obedecem e ele sempre da o… Ler mais »

Editor
Clínica Origen (@ana)
3 meses atrás
Reply to  Gabriela

Que história linda, Gabriela! Obrigada por compartilhar conosco! ❤️

Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
4
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x