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Ooforite ou ovarite? Entenda mais sobre essa inflamação!

Ooforite ou ovarite? Entenda mais sobre essa inflamação!

Você já ouviu falar em ooforite? Também conhecida como ovarite, é uma inflamação que pode comprometer um ou ambos os ovários, causando desconfortos, como dores pélvicas e durante as relações sexuais. Quando não tratada adequadamente, pode levar à infertilidade.

Se você tem interesse em conhecer melhor a ooforite, seus sintomas, causas, diagnósticos e tratamentos, confira nosso post.

O que é ooforite?

Ooforite ou ovarite é uma inflamação muito rara dos ovários causada, em sua maioria, por bactérias que comprometem o sistema reprodutor feminino. Porém, em outros casos, pode ser desencadeada por problemas no sistema imunológico, que acaba produzindo anticorpos que atacam os próprios ovários.

Raramente a ooforite se apresenta de forma isolada, sendo quase sempre decorrente de outros problemas dos órgãos do sistema reprodutor. A doença pode se apresentar de três maneiras:

Ooforite aguda

A ooforite aguda ocorre quando há apenas um episódio da doença, normalmente causado por bactérias que atingem um ou os dois ovários. Também pode ocorrer em decorrência de complicações da caxumba.

Ooforite crônica

A ooforite crônica ocorre quando a inflamação dos ovários acontece com recidivas. Nesses casos, o quadro pode se dar por uma inflamação das tubas decorrente do refluxo sanguíneo, que acaba comprometendo os ovários.

Ooforite autoimune

A ooforite autoimune é uma condição rara que acontece devido a um descontrole do sistema imunológico que passa a atacar os próprios ovários, causando a destruição das células do órgão.

Qual a relação entre ooforite e infertilidade?

A ooforite está entre as causas da infertilidade permanente quando não diagnosticada a tempo ou não tratada de maneira adequada, principalmente nas suas versões crônica e autoimune.

No primeiro tipo, os casos mais graves, que não respondem ao tratamento medicamentoso, podem ser indicados para cirurgia de retirada dos ovários (ooforectomia). Assim, a mulher entra em menopausa em consequência do procedimento cirúrgico. Já no tipo autoimune, a infertilidade se deve aos ataques às células ovarianas, que ocasionam a falência do órgão.

Nos casos menos graves, em que a doença é descoberta à tempo e tratada de forma adequada, a infertilidade é temporária.

Quais as causas da inflamação?

No geral, as ooforites são causadas por bactérias, como estreptococos, estafilococos, gonococo (causadora da gonorreia) ou bacilos do grupo coli, bactérias do trato intestinal que migram para o sistema reprodutor e geram a inflamação.

Por fim, complicações de outras doenças, como endometriose – devido à predisposição que a condição oferece para a formação de glândulas de endométrio nos ovários – e caxumba, podem ocasionar o problema.

E os sintomas?

Os sintomas da ovarite são muito parecidos com outras doenças do sistema reprodutor feminino, como endometriose, cisto no ovário, gravidez ectópica e inflamação das tubas uterinas. Por isso, é fundamental o diagnóstico médico para identificação clara e precoce do problema.

Entre os principais sintomas estão:

  • dor pélvica de moderada a forte com extensão para a parte inferior do abdômen;
  • dor para urinar;
  • desconforto durante as relações sexuais;
  • sangramento vaginal fora do período menstrual;
  • febre constante;
  • enjoo e vômito;
  • dificuldade para engravidar.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da ooforite é complexo, já que os sintomas físicos apresentados não determinam com clareza a doença.

Portanto, além do exame clínico, o ginecologista solicita um hemograma completo, exame de urina, ultrassonografia pélvica ou mesmo uma laparoscopia ginecológica, em casos mais complexos.

Quais os tratamentos?

O tratamento da ooforite depende do tipo e da gravidade do quadro. Normalmente, é feito a partir do combate à inflamação, com o uso de anti-inflamatórios e antibióticos orais ou supositório vaginal. Os casos mais delicados devem ser combatidos no hospital, com administração intravenosa de outras medicações potentes.

Para definir o remédio mais adequado, pode ser necessária uma série de testes que incluem esfregaço vaginal para identificar a substância que pode combater com mais eficácia a inflamação.

A ooforite é uma doença que pode levar a consequências graves, como a infertilidade, quando não tratada de forma precoce e adequada. Somente o ginecologista, de posse dos resultados dos exames complementares e análise clínica, poderá fazer o diagnóstico preciso do quadro e indicar o melhor tratamento. Por isso, nunca negligencie os sintomas!

Quer saber mais sobre doenças que causam a infertilidade como a ooforite? Assine nossa newsletter e receba novos conteúdos relevantes!

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Comunicado

Nota conjunta com atualização de posicionamento sobre a COVID-19 e os tratamentos de reprodução assistida

Informações complementares à nota emitida em 21 de março de 2020

A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA e a Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA, acompanhando as demais sociedades mundiais e face à presença da pandemia de Covid-19, emitiram comunicado em 17 e 21 de março de 2020. Globalmente, e na América Latina não foi diferente, ciclos iniciados foram completados, decisões de congelamento tomadas, transferências discutidas e, na maioria das vezes, postergadas. Desde o início, entendemos que poderiam haver situações a serem individualizadas, como os casos oncológicos, em que pacientes necessitariam com urgência da preservação de seus gametas previamente a procedimentos cirúrgicos ou eventual quimioterapia que pudesse afetar sua fertilidade futura. Ao mesmo tempo, havia outros casos susceptíveis de individualização.

Passados 30 dias, com novos dados sobre a Covid-19, reconhecendo novos cenários para diferentes países, regiões ou cidades, além da realidade de um período claro de extensão da pandemia, que a infertilidade é definida pela OMS como doença, assim como a própria OMS define o direito de autonomia dos pacientes e:

CONSIDERANDO que, sob a luz de novas evidências científicas, este posicionamento deverá seguir sendo atualizado em momentos sucessivos;

CONSIDERANDO que, segundo a literatura médica, não se identificou até o momento a presença de vírus nos gametas e tratos genitais masculino ou feminino;

CONSIDERANDO que, até o momento, não há evidências a respeito das repercussões do Covid-19 sobre a gestação inicial;

CONSIDERANDO a preocupação com relação às evidências científicas emergentes quanto à possibilidade de transmissão vertical – isto é, da mãe para o bebê;

CONSIDERANDO que os serviços de reprodução assistida devam seguir as recomendações governamentais, respeitando as particularidades locais;

CONSIDERANDO a observação das medidas de distanciamento social, com cuidados na preservação dos pacientes e equipes, quando da assistência;

CONSIDERANDO as condutas para mitigar a sobrecarga do sistema de saúde local;

CONSIDERANDO que o adiamento dos tratamentos de reprodução assistida abrange determinados casos extremamente sensíveis ao tempo e, portanto, inadiáveis, com risco de condenar pessoas a uma infertilidade irreversível – ou seja, esterilidade; e

CONSIDERANDO o respeito à autonomia do paciente,

RECOMENDAM que ciclos de reprodução assistida possam ser realizados sob juízo do profissional assistente, em decisão compartilhada com os usuários do serviço, de forma personalizada, fundamentados e bem documentados, com precaução e bom-senso, evitando-se transferências embrionárias neste momento.

Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida – SBRA
Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA


Referências