Fechar

Selecione uma unidade para enviar um Whatsapp:

Belo Horizonte - (31) 9979-01109 Juiz de Fora - (32) 98888-2776 Governador Valadares - (33) 98866-1706 Rio de Janeiro - (21) 99566-1850 Manhuaçu - MG - (33) 98855-0015

agendamento de consulta

Unidade Belo Horizonte | +55 (31) 2102-6363

Ooforite ou ovarite? Entenda mais sobre essa inflamação!

Ooforite ou ovarite? Entenda mais sobre essa inflamação!

Você já ouviu falar em ooforite? Também conhecida como ovarite, é uma inflamação que pode comprometer um ou ambos os ovários, causando desconfortos, como dores pélvicas e durante as relações sexuais. Quando não tratada adequadamente, pode levar à infertilidade.

Se você tem interesse em conhecer melhor a ooforite, seus sintomas, causas, diagnósticos e tratamentos, confira nosso post.

O que é ooforite?

Ooforite ou ovarite é uma inflamação muito rara dos ovários causada, em sua maioria, por bactérias que comprometem o sistema reprodutor feminino. Porém, em outros casos, pode ser desencadeada por problemas no sistema imunológico, que acaba produzindo anticorpos que atacam os próprios ovários.

Raramente a ooforite se apresenta de forma isolada, sendo quase sempre decorrente de outros problemas dos órgãos do sistema reprodutor. A doença pode se apresentar de três maneiras:

Ooforite aguda

A ooforite aguda ocorre quando há apenas um episódio da doença, normalmente causado por bactérias que atingem um ou os dois ovários. Também pode ocorrer em decorrência de complicações da caxumba.

Ooforite crônica

A ooforite crônica ocorre quando a inflamação dos ovários acontece com recidivas. Nesses casos, o quadro pode se dar por uma inflamação das tubas decorrente do refluxo sanguíneo, que acaba comprometendo os ovários.

Ooforite autoimune

A ooforite autoimune é uma condição rara que acontece devido a um descontrole do sistema imunológico que passa a atacar os próprios ovários, causando a destruição das células do órgão.

Qual a relação entre ooforite e infertilidade?

A ooforite está entre as causas da infertilidade permanente quando não diagnosticada a tempo ou não tratada de maneira adequada, principalmente nas suas versões crônica e autoimune.

No primeiro tipo, os casos mais graves, que não respondem ao tratamento medicamentoso, podem ser indicados para cirurgia de retirada dos ovários (ooforectomia). Assim, a mulher entra em menopausa em consequência do procedimento cirúrgico. Já no tipo autoimune, a infertilidade se deve aos ataques às células ovarianas, que ocasionam a falência do órgão.

Nos casos menos graves, em que a doença é descoberta à tempo e tratada de forma adequada, a infertilidade é temporária.

Quais as causas da inflamação?

No geral, as ooforites são causadas por bactérias, como estreptococos, estafilococos, gonococo (causadora da gonorreia) ou bacilos do grupo coli, bactérias do trato intestinal que migram para o sistema reprodutor e geram a inflamação.

Por fim, complicações de outras doenças, como endometriose – devido à predisposição que a condição oferece para a formação de glândulas de endométrio nos ovários – e caxumba, podem ocasionar o problema.

E os sintomas?

Os sintomas da ovarite são muito parecidos com outras doenças do sistema reprodutor feminino, como endometriose, cisto no ovário, gravidez ectópica e inflamação das tubas uterinas. Por isso, é fundamental o diagnóstico médico para identificação clara e precoce do problema.

Entre os principais sintomas estão:

  • dor pélvica de moderada a forte com extensão para a parte inferior do abdômen;
  • dor para urinar;
  • desconforto durante as relações sexuais;
  • sangramento vaginal fora do período menstrual;
  • febre constante;
  • enjoo e vômito;
  • dificuldade para engravidar.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da ooforite é complexo, já que os sintomas físicos apresentados não determinam com clareza a doença.

Portanto, além do exame clínico, o ginecologista solicita um hemograma completo, exame de urina, ultrassonografia pélvica ou mesmo uma laparoscopia ginecológica, em casos mais complexos.

Quais os tratamentos?

O tratamento da ooforite depende do tipo e da gravidade do quadro. Normalmente, é feito a partir do combate à inflamação, com o uso de anti-inflamatórios e antibióticos orais ou supositório vaginal. Os casos mais delicados devem ser combatidos no hospital, com administração intravenosa de outras medicações potentes.

Para definir o remédio mais adequado, pode ser necessária uma série de testes que incluem esfregaço vaginal para identificar a substância que pode combater com mais eficácia a inflamação.

A ooforite é uma doença que pode levar a consequências graves, como a infertilidade, quando não tratada de forma precoce e adequada. Somente o ginecologista, de posse dos resultados dos exames complementares e análise clínica, poderá fazer o diagnóstico preciso do quadro e indicar o melhor tratamento. Por isso, nunca negligencie os sintomas!

Quer saber mais sobre doenças que causam a infertilidade como a ooforite? Assine nossa newsletter e receba novos conteúdos relevantes!

Compartilhe:

Se inscrever
Notificação de
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Faça seu agendamento

Proporcionamos um atendimento exclusivo exatamente como você merece.

AGENDE SUA CONSULTA
ENTRE EM CONTATO

Alguma dúvida sobre fertilidade?
Fale conosco

Comunicado

SARS Cov-2 (COVID 19): vacinas, reprodução assistida e grávidas
• Posição atual conjunta •

03 de fevereiro de 2021

Grandes avanços dos estudos colaborativos incluem hoje pelo menos 85 vacinas pré-clínicas em investigação ativa em animais, 65 em ensaios clínicos em humanos, com 20 vacinas que chegaram aos estágios finais de testagem, sendo 12 já em uso em diferentes países/situações. As principais vacinas disponíveis estão constituidas por partículas de RNA mensageiro (Pfizer-Biontech e Moderna), vírus inativado (CoronaVac,Sinopharma e Covaxin, Bharat Biotech), com adenovirus (Oxford-AstraZeneca, Johnson&Johnson e Sputnik V, Gamaleya).

A pandemia segue, e neste momento a discussão se centraliza no uso das vacinas disponíveis e as pacientes submetidas às técnicas de reprodução assistida, grávidas e populações de risco entre as grávidas.

Nossas sociedades, avaliando também as diretrizes emitidas por sociedades mundiais como a ESHRE, a ASRM, a IFFS e a ACOG (SOGC), consideram que dentro da disponibilidade possível:

1) A vacinação tem efetividade e não induz a risco aumentado de contrair a infecção por Covid 19. Embora ainda não hajam estudos humanos de longo prazo sobre a vacinação contra Covid-19 e gravidez, nenhuma das vacinas contém vírus Sars Cov-2 vivo.

2) Para indivíduos vulneráveis,que apresentam alto risco de infecção e / ou morbidade por COVID-19, dentre os quais estão as grávidas, não receber a vacina supera o risco de ser vacinado, previamente ou durante a gravidez. Inclui-se ainda neste grupo os profissionais de saúde e aqueles outros, de linha de frente, com maior risco de exposição.

3) Não há razão para atrasar as tentativas de gravidez ou tratamentos de reprodução assistida quando de vacina não disponível ou se pacientes fora de grupos de risco.

4) Decisões da utilização (ou não) das vacinas devem ser compartilhadas entre pacientes e médicos, respeitando-se os princípios éticos de autonomia, beneficência e não maleficência.

5) Esta informação sobre vacinas deve ser incluidas como um termo específico em um consentimento informado já existente. Red Latinoamericana de Reproducción Asistida – REDLARA

6) Seguirão atualizações, a cada momento que novos conhecimentos solidifiquem os dados atuais.

  • REDLARA - Red Latinoamericana de Reproducción Asistida
  • SBRA - Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
  • SAMeR - Sociedad Argentina de Medicina Reproductiva
  • AMMR - Asociación Mexicana de Medicina de la Reproducción
  • PRONÚCLEO - Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva
  • SAEC - Sociedad Argentina de Embriología Clínica
  • SOCMER - Sociedad Chilena de Medicina Reproductiva
  • ACCER - Asociación de Centros Colombianos de Reproducción Humana
  • SURH - Sociedad Uruguaya de Reproducción Humana
  • AVEMERE - Asociación Venezolana de Medicina Reproductiva y Embriología

Referências
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x